segunda-feira, dezembro 31, 2007

FELIZ 2008

Frei Betto / Adital

Por que a festa de fin de ano provoca tanta tolemia? Que hai de especial no cambio de ano? Nada, excepto a convención numérica, unha invención indoarábiga que nos permite codificar o tempo en horas, minutos e segundos e establecer, segundo o movemento do noso planeta en torno ao sol e ás fases da lúa, calendarios que distribúen o tempo en anos de doce meses, meses con case 30 días e días con 24 horas exactas.

O que pasa é que non somos trilobites senón humanos, dotados da capacidade de imprimir ao tempo carácter histórico e sentido á historia. A festa de fin de ano é, pois, un rito de paso. Resoa no noso inconsciente o alivio por terminar un ano de tantos reveses, perdas, sufrimentos, e celebrar conquistas, avances e vitorias. Hai que tirar foguetes, encher copas, expresar bos propósitos ás divindades que poboan as nosas crenzas, vestirse de branco como sinal da nosa primeira comuñón co novo ano que comeza.

Vivimos apremados polo misterio. Como as partículas subatómicas, somos rexidos polo principio da indeterminación. Esa imposibilidade de prever o futuro suscita angustia, o que nos leva a tratar de descifralo por vía da lectura dos astros e das cartas, da sabedoría de videntes, das cunchas dos santeiros e santeiras, da rogación aos nosos santos protectores.

Esta é unha paradoxal característica do postmodernismo: en plena era da urxencia da física cuántica e da caída do determinismo histórico como ideoloxía, cremos que o noso futuro está escrito nas estrelas. De aí a inercia, a indignación inmovilizadora, a impotencia fronte aos escándalos éticos e ao descaro con que os corruptos son absoltos polos seus pares, esa insensibilidade que para nada recorda o que se debese conmemorar neste ano: os 40 anos de Maio de 1968.

Nos países industrializados Maio do 68 é o paradigma da rebeldía, o berro estancado no aire sonorizado ao fin nas manifestacións estudantís, os Estados Unidos derrotados polos vietnamitas, os Beatles reinventando a canción, a moda subvertendo parámetros, as mulleres á conquista do dereito a apaixonarse por primeira vez innumerables veces, a castración do machismo, o resurximento esotérico.

Na parte sur do planeta os anos de chumbo, os xenerais metendo nas fundas das súas pistolas as chaves dos parlamentos, a utopía colgada no pau de arase, os camiños do exilio multiplicándose, os mortos e desaparecidos enterrados nos arquivos secretos das Forzas Armadas. Aínda así, había soño, e non era motivado pola inxestión química, brotaba do fame de liberdade e de xustiza, fomentaba o desexo irrefreable de adxectivar de novo a creatividade incensurable: o cinema, a bossa, a literatura, o tropicalismo.

No pasado, o futuro era mellor. Hoxe, inmersos nesta sociedade da hiperestetización da banalidade, en que as imaxes contraen o tempo e a web virtualiza o diálogo na soidade dixital, andamos en busca dunha razón para vivir. Perdemos o sentido histórico, cambiamos os vínculos de solidariedade pola conectividade electrónica, vendemos a liberdade por un prato de lentellas en forma de seguridade.

No 2008 seremos chamados ás urnas municipais. Teremos que discernir entre os idealistas e os arribistas, os servidores públicos e os que se afogan no ego destilado na embriaguez dos aplausos, os movidos pola intransixencia dos principios éticos e os que miran os recursos do Estado como carne fresca para a súa gula insaciable.

Ano de conmemorar o 60º aniversario da Declaración Universal dos Dereitos Humanos, que, para vergoña de nós, os católicos, ata o día de hoxe non foi asinada polo Estado Vaticano.

Neste mundo de atrocidades non hai outro modo de cel
ebrala máis que esixindo a súa aplicación e perfeccionamento: que remate a ocupación de Iraq, a independencia de Porto Rico, o fin do bloqueo a Cuba, a redución da emisión de gas carbónico, a paralización do desmantelamento da Amazonia, a salvación de África. E que se lle engadan á Declaración os dereitos internacionais, planetarios, ambientais.

En Brasil é hora de que a Declaración sexa transvasada do papel á realidade social. En que, a pesar da actuación valente da Secretaría Especial de Dereitos Humanos da Presidencia da República, imposible celebrar conquistas en dereitos humanos mentres a policía estigmatiza como suposto traficante ao morador da favela; o Poder Xudicial promove a orxía compulsiva ao meter mulleres en celas repletas de homes; os indíxenas e negros son condenados á miseria pola incuria das autoridades; a debilidade da lei cobre de inmunidade aos corruptos e de impunidade a bandidos e asasinos.

Non basta o propósito sincero de facer algo novo nas nosas vidas o ano 2008. É necesario máis: facer novas as realidades que nos rodean, de modo que se dean cambios afectivos e a paz floreza como froito da xustiza.

Feliz 2008!

http://www.adital.com.br/site/noticia.asp?lang=É


domingo, dezembro 30, 2007

Nasija

"Nasija" curtametraxe gañadora do 16º Festival de curtos de Madrid e preseleccionado para os Oscar, móstranos en toda a súa crueza a vida da muller no África negra.

DURÍSIMO !!!! .... dunha realidade humillante. Non hai forma de atopar consolo, nin aceptación, nin comprensión, nin perdón ..... nin NADA !! ....

Uma tragédia nascida do despotismo militar e da anarquia.

Tariq Ali / The Guardian

O assassinato de Benazir Bhutto espalhou o desespero pelo Paquistão. Agora, o seu partido precisa ser democraticamente reconstruído.

Mesmo aqueles que, como nós, criticavam asperamente o comportamento e as políticas de Benazir Bhutto - tanto quando estava no governo como mais recentemente - estão espantados e enfurecidos pela sua morte. A indignação e o medo perseguem o país mais uma vez.

Uma estranha coexistência de despotismo militar e de anarquia criou as condições que levaram ao seu assassinato ontem em Rawalpindi. No passado, o regime militar supostamente existia para preservar a ordem - e fê-lo por uns poucos anos. Já não o faz mais. Hoje, cria desordem e promove a ausência da lei. Que outra explicação se pode dar à expulsão do chefe de Justiça e de oito outros juízes do Tribunal Supremo do país por tentarem manter o controlo dos tribunais sobre as agências de informações do governo e a polícia? A sua substituição retira ao regime a autoridade para fazer qualquer coisa, muito memos conduzir um inquérito adequado aos crimes das agências, para descobrir a verdade escondida atrás do cuidadosamente organizado assassinato de uma das principais líderes políticas.

Como pode o Paquistão ser hoje outra coisa que não uma conflagração de desespero? Assume-se que os assassinos são jihadistas fanáticos. Pode até ser verdade, mas estavam a actuar por conta própria?

Benazir, de acordo com os seus próximos, tinha sido tentada a boicotar as falsas eleições, mas não teve a coragem política para desafiar Washington. Tinha muita coragem física, e não se deixava acobardar pelas ameaças dos opositores locais. Fizera um comício eleitoral em Liaquat Bagh. Trata-se de um espaço popular que recebeu o nome do primeiro chefe de governo do país, Liaquat Ali Khan, assassinado em 1953. O assassino, Said Akbar, foi imediatamente morto a tiros às ordens do chefe da polícia envolvido na conspiração. Não longe dali, existiu antes uma estrutura colonial onde eram presos os nacionalistas. Era a prisão de Rawalpindi. Foi lá que o pai de Benazir, Zulfikar Ali Bhutto, foi enforcado em Abril de 1979. O tirano militar responsável pelo seu assassinato judicial assegurou-se que o local da tragédia fosse igualmente destruído.

A morte de Zulfikar Ali Bhutto envenenou as relações entre o seu Partido do Povo e o Exército. Activistas do partido, particularmente da província de Sind, foram brutalmente torturados, humilhados e, por vezes, desapareceram ou foram mortos.

A turbulenta história do Paquistão, um resultado do contínuo regime militar e de alianças globais impopulares, confronta hoje a elite governante com escolhas difíceis. Parecem não ter quaisquer objectivos positivos. A esmagadora maioria do país desaprova a política externa do governo. Está enfurecida pela falta de uma política doméstica séria que não tenha como objectivo o enriquecimento de uma elite insensível e voraz, que inclui os vaidosos e parasitários militares. Agora, assiste impotente ao assassinato de políticos diante dos seus olhos.

Benazir teria sobrevivido à explosão da bomba de ontem, mas caiu pelas balas disparadas contra o seu carro. Os assassinos, conscientes do seu fracasso em Karachi há um mês, quiseram desta vez ter uma dupla garantia. Queriam-na morta. Agora, é impossível que se realize uma eleição, mesmo manipulada. Vai ter de ser adiada, e o alto comando militar está sem dúvida a preparar-se para uma nova dose de regime militar se a situação ficar pior, o que pode facilmente ocorrer.

O que aconteceu foi uma tragédia em muitos níveis. É uma tragédia para um país a caminho de mais desastres. Há torrentes e cataratas pela frente. E é uma tragédia pessoal. A casa dos Bhutto perdeu mais um membro. Pai, dois filhos e agora uma filha morreram de causas não-naturais.

Conheci Benazir na casa do pai em Karachi quando ela era uma adolescente que gostava de divertir-se, e mais tarde em Oxford. Não era uma política por natureza, e sempre quis ser diplomata, mas a história e a tragédia pessoal empurraram-na noutra direcção. A morte do pai transformou-a. Tornou-se uma nova pessoa, determinada a combater a ditadura militar da altura. Mudara-se para um pequeno apartamento em Londres, onde discutíamos sem fim o futuro do país. Ela concordava que as reformas agrárias, os programas maciços de educação, um serviço de saúde e uma política externa independente eram objectivos positivos, construtivos e cruciais se queríamos salvar o país dos abutres com e sem uniforme. O eleitorado dela eram os pobres, e orgulhava-se disso.

Mudou outra vez depois de se tornar primeira-ministra. No início, discutíamos, e em resposta às minhas numerosas queixas, tudo o que ela dizia era que o mundo tinha mudado. Ela não podia estar do "lado errado" da história. De forma que, como muitos outros, fez as pazes com Washington. Foi isto que finalmente a levou ao acordo com Musharraf e ao regresso a casa depois de mais de uma década de exílio. Em numerosas ocasiões, ela disse-me que não temia a morte. Era um dos perigos de fazer política no Paquistão.

É difícil imaginar qualquer bem que saia desta tragédia, mas há uma possibilidade. O Paquistão precisa desesperadamente de um partido político que possa falar pelas necessidades sociais da maioria do povo. O Partido do Povo fundado por Zulfikar Ali Bhutto foi construído por activistas do único movimento popular de massas que o país jamais conheceu: estudantes, camponeses e trabalhadores que lutaram durante três meses em 1968-69 para derrubar o primeiro ditador militar do país. Viram-no como o seu partido, e este sentimento persiste até hoje nalgumas partes do país, apesar de tudo.

A horrenda morte de Benazir deveria dar aos seus colegas uma pausa para reflexão. Depender de uma pessoa ou de uma família pode ser necessário em certos momentos, mas é uma fraqueza estrutural, não a força de uma organização política. O Partido do Povo precisa ser refundado como uma organização democrática e moderna, aberta à discussão e ao debate honestos, defendendo os direitos sociais e humanos, unindo os muito dispersos grupos e indivíduos no Paquistão desesperados por qualquer alternativa decente de meio-caminho, e adiantando propostas concretas para estabilizar o conflagrado e ocupado Afeganistão. Isto pode e deve ser feito. Não se deveriam pedir mais sacrifícios à família Bhutto.

http://www.guardian.co.uk/comment/story/0,,2232632,00.html

A LINGUA DOS XUDEUS DE GALICIA

Xose Luís Méndez Ferrín / Faro de Vigo

Os xudeus de Galicia falaban a lingua das cidades e vilas nas que moraban, ou sexa a galega. Os nomes persoais dos varóns eran bíblicos (Isaque, David, Abraham) pro eles tiñan a atención de nomear as súas mulleres de xeito galego e meliorativo: Clara, Rica, Ouro, Alegría. En canto aos nomes de familia e alcumes, parece que na súa maioría eran galegos (Méndez, Pereira, Espiñosa, Sánchez), Certo que Pérez é moi numeroso entre xudeus, tamén pode ter unha procedencia hebrea coincidente co patronímico galego. Podían levar os nosos xudeus apelidos hebreus ou de escura fasquía semítica (escura para min); así: Cohén, Benveniste (coma o lingüista) Mardochai (V. Risco dicía ser este o verdadeiro apelido de Marx), Calvasan. Chaman a atención, polo caracter hebreu deliberado, os nomes de Ioseph Ibn Hayyim e de Moisés Ibn Zabarah, iluminados e calígrafo, respectivamente, da Torah ou Biblia de Kennicott, ambos os dous artistas coruñeses, que fan ostentación da súa veciñanza galega.

Seguiron falando galego os xudeus dispersados e expulsos de fins de século XV? –pregúntame Lucía Pereira Espinosa. Voulle responder cunha hipótese.

Logo do degredo de expulsión lanzado pola intolerancia dos ben chamados Reis Católicos en 1492, é fama que a maioría dos xudeus de Galicia pasaron a Portugal. Gozarían do beneficio dunha rede social de apoio nas xudarías daquel reino. Pro, poucos anos despois (1496-1497), o rei don Manoel ordenou a conversión obrigatoria ou, alternativamente, o exilio de todos os hebreus de Portugal.

Penso eu que os conversos e cristiáns novos que quedaron en Galicia fóronse confundindo co resto da poboación e non parece que existisen verdadeiros núcleos criptoxudaicos. Con todo, sabemos que un acusado de xudaísmo foi queimado en auto de fe que se celebrou na Praza Maior de Madrid a fins do século XVII e presidido por Carlos II. Esta víctima levaba o apelido moi galego de Carballo.

O continxente de xudeus galegos, portugueses e cataláns que se asentou no Mediterráneo Oriental foi absorbido lingüísticamente polo continxente maioritario dos xudeus que falaban o castelán. E conformouse de tal modo a lingua e a cultura sephardita: sobre a base dunha preponderancia castelá. Reproduciuse nesta Diáspora, pois, o fenómeno da hexemonía e dominación castelá na Península Ibérica sobre as linguas galega e catalá, e, aínda despois, da portuguesa.

Entendo que houbo unha porción de xudeus galegos e portugueses que arraízaron nos Países Baixos. Nese asentamento, a lingua dos xudeos galegos e portugueses reunificouse. Pasaríase, así, a unha sorte de novo galegoportugués, neste caso sephardita. Tal lingua foi usada polas familias de ascendencia galega e portuguesa nos Países Baixos até a Idade Contemporánea moi avanzada. Documentos en lingua sephardita galegoportuguesa consérvanse en arquivos de Amsterdam, teño entendido. O sephardita galegoportugués utilizouse como lingua oral e escrita nos Países Baixos deica a segunda metade do século XIX ou aínda máis adiante. Supoño que por eses tempos as nosas comunidades xudías dos Países Baixos se achegarían ao asquenazismo e adoptarían como lingua propia o neerlandés Non coñezo estudos nos que se elucide o elemento galego deste galegoportugués dos Países Baixos nin que falen do elemento galego presente no xudeocastelán sephartita. E ben, tanto na Europa Occidental coma na Oriental e no N. de África, perdida a lingua galega ou non, os sepharditas de orixe galega mantiveron moitos dos seus apelidos até os nosos días, aínda que sexa nalgúns casos difícil diferenciar o que é galego de aquilo que é portugués. En Galicia estamos moi orgullosos da posíbel orixe galega de certos sepharditas. Por exemplo: Francisco Sánchez, teorizador extremo do escepticismo no século XVI; Baruch Spinosa (Espiñosa, supoño, na orixe), filósofo revolucionario e único do século XVII; Pierre Mendès-France, o político perfecto do radicalismo pequenoburgués.

Observación.

Hoxe os cursidosos da historia dos xudeus en Galicia poden aproveitarse da lectura dunha obra moito documentada e compendiosa de Gloria de Antonio Rubio: Los judíos en Galicia (Fundación Barrié, A Coruña 2006). Gustaríanos precisar que os hebreus que aparecen mencionados en dous documentos do ano 1044 que se inclúen no Tombo de Celanova, sendo os primeiros de tal nación que figuran localizados en Galicia, non viviron, segundo a información que chegou a nós, en Celanova Vagamente aparecen localizados (nin sequera fixados) no val do Arnoia e nas proximidades das aldeas de Fechas e Soutomel, como dependente dun feudal e para nada do abade de Celanova. En 1044 Celanova non era un núcleo urbano, senón só un convento. En todo caso, a vila de Allariz atópase a uns 12 quilómetros do teatro dos acontementos nos que se mencionan estes primeiros xudeus advertidos na documentación galega. E Allariz si que tivo xudaría ben poboada e documentada anos máis tarde.

Faro de Vigo (Sabado 29/12/07)

sábado, dezembro 29, 2007

UN PATRIOTA GALEGO

Fernando Ónega

Fai moitos anos que non compro pan o día de Noiteboa. Na miña casa ceouse esa noite tan sinalada pan de Lalín, porque un home de Lalín, Xosé Cuíña, encargouse de enviarmo, e eu recibino como unha enorme expresión de agarimo que non podo esquecer. Esta última Noiteboa tamén me chegou, a pesar de que Cuíña estaba no hospital. Chameille, pero só puiden falar co seu condutor. Non podía imaxinar que esas hogazas eran a última expresión do seu afecto. Durante anos foi un obsequio de pouco valor material. Pero era pan galego. Era pan da miña terra. Contiña unha cura de morriña. Hoxe cóntoo, porque necesito contalo. E para aclarar que canto ides ler ten tanto de respecto político como de aprecio á persoa.


Galicia perdeu onte a un patriota. Un patriota galego, que chamaba á súa terra «nai e señora». Coa súa morte truncouse algo máis que a biografía dun home que percorreu todas as escalas da política, desde a alcaldía do seu pobo ao posto de home forte da Xunta. Puido rexer os destinos de Galicia, se non fose polo ocorrido: non era simpático a quen pensaban que o problema do Partido Popular galego era o «aldeanismo» ?-a boina- que Cuíña representaba.

E unha parte importante, a máis influente do partido na dirección de Madrid, dedicouse a fomentar esa imaxe e a aplicar a técnica que mellor practican os conspiradores: esperar a que cometese un pequeno erro para cortar a súa cabeza. E o erro estivo nas pas do chapapote. Aquel día de xaneiro do 2003, Cuíña non dimitiu como conselleiro. Foi destituído, porque o obrigaron a dimitir.

Quíxose, e conseguiuse, apartar da primeira liña a un líder natural ao que se criticaba por populista. E o foi. Cuíña foi un populista, pero non no sentido caciquil dalgunhas críticas, senón no significado nobre do termo: era un home de pobo, que falaba como as xentes do pobo, que entendía a linguaxe e a inquietude do campesiño. Ese populismo tan deostado foi un viveiro do votos do Partido Popular. Foi o que lle facilitou as maiorías absolutas. Foi o ton que lle deu credencial de galeguidade ao partido. E foi, no fondo, a ponte que unía sentimentos de Castelao e da dereita estatal.

Estes últimos cinco anos, o loitador de Lalín debateuse nun conflito que non conseguiu superar. Da mesma forma que quixo galleguizar o PP, quería promover un partido nacionalista galego de centro-dereita, cun modelo parecido ao de Pujol. Soñou con volver empezar desde abaixo, como concelleiro de Lalín, e facer de Lalín a súa pista de despegamento. Pero, cada vez que se ilusionaba coa idea, freáballe a súa lealdade: non podía abandonar o PP. E menos, construír algo que provocase unha escisión. Esa mesma lealdade leváballe a seguir querendo a Manuel Fraga, o home que o levantou e o instrumento usado para derrubalo.

Xosé Cuíña foi un prisioneiro das súas lealdades. ás veces penso que sufriu o seu primeiro infarto por esa tensión íntima que terminou por desgarrarle o corazón.

http://www.lavozdegalicia.es/opinion/2007/12/29/0003_6439794.htm?idioma=galego

segunda-feira, dezembro 24, 2007

Once Upon A Long Ago

OBXECTIVO: ADOLFO DOMINGUEZ

Lévase moito tempo falando do textil galego pero nos temos fortes dúbidas de que isto sexa certo. Unha das empresas líderes neste sector é Adolfo Dominguez e non emprega o galego no seu web e tempouco nas súas tendas.

Queremos unha industria galega, respectuosa coa nossa cultura e cós clientes deste país que desexamos poder consultar e ser atendidos na nosa língua, con normalidade e en calqueira eido, na internet e nas tendas.

A CiberIrmandade solicita a tua colaboración nesta nova campaña a prol do emprego da nosa lingüa na rede de redes. Colabora enviando un email dende esta ligazón .

O NENO, O BOI E A MULA

Os evanxeos non falan do boi e a mula que estarían no pesebre xunto a Xesús sobre as pallas. Pero a tradición fala deles. A súa historia é conmovedora e encanta a nenos e adultos. E nestes tempos ecolóxicos adquire un significado especial. Imos contar a verdade desta historia antiga que é narrada ao seu xeito en cada lingua.

Un campesiño tiña un boi e unha mula moi vellos e inservibles para o traballo no campo. Habíase encariñado con eles e gustoulle que morresen de morte natural, pero se consumían día a día. Así que resolveu levalos ao matadoiro. Cando tomou a decisión sentiuse mal e non conseguiu durmir en toda a noite.

O boi e a mula notaron que había algo raro na o aire. Movían inquedos as suas osamentas sen poder durmir. A vida fora dura. pasaran por varios donos. De todos recibiran moitos paus. Era a súa condición de animais de carga.

Cara á media noite, de súpeto sentiron que unha man invisible conducíaos por un estreito camiño cara a un cortello. Dicían entre si: «Que nos obrigarán a facer nesta noite fría? Xa non temos forzas para nada».

Foron conducidos a unha gruta onde había unha luceciña trémula e un pesebre. Pensaban que irían comer algo de feo. Quedaron marabillados cando viron que alí dentro, sobre unhas pallas, bracuñando, estaba un lindo bebé recen nado. Un home inclinado, Xosé, procuraba quentar ao neno co seu alento. O boi e a mula comprenderon inmediatamente. Debían quentar ao neno. Tamén co seu alento. Achegaron os seus fouciños. Cando percibiron a beleza e a irradiación do neno os seus vellos esqueletos estremecéronse de emoción. E sentiron un forte vigor interno. Cos seus fouciños ben achegados o neno empezaron a respirar lentamente sobre el, e así se foi quentando.

De súpeto, o neno abriu os ollos. «Agora vai chorar», dixo a mula ao boi, «verás que lle asustaron os nosos feos fouciños». O neno, pola contra, mirounos amorosamente e estendeu a súa pequena man para acariñar os seus fouciños. E seguía sorrindo, coma se fose unha fervenza de auga.

«O neno ri», dixo Xosé a María. «Non para de rir». «Debe ser que lle fixo graza o fouciño do boi e a mula». María sorriu e quedou calada. Afeita gardar todas as cousas no seu corazón, sabía que era un milagre do seu divino neno.

O feito é que os propios animais sentíronse alegres. Ninguén lles recoñeceu ningún mérito na vida. E velaquí que estaban quentando ao Señor do universo en forma de neno.

Cando volvían cara a casa notaron que outros burros e bois mirábanos cun aire de admiración. Estaban tan felices que ao avistar a casa, ata se arriscaron a un galope. E aí déronse conta de que estaban realmente cheos de vitalidade.

Volveron ao cortello. Pola mañanciña veu o patrón para levalos ao matadoiro. Eles mirárono compunxidos, como dicindo: «déixanos vivir un pouco máis!». O patrón mirounos sorprendido e dixo: «pero son estes os meus vellos animais?, como é que están tan vigorosos, coa pel lisa e brillante e as patas firmes e fortes?»

E deixou que quedasen. Durante anos e anos serviron fielmente ao patrón. Pero el sempre se preguntaba: «Meu Deus, quen transformou de súpeto en novos e robustos a aquela mula e aquel boi tan vellos?» Os nenos, que saben do neno Xesús, poden darlle a resposta.

Co Neno, o boi e a mula deséxolles «Feliz Nadal a todos os lectores e lectoras».

Leonardo Boff

domingo, dezembro 23, 2007

ACTUWA.ORG


Actuwa ! - http://www.actuwa.org

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O mundo é un lugar perigoso. Non por causa dos que fan o mal, senón por aqueles que non fan nada por evitalo.
O poder agora perténcelles aos e as que teñen credibilidade e unha lista de correos !

Artigos xa publicados: http://www.ymlpr.net/pubarchive.php?actuwa

Comentarios dos nosos lectores: http://www.actuwa.org/feedback_8.html

O que non se logrou por agora: http://www.actuwa.org/o-non-logrado.html

Guerra Popular da Comunicación: http://www.guerrapopularcomunicacional.actuwa.org

OMBUDSMAN SARKOZY

Quen lle ía dicir ao Sarkozy, sendo concelleiro de Neuilly-sur-Seine (60.000 habitantes), que chegaría a Presidir a República Francesa? Mais el seguro que xa soñaba con iso. E non é calquera cousa ser Presidente francés, ah! En Francia é o máximo, pero por demais, eh!. Touriño ao seu lado, non ten nin unha chisca da parte de poder. (Quen di Touriño di Quíntana; non nos andemos agora a molestar por pequeneces dentro da minucia ínfima). Pensemos que a constitución da V República Francesa, establece coma forma de goberno a República Semipresidencialista. En resumo, ao goberno (e ao seu primeiro ministro) se lle encargan as tarefas internas, e o Presidente asume os asuntos, e relacións exteriores. Sen deixar dun lado o controvertido Artigo 16 da constitución que entrega ao Presidente da República o “Poder Absoluto” (de consideralo necesario), cun simple comunicado a nación. Que manda truco, iso si que é mandar!

Pero mira, o que son as cousas, que Sarkozy recibiu tanto poder e el pensa que non foi por casualidade. El no seu interior está convencido que foi grazas a unha forza “suprema”, por dicilo dalgún xeito. Que encomendóuselle unha gran misión na historia da humanidade, e a súa ferramenta é a Presidencia da República Francesa. Ven sendo como o de Aznar pero sen asasinatos (polo de agora).

Sarkozy quere ser o Quíxote dos nosos días; desfacer desfeitas, salvar doncelas, velar polos desventurados, defender honras, etc... Quere ser o Ombudsman Mundial de tódolos Países e Estados.

Que unhas azafatas están retidas en África. Ala vou! e... voila!! Problema solucionado. Que imos a Lisboa a ver se poñemos o da UE en marcha, pois primeiro falo co pobo, coa xente, coa prensa e logo xa verei se me achego a onde as autoridades (de menos categoría ca min, por suposto) e sento por ai. Que atopámonos en Lisboa e vexo que tal... Pois nada, me vou para Roma xunto Prodi, pedimos unhas pizzas e chamamos a Zapatero, e falamos do futuro; coño! que falando se entende a xente! Que temos que facerlle un “tour” por Europa a Kadhafi; pois nada, o presento como un defensor dos dereitos humanos e coma o líder mediterráneo con mais tempo no poder, e listos. É que a xente ten dereito a cambiar, “caramba!”, e Kadhafi, cambiou o día que lle caeu un mísil dos USA na mesiña de noite (agora xa non durme baixo tellado, xa caia pedrazo coma cocos). Que non pode aplicar o seu querido artigo 16 as institución europeas, en concreto, a que mais lle preocupa, o BCE; pois se lle pide pragmatismo e flexibilidade (Robind Hood; veña...). Que en Colombia temos que arranxar o das Farc, pois home!, un se pon a falar con uns e con outros e xa verémolo que pasa...(se é que pasa). Que comentan que os israelís e os palestinos teñen algunha que outra “discrepancia”, pois nada, se estudia o tema e xa unha solución atoparase. Es que vedes problemas en tódolos lados!!

E ollo, que estamos falando dun Sarkozy noviño do trinque, que xo leva seis meses no Pazo do Elíseo. Xa veredes, xa... O Sarkozy vai deixar moitas liñas escritas no “gran libro da historia mundial”. Non sabemos se en letra de ouro, prata, bronce ou sustancia orgánica algunha; pero que parágrafos enteiros vai cubrir, xa o damos por certo.

Fernando R. Dacosta.

segunda-feira, dezembro 17, 2007

A VIOLENCIA DE XÉNERO DESDE UNHA PRESPECTIVA SINDICAL E DE XÉNERO

A violencia de xénero transcende do ámbito doméstico, é unha lacra social que afecta a toda a cidadanía. O sindicalismo que defende a liberdade, a xustiza e a igualdade debe involucrarse na loita contra todo tipo de discriminación e particularmente contra a discriminación que representa a violencia contra as mulleres.


María do Carme López Santamariña
Secretaria Confederal da Muller da CIG
Tempo Sindical Nº 56.

Tras a aprobación, o pasado 17 de xullo, no Parlamento Galego, da Lei galega para a Prevención e Tratamento Integral da Violencia de Xénero, a Secretaría Confederal da Muller publicará –en colaboración co Servizo Galego de Igualdade- unha guía dirixida a delegadas e delegados sindicais que pretende ser unha axuda á afiliación da central sindical, para as mulleres que sofren unha situación de violencia, ofrecendo unha recompilación de recursos accesíbeis de organismos públicos e privados onde acudir, en caso de vivir ou coñecer casos de violencia contra as mulleres.

Conscienciación social

Para a Confederación Intersindical Galega as institucións teñen unha eficacia moi limitada, aínda que é importante o papel que desempeñan. É moito máis necesaria a conscienciación social sobre o problema e as súas causas, xa que as vítimas mortais e as superviventes das agresións son só unha mostra da verdadeira raíz do problema; a violencia contra as mulleres é un problema dos homes que sofren as mulleres, un problema de saúde pública na que todos e todas estamos implicadas. Este tipo de violencia só se visibiliza nos medios de comunicación a través do número de mortas, porén, a violencia contra as mulleres artéllase no complexo entramado que forman a linguaxe, a medicina, o saber, o ensino, a política, o imaxinario simbólico... e exércese a través de calquera acto de control, dominio, explotación, negación das mulleres e dos seus dereitos. Moita xente séntese allea a este gravísimo problema social porque non perciben como violencia a socialización diferencial de rapazas e rapaces, explotación das mulleres a través do traballo no fogar, a usurpación da representación política e social nas organizacións, a imaxe estereotipada e/ou ridiculizada que emiten os medios de comunicación, a precariedade laboral, as discriminacións salariais, etc.

A violencia contra as mulleres ten a súa orixe na discriminación, que nega a igualdade de trato e oportunidades entre homes e mulleres en moitos aspectos da vida e que, á vez, serve para reforzala, impedindo que as mulleres exerzan os seus dereitos e liberdades.

Factor “xénero”

O control da socialización das mulleres, da súa sexualidade e da súa vida reprodutiva son mecanismos a través dos cales os homes perpetúan esta situación do dominio e a discriminación. O factor “xénero” engádese a miúdo a outros factores, como a etnia, a clase social, a nacionalidade, a orientación sexual ou a idade, e determina que certos colectivos de mulleres sexan máis vulnerábeis á violencia, e teñan peor protexidos os seus dereitos humanos. As raíces da violencia de xénero atopámolas nas relacións de poder da sociedade patriarcal, un fenómeno que existiu sempre e que agora se fixo visíbel. Agora temos o marco legal para combatela, temos ferramentas dabondo nos centros de ensino para socializar aos nosos fillos e fillas nun pacto social polo respecto e pola convivencia, xa que unha lei non pode cambiar por si mesma a cultura e os estereotipos arraigados nas persoas.

Ferramentas sindicais

Os sindicatos posuímos unha serie de ferramentas que nos permiten detectar a violencia de xénero: ofrecer información a todas e cada unha das nosas afiliadas e afiliados, ao respecto dos trámites e recursos en materia de dereitos laborais das vítimas, co obxecto de crearmos entre todas e todos unha rede social, de mulleres e homes, a través da cal rachemos con esta espiral de violencia. A regulación das relacións laborais non debe fuxir dunha realidade que ten na nosa sociedade especial incidencia, senón que pola contra debe sumarse ao rexeitamento colectivo da violencia exercida contra as mulleres en dúas direccións: explicitando nos convenios colectivos a condena á violencia de xénero espallando entre os seus destinatarios os contidos laborais da Lei Orgátemponica, e incorporando nos convenios colectivos as melloras que en cada caso sexan posíbeis de cara a asegurar no mundo do traballo a efectividade das medidas contempladas na lexislación actual. Alén do que legalmente se establece, os convenios poden mellorar a situación de partida a través dunha maior adaptabilidade e flexibilidade ao caso concreto.

Para a concreción das medidas sempre ofrece máis posibilidades o convenio de empresa, sobre todo se esta é dunha certa entidade e tamaño, pero tamén os convenios provinciais ou galegos ofrecen posibilidades. En primeiro lugar contemplaremos o que serían medidas procedementais, que teñen a súa importancia, de cara a facilitar que a vítima atope o apoio e as facilidades necesarias para exercer os seus dereitos, en segundo lugar achegaremos melloras concretas a incorporar nos convenios colectivos.

Máis medidas de apoio

As medidas pactadas en convenio teñen loxicamente a vixencia do convenio. Outra cuestión é a vixencia en ca da caso das medidas ou melloras adoptadas, que estará en función da duración da orde de protección ou afastamento. A orde de protección está activa ata que se celebra o xuízo principal (pode haber outros xuízos colaterais por agresións, por incumprimento da orde de afastamento, etc). O que ocorre é que unha vezque se celebra o xuízo e se produce a sentenza condenatoria do agresor, normalmente este non entra na cadea e moitas veces aparece de novo o mesmo problema, obrigando a muller a iniciar o proceso de denuncia, orde de protección, etc. Polo tanto, convén que o remate das medidas pactadas non coincida temporalmente coa finalización ou desactivación da orde de protección, senón que se prorroguen cando menos durante un mes máis. Esta duración debe pactarse en convenio colectivo, porque a lei fala de que a situación que dá lugar aos dereitos acreditarase coa orde de protección; polo tanto, se a orde de protección non está activa, automaticamente a vítima volvería á súa situación laboral anterior. Pódese pactar entón en convenio que as medidas concretas adoptadas se prorroguen durante os 30 días seguintes á finalización da orde de protección para facilitar a integración laboral da muller vítima de violencia de xénero. Ou tamén pode pactarse a duración concreta de cada medida, como por exemplo, no caso de suspensión do contrato de traballo, a vítima terá un prazo de 1 mes para solicitar a incorporación ao seu posto de traballo.

En definitiva, a CIG comprométese a loitar contra a violencia de xénero a todos os niveis e proponse conseguir que na negociación colectiva as empresas implanten medidas efectivas para paliar os efectos desta lacra social.

segunda-feira, dezembro 10, 2007

RECADACIÓN EXECUTIVA

Joder! Carta do Concello. Que mala pinta me ten... Isto vai ser una multa... Dezasete anos de carné de conducir e nunca unha merda de multa... Mira que si é a primeira? Pois é!. Pero que día e onde di que eu estaba en dobre fila? Que va, isto esta mal. Non é o meu coche. Non pode ser. Que carallo faría eu ese día a esa hora nese sitio? Isto esta mal. Parece sempre que estas cousas pásanlle ao outros, e nunca vaite tocar a ti, e mira... Pero... Que va! Non é o meu coche. Hostia! Si so parei un anaco. Me cago en todo! Por que non o metería no aparcadoiro? Serei paifoco! Pois non vai quedar outra que pagala. Mira, se a pago agora descóntanme un anaco. Que cabróns!

Me presento na Casa do Concello coa multa na man, disposto a pagala. Isto ten que ser en Recadación Executiva, o das multas sempre é en Recadación Executiva.

Chego a lonxa dentro da Casa do Concello, e atópome unha ringleira impresionante diante do mostrador de Recadación Executiva. Eu non fago mais que mirar para a multa. É unha cabronada. Teño que pagar unha multa, que vai ti sabe si é miña... Ben, si que é miña, pero so foi un momento... Pero, aínda por riba, esta ringleira de xente. Eu non aparto a vista da multa, e tódolos meus sentidos estan centrados, na mala sorte que teño, no desgraciado que son e en por que tiña que tocarme xusto a min, con a falta que me fan os cartos...

Sen quitar a mirada da multa, sigo esperando que a ringleira avance, mais un ruxe ruxe, empeza incomodarme nos oídos. É un balbordo ao lonxe, case que imperceptible, mais molesto. O volume da barafunda vai en aumento. Son laios! Laios e berros! Están a chorar! Parecen mulleres ao lonxe, berrando, chorando, laiándose, xemendo. Vai en aumento. É horroroso! Pero que lles pasa a esas mulleres? Deus, son uns berros dunha dor amarga fonda, moi fonda. Os choros, son choros de impotencia. Os laios, son laios de tristura, unha tristura desconsolada e abafante. Cada vez todo é mais claro, todo é mais perceptible. Nenas, rapazas, mulleres novas, vellas. Distínguense con moitísima claridade, unha claridade que so parezo percibir eu. Unha claridade con desacougo. Unha claridade negra. Unha claridade pesada como o chumbo. Unha claridade espesa e insoportable.

Berros e mais berros, choros, laios, eu non podo mais e teño que levantar a vista da multa, e mirar cara onde ben todo o algareo.

A miña dereita; a miña dereita atópome coa fría silueta de ducias de anónimas mulleres. Non pode ser! Mulleres mortas. Mortas por mans culpables, mortas por mans de homes que non son homes. Mortas por ser mulleres. Mortas e berrando xustiza! Mortas e chorando pola tardía xustiza, mortas e laiándose pola morte.

Siluetas de branca inocencia de ducias de mulleres que non poden estar na miña ringleira a pagar una merda de multa.

Fernando R. Dacosta


TERRITORIO DE IMPUNIDADE

Cristina del Valle / 20minuntos

Ser muller, feminista, escritora e xornalista son factores de alto risco en México. A miña admirada e querida amiga Lydia Cacho púxolle nomes e apelidos aos demos que operan en México a través de redes de abuso, violación e tráfico de menores amparados na corrupción política e policial, e fíxoo a través dun libro, Os demos do edén. Foi secuestrada e torturada por orde do gobernador de Puebla, Mario Marín.

Todo México puido oír as conversacións telefónicas do propio Marín e as súas ameazas de morte e violación contra Lydia. Cacho iniciou entón, co apoio de ONG, asociacións de mulleres, de xornalistas e defensoras de dereitos humanos do mundo enteiro, un camiño contra a impunidade arriscando a súa propia vida. Pero, nestes días, a Suprema Corte mexicana, onde chegara o caso e onde moitos depositaran a súa confianza para poder recuperar a palabra «xustiza», decidiu non condenar aos culpables e consentir a total impunidade.

http://www.20minutos.es/columna/319025/0/cristina/del/valle/



SALIR CORRIENDO

domingo, dezembro 09, 2007

MEMORIA HISTÓRICA: HEROÍSMO E GRANDEZA DE TUI

HEROÍSMO E GRANDEZA DE TUI

O episodio de Tui é o máis brillante da loita contra o fascismo no noroeste peninsular. En Tui obtívose e retívose a victoria. Os republicanos tudenses souberon organizarse e souberon combater. Se a resistencia afirmárase nos outros pobos da provincia, as forzas de Tui haberían reconquistado Vigo.

A cidade episcopal e fronteiriza estaba gornecida con forzas de carabineiros ao mando dun capitán faccioso; unha lancha gardacostas; tropas de infantería de mariña, cuxo comandante tamén estaba comprometido cos rebeldes, e un bo golpe de gardas civís cun xefe da mesma categoría que os anteriores. En Tui residía o Bispo da diocese, que meses antes da sublevación andou de xira pastoral e recadatoria a beneficio dos pillabáns. Os cóengos facíanse linguas do desprendemento de Avelino, propietario do hotel do seu nome en Mondariz, que cotizou para esa subscrición 12.000 pesetas.

Tui era a sede do agrarismo da provincia, co recordo dos sucesos de Sobredo, en que a Garda civil disparou os seus máuseres contra os que pedían a redención de foros. O movemento agrario, anterior á dictadura de Primo de Rivera, continuouse durante ela, e a República atenuou o que tiña de protesta ao decretar a redención obrigatoria da gabela feudal.

Un home había en Tui de gran tempero: Gumersindo Rodríguez, cenetista, obreiro panadeiro. Gumersindo, non se colgaba dos flocos da farfallanada revolucionaria a destempo e a toda hora; tras das eleccións de 1936, persuadiu á C.N.T.-F.AI. [Confederación Nacional do Traballo - Federación Anarquista Ibérica], para que ingresase na Fronte Popular e aceptase as responsabilidades da administración. Con ese obxecto producíronse unhas vacantes de concelleiras que pasaron a desempeñar os confederais.

Os rebeldes e as dereitas coñecían esa unidade e no mes de xuño levaron as municións que había nas polvoreiras.

O día 18 de xullo, a Fronte Popular creou unha xunta de Defensa. Figuraban nela, o alcalde Guillermo de Vicente, o médico Hermenegildo Losada, o deputado agrario Afonso Ríos -organizador dos agrarios e carabineiros de Forcadela, Tomiño e A Garda-, Romero, Ulpiano Piña e Gumersindo. Nomeouse presidente da xunta a Hermenegildo Losada, que se presentou nos cuarteis e leva consigo ao Concello aos xefes militares.

-Quero que me acompañen vostedes para darlle ao pobo unha sensación de seguridade. Renovados os mandos, interviñéronse as comunicacións, confinouse aos fascistas nos seus fogares e recolléronse os aparellos de radio das casas particulares e dos cuarteis. No Concello, funcionaba unha radio que transmitía as emisións republicanas. Puxéronse gardas aos Bancos e estableceuse un cuartel xeral no Seminario. Aos seminaristas envióuselles aos seus pobos e o mesmo aos cóengos que non quixeron permanecer na cidade.

O señor Bispo chamou á xunta de Defensa e ofreceulle. A súa colaboración:

-Cre vostede que deben pecharse as igrexas? -preguntou.

-De ningún xeito, señor Bispo. A orde pública é completa. Opino, pola contra, que convén mantelas abertas. Dese modo, as persoas demasiado significadas poden celebrar nelas os seus cultos en lugar de andar pola rúa. O Bispo contestou dando as grazas. Non había por que. O certo é que o Bispo, si se esquece a súa xira pastoral e recadatória, comportouse correctamente. Non se sabe que agravase os perigos que correron os republicanos tudenses ao ser vencidos, e aínda hai quen asegura que foron súas unhas declaracións publicadas nun xornal portugués nas que se eloxiaba a conducta humana dos defensores da legalidade mentres durou a loita.

Na cidade e nos arredores houbo que lamentar a barrabasada dun clérigo montaraz; que matou a un miliciano comisionado para rexistrar a súa casa, e a detención doutro clérigo, ao que se lle descubriron armas na reitoral. Os dous sacerdotes foron entregados á xurisdición ordinaria e postos á disposición do xuíz.

Procedeuse seguidamente a concentrar os carabineiros da beira do río Miño, desde Arbo ata Tui, e mobilizáronse as forzas de mariñeiría, cun total de sesenta homes, e as da garda civil formadas por dez parellas, ás que se mesturou con tropas milicianas. Reuníronse preto de douscentos fusís.

O día 19, o Gobernador de Pontevedra comunicou que Sanjurjo dispúñase a repasar a fronteira. Na praza portuguesa de Valença do Miño advertiuse unha aglomeración de autos, que se achegaron á Ponte Internacional, deron media volta e dirixíronse a Monçon. A vixilancia que se exercía no río non lles permitiu pasar, se é que tiñan ese propósito. Máis tarde se, soubo que Sanjurjo debía trasladarse de Portugal a España en avión. Se non era el a causa da alarma, o movemento de coches na praza fronteiriza e a súa viaxe a Monçon foron certos.

O mesmo día aterrou na Garda unha avioneta pilotada polo representante dunha casa comercial catalá. A Xunta de Defensa incautouse do aparello e enviouno sobre Vigo. A avioneta arroxou cincuenta mil follas intimando á guarnición a renderse. Á mañá seguinte, os hidros de Marín presentáronse sobre o campo de aterraxe da Garda e destruírona con bombas incendiarias.

A avioneta serviu para dar a coñecer o grao de amizade dos gobernantes do país veciño cara á República española. Valença converteuse en praza de armas dos falanxistas, probablemente obedecendo a un proxecto do "Chipé" da Falanxe, José Antonio Primo de Rivera, quen planeaba a invasión de España polos seus pistoleiros se a revolta militar aprazábase. A xunta de Defensa presumiu que se se autorizába o acuartelamento de falanxistas en Portugal, ela podería pretender a adquisición dun pouco de gasolina. Pronto se convenceu de que a súa pretensión era disparatada. Non soamente negáronse as autoridades portuguesas a facilitar a gasolina, senón que se apresuraron a facer saber á Fronte Popular que, se algún dos seus membros se atrevía a pasar a Valença proporcionaríanse a satisfacción de fusilalo. Aquela elocuente manifestación de simpatía acompañouse do peche da fronteira, e Tui, que provía de enerxía eléctrica aos portugueses, deixounos ás escuras. Non era unha represalia excesiva.

A inesperada caída de Vigo fixo apresurar os traballos de acumulación de efectivos. Con militares, campesiños e obreiros formouse unha columna de tres mil homes. Había que deter ás forzas de Ourense que avanzaban sobre Pontevedra, ou atrasar a súa marcha voando as pontes da estrada de Vilacastín. Tui pediuno.

Que facía Ourense? Como non impedían os republicanos ourensáns a saída desas forzas?

A organización falanxista máis poderosa de Galiza era a de Ourense. Quizá pareza estraño que o seu xefe fose Calvo Sotelo, porque en ningún dos seus discursos solidarizouse coa Falanxe, aínda que se declarase un aliado. O perigoso colaborador de Primo de Rivera sabía que nin o Partido Monárquico de Renovación Española, nin o carlismo, case inexistente en Galiza, nin ningún dos grupos católicos de Acción Popular exercía sobre as dereitas ourensás a atracción do pistolerismo falanxista. Na xeografía do señoritismo galego, os señoritos de Ourense e Vigo destacábanse pola súa galantería, tan pelexador o de Ourense como o de Vigo, coa mesma mentalidade escabrosa e unha neurose criminal análoga. E unha diferenza: o señorito de Vigo, de ascendencia industrial, algunhas veces acudía aos despachos das fábricas; o de Ourense, de ascendencia agraria, pasábase a vida sentado nos cafés ou nas casas de prostitución. Logo das eleccións do 16 de febreiro, os encontros entre a Fronte Popular e a Falanxe de Ourense deixaban un saldo semanal de varios mortos. Fernando Meleiro, fillo dun Rexistrador da Propiedade e neto dun boticario de Celanova, acaudillaba aos rapaces da Falanxe ourensá, da que o xefe, en realidade, era Calvo Sotelo.

Como reacción contra os asasinatos falanxistas, as forzas polarizáronse e en Ourense chegaron a esgotarse os carnés comunistas. O campesiño buscaba as filas dun partido que, mellor, que ningún outro, sinalaba o perigo e indicaba o xeito de eliminalo. Pero aquelas nacentes forzas comunistas carecían de preparación ao iniciarse a loita.

O Gobernador, Gonzalo Martín, preguntou o día 19 aos outros tres gobernadores como se presentaban as cousas nas provincias do seu mando. Os outros tres gobernadores contestaron que non pasaba nada. Tan alentadoras noticias animaron a Gonzalo Martín a ordenar a recollida das armas das armerías, non fixese o diaño que o pobo apoderásese delas. Chamou logo ao Gobernador de Zamora e decatouse de que Zamora estaba en poder dos militares.

-Que facemos? inquiriu do seu asesor militar.

-Organizar unha columna e dirixirnos a Zamora. Levarémonos connosco á Garda civil, para non deixar un inimigo ás costas.

Pola tarde, celebrouse unha reunión da Fronte Popular na Casa do Pobo, nomeouse unha comisión formada por tres dirixentes de esquerda -Benigno, Taboada e Canal- e, de acordo co Gobernador, púxose unha vixilancia discreta ao Gobernador militar.

Todas as medidas que se adoptaron tiveron un carácter dilatorio. Non se quería sobresaltar aos militares. Autorizouse aos representantes campesiños a usar pistola e negáronse ao pobo as armas que pedía a voces.

Ao amencer do 20, o cansazo, a indecisión e o temor ocupaban o Goberno civil, en cuxo edificio achábase instalada así mesmo a Benemérita.

-Que decide vostede, Gobernador?

-En Madrid a situación non empeorou e en Galicia tampouco.

De súpeto abriuse a porta do despacho e entrou o tenente coronel
Soto, xefe dos sublevados, con gardas civís e gardas de paisano.

O tenente Pol, de Asalto, tomou a palabra:

-Quedan vostedes detidos.

O Gobernador volveuse cara aos rebeldes:

-É esa a palabra de honra que vostedes me deron?

Vaia unha broma! Que tiña que ver a honra con aquilo?

Agora, a correr como en Pontevedra, perseguidos por Meleiro e a súa partida de verdugos.

-Ai, miña madriña! Que nos van a matar! Que nos matan! Que xa estamos mortos!

Toda a provincia impregnouse do cheiro doce e nauseabundo dos cadáveres. Un limpabotas de Celanova, "o Mudo", cunha pistola metralladora e unha camisa azul, escabechou a quen quixo. As señoritas aplaudíano ao velo na rúa. Levárono a Burgos para que o felicitasen os xefes da Falanxe. Fixérono viaxar ata Italia, onde un cirurxián operouno e facilitoulle o uso dunha voz narnexa que non mellorou o seu traballo. "O Mudo" emborrachouse de sangue. Un día, nunha taberna, matou a un correlixionario. Houbo que matalo a el. R.I.P.

A resistencia nos pobos da provincia de Ourense é sufocada. A loita só presenta episodios no Barco de Valdeorras, onde organizouse unha das guerrillas máis valentes da nosa guerra nas montañas. Os obreiros da vía do ferrocarril Zamora-Ourense, na fronteira de Zamora, foron os que se sostiveron máis tempo. Con eles atopouse o xeneral Caminero cando fuxía cara a Portugal. Eses ferroviarios axudaron a Caminero a pórse a salvo.

Esta é a causa que permitiu ás forzas de Ourense desprazarse contra Tui.

O 23 de xullo, o Gobernador militar de Vigo, chamou ao xefe de carabineiros da praza fronteiriza. Hermenegildo Losada, sen identificarse, púxose ao aparello:

-Declare vostede o estado de guerra, fusile aos dirixentes dos partidos políticos, das organizacións sindicais e da Fronte Popular... e meta no cárcere aos demais.

A inspiración desas ordes viña de arriba, do Norte, de Navarra, do Xeneral Mola, e alentábanas os xenerais Cavalcanti e Millán Astray e o Bispo de Madrid, Leopoldo Eijo. Os facciosos non se paraban en barras. Ían ao seu de sumar mortos e de restar vivos.

-É verdade que se mata moito -recoñecería no mes de agosto o deán da catedral de León-. Pero convirá vostede comigo que isto nos asegura cincuenta anos de tranquilidade.

A un veciño de Tui, de Ponteareas ou de Ribadeo dígalle vostede que, por ser republicano e defender o réxime votado pola maioría dos españois, vano a matar. E que non contentos con matalo, os inimigos vano a ultraxar nas súas mulleres, e que os seus pais e os seus fillos serán perseguidos, e roubados ou incendiados os seus bens. É inútil que vostede llo diga; non o crerá.

O Exército aplicaría en España os procedementos empregados en Marrocos. O mesmo que nunha operación de castigo queimábanse os campamentos, aos campesiños galegos queimaríanlles as casas e as colleitas e mataríanlles os animais domésticos. Os montes e os camiños cubriríanse de cascallos, de homes e bestas degolados e unha chea de restos carbonizados indicaría o sitio onde estivo "o lugar de fulano".

Correrán os días, correrán os meses, correrán os anos e non se esquecerá o que pasou. O tempo non arrastrará na súa corrente os recordos. Porque Franco, cos seus xenerais e a Falanxe, destruíron un pobo, esnaquizáronlle a alma e sobre as ruínas sementaron sal.

O día 25, as forzas procedentes de Ourense -infantería, gardas de Asalto e falanxistas- e a artillería de Pontevedra apoderáronse do Porriño.

Tui preparouse para a defensa. Construíronse fortíns de cemento armado nas entradas da cidade e estableceuse un sistema de trincheiras. Asumiu o mando un suboficial de carabineiros. A fronte tiña polo lado esquerdo o río Louro, polo centro un piñeiral sobre as gándaras de Guillarei, e pola dereita, un monte sobre a estrada. Este dispositivo situouse a tres quilómetros da poboación. Tíñase previsto a dirección de ataque faccioso. Organizáronse tres columnas: unha, detrás do río Louro, de obreiros e campesiños; outra, de carabineiros, mariñeiros, policía e milicianos, que ocupou o centro, e o á dereita, gornecida con Garda civil e milicianos.

A leira do Bispado, a mellor do Concello, provía, coa autorización do Bispo, de carne, leite e patacas aos combatentes. O primeiro ataque comezou ás oito da mañá e durou ata as oito da noite. Abriu o lume a artillería. Ningún dos seus disparos logrou facer branco nos fortíns nin nas trincheiras. As granadas caeron no río da praza de Valença. As autoridades lusas protestaron:

-Contra quen disparan os "nacionais", contra os vermellos ou contra os seus amigos os portugueses?

Ás oito da noite, as columnas republicanas dos flancos situáronse no seu avance a menos de medio quilómetro dos facciosos. A escaseza de municións, obrigounas a repregarse ás súas liñas primitivas. Agardarían a que o inimigo achegásese para atacalo con dinamita. Recorreríase ás armas longas nos momentos difíciles... A loita cambiou de signo coa chegada de reforzos de Pontevedra. De pouco valía o ardor dos republicanos nin a dirección intelixente, ante a falta de elementos. Galicia decata caera. Sen posibilidade de recibir socorros, Tui era indefendible.

Ao terceiro día, forzas de Vigo engrosaron as forzas atacantes. Ordenouse a retirada. Aos republicanos quedáballes un cargador por home. A Xunta de Defensa fixo entrega da cidade aos militares locais. As milicias fortificáronse no monte Aloia, co propósito de acosar ao adversario durante a noite. A capela da cima do monte converteuse en depósito de alimentos para un mes. Nos combates morreran a maioría dos dirixentes. E pasou a noite do terceiro día, contendo ao inimigo cos disparos do último cargador.

Un confidencia preveu aos milicianos de que o monte sería atacado polas dúas estradas de acceso ao mesmo. Chovía. Enviouse un emisario ás milicias para que se refuxiasen nas zonas afastadas ás estradas. Coa choiva e o soño, o miliciano durmiuse. A tiros e a machetadas acabaron con el. Gumersindo Rodríguez tiña sete balazos.

Aos dous días, das aldeas acudiron os pais e as mulleres dos detidos. Funcionaban os Consellos de guerra e os pelotóns de execución. Á saída dos Consellos, as figuras dos campesiños apiñábanse nas sombras da Corredoira, xuntaban os rostros, alzaban os brazos e desaparecían na noite cunha "carreiriña de can" a levar ás aldeas a noticia do fusilamento do esposo ou do fillo.


La escuadra la mandan los cabos. Manuel D. Benavides. Ediciones Roca. México 1976. (reimpresión do orixinal de 1944).

"ERNESTO LEON" O VENEZOLANO QUE SE INFILTROU NUN CHAT GOLPISTA

Ernesto León conta, segundo el, que foi o Venezolano capaz de infiltrarse nun chat onde se mantiña unha conversa golpista. En moitos foros e canles de noticias en internet, se deturpou a nova, atribuíndo falsamente a infiltración a un membro do Galiza Sosego.

Pero... quen é Ernesto León?

Ernesto León nace en Caracas, Venezuela, realiza estudos na Escola de Artes e Oficios de Madrid, (Hespaña), Universidade Nacional de México (UNAM) e finalmente na Universidade de Nova York, NYU, (USA).

Con máis de 23 exposicións individuais e unhas 130 exposicións colectivas en diferentes partes do mundo, ilustrou libros, realizado escenografías para películas, deseñado proxectos con arquitectos, deseño de tapices, esculturas en bronce, organizado organismos de actividade creativa para artistas física e virtualmente.

Con 15 anos de intensa actividade expuxo en importantes Museos de Venezuela e o exterior. En Francia, Inglaterra, Hespaña, Suíza, Italia, Xapón e Estados Unidos etc.

Finalmente, a súa obra de carácter antropolóxico, rexistra imaxes arquetipos, relacionadas directamente coa cultura Hispanoamericana como a súa paisaxe, a Arte Prehispánico, animais, Arte colonial, habitantes de América etc. actualmente reside en Estados Unidos onde realiza investigacións na rede así como propostas experimentais e investigadoras .

A FAMILIA E A PUBLICIDADE

Osvaldo Ulloa / Revista “El Aguilar” (Colexio San Juan).

A FAMILIA E A PUBLICIDADE

No proceso de procura da súa propia identidade, a Familia opera da mesma forma que os individuos, é dicir, recibe a influencia da contorna, busca modelos aos cales imitar e ten a necesidade de pertenza a un grupo. Os Medios de Comunicación, a través da publicidade, entregan a diario pautas polas que rexen e interactúan os membros dunha familia. A publicidade fomenta comportamentos, valores (antivalores) que require o funcionamento do modelo de sociedade cuxa basee é o consumo.


Ao levar a cabo unha reflexión sobre como a publicidade está afectando á familia, faise necesario sinalar que grazas ás mensaxes recibidas, cada individuo vive a experiencia dos outros. É dicir, a familia, como núcleo social básico e cada un dos membros en forma individual, viven a experiencia grata ou frustrante dos -personaxes- que aparecen nos anuncios de televisión.


GAÑADORES E PERDEDORES

A primeira constatación que se comproba ao acender a TV é que nos anuncios comerciais as persoas aparecen divididas en forma maniquea entre gañadores e perdedores. Unha sociedade extremadamente competitiva como a nosa necesita estimular ás persoas coa -cenoria- do éxito e asustalas co -garrote- do fracaso. Os receptores das mensaxes, cada un dos integrantes da familia, aprenden dos mensaxes reiterativos as características que definen a quen lograron o éxito e que os diferencian dos perdedores. A valoración social e familiar opera sobre ese criterio que impón a publicidade. Esta é moi explícita á hora de mostrar os prototipos.


A FIGURA DO PAI

A figura do pai que logrou o éxito aparece definida pola porción de poder económico que ostenta. Isto dado a actividade que realiza (empresario, xerente, profesional de carreira prestixiada, etc.). Móstraselle realizando deportes que dan status (golf, equitación, esquí) e a súa vestimenta é impecable. Adoitan aparecer na publicidade de bancos, financeiras, compañías de seguros e automóbiles.

A publicidade que gaba e difunde o estereotipo do home de éxito está xerando un modelo de esposo e de pai no cal a persoa non vale polo que é senón polo que posúe. Deste xeito o home de éxito é promovido á condición dun obxecto que outorga seguridade, status, confort a través dos produtos que pon ao alcance da súa esposa e fillos. O home de éxito que mostra a publicidade non aparece nunca impregnado de valores (respecto, solidariedade, amor, tenrura, sacrificio) e a carencia explícase en tanto que os valores son case un obstáculo na carreira por converterse no home que triunfou desde a perspectiva económica e social, tal como é definido polo aparello propagandístico.

Se a -cenoria- é o home de éxito, o -garrote- é a figura do perdedor. O perdedor que mostra a publicidade é o home que non logrou metas económicas e materiais; aquel que non se incorporou ao mercado como un consumidor dos produtos e servizos que si pode comprar o home de éxito. Un modelo de home perdedor está dado claramente por un anuncio que mostra un xenro atafegado polos gastos que ocasionou a operación da súa sogra (aparece cunha bolsa de xeo acougándolle a xaqueca), noutro comercial un pai de familia non logra levantar unha pesa que representa en forma simbólica os gastos de marzo (matrículas, uniformes, útiles de colexio, crédito do carro, hipoteca) e non o logra ante a mirada expectante da súa familia. Para estes perdedores a publicidade entrégalles a clave para saír do seu estado calamitoso: o préstamo da financeira.

No seo da familia, o horizonte de expectativas fronte á figura do pai e do esposo tende a reducirse a un problema exclusivamente económico onde se exclúen as necesidades humanas de afecto, valoración e protección; estas parecen outorgalas os produtos que se consumen.

Por outra banda é fácil deducir os enormes esforzos que leva a carreira por converterse nun home de éxito. A tensión en que vive un pai de éxito oponse drasticamente ás características que se lle supón a un home que vive a vida cristiamente. Dificilmente un home que vive excitado polas variacións do mercado, presionado a cumprir ritos onde prevalecen os antivalores e desorientado sen resposta fronte ás grandes interrogantes da vida, dificilmente un home así poderá transmitir e facer vivir á súa esposa e fillos, valores que el mesmo non posúe. Non será nin ben pai nin bo esposo, mirado con categorías cristiás, aquel que non teña -tempo-, nin -cabeza-, nin -ánimo- para compartir cos seus.

En canto aos perdedores, a publicidade emite mensaxes nos que subxace un menosprezo que é interiorizado por pais e esposos que séntense descualificados e teñen unha mala autoimaxe que os incapacita para dar protección, orientar e dar amor aos seus. A estes -perdedores- a publicidade empúxaos a desexar ser como os homes de éxito para supostamente así atopar a felicidade que promete a sociedade de consumo.


A FIGURA DA ESPOSA E DA NAI

A publicidade que aparece en televisión afíxonos a un prototipo moi claro de muller de éxito cuxos sentimentos e actitudes son facilmente recoñecibles. De acordo ao produto ou servizo publicitado, son dous os estereotipos: a muller nova “profesional, independente e segura de si mesma”. A outra é a dona de casa que ten o artefacto de liña branca ou electrónico de última tecnoloxía.

No caso da muller -independente-, é mostrada pola publicidade de desodorizantes, toallas hixiénicas, colonias, tintura para o cabelo, etc.. A muller sábese segura de si mesma porque é bela. Promóvese un narcisismo que explicítase cando aparece contemplándose no espello ou na mirada dos homes que a desexan. É o que acontece nun anuncio de tinturas para o cabelo; a modelo di que é certo que son máis caras, pero que ela se merece ese gasto.

O outro tipo-humano de muller que se mostra é o da dona de casa. Basta con recordar a publicidade dunha dona de casa que compra un artigo de liña branca e que é a envexa de todas as súas veciñas, para ver os antivalores que se promoven. O fomento da envexa, o egoísmo, a vaidade e inclusive, a infidelidade son parte do que transmiten as mensaxes que van estruturando un modo particular de ser muller. No caso da infidelidade é unha conduta promovida pola publicidade que mostra a donas de casa que manteñen escondido un suposto amante, que segundo se sabe despois non é tal, senón un lustra mobles ou un lavalouzas.

Para as mulleres -perdedoras- a publicidade exponlles vivir o conto no que unha cera ou lavalouzas que fai de fada madriña transfórmaas de cincentas en princesas.


A IMAXE DOS MOZOS E OS NENOS

A imaxe de mozo que promove a publicidade de roupa, cigarros e cervexa, e que se levanta como modelo ideal son novos que o están pasando “bomba”: son atractivos desde un punto de vista sexual, segundo pode desprenderse da forma como os miran os seus pares; están en lugares agradables (un refuxio na cordilleira, unha casa na praia, unha discoteca de moda). Son os “Exemplos” que “viven ao grande” cunha lata de cervexa na man e vestindo roupas de marcas que dan status.

No caso da publicidade dirixida aos nenos, prevalece “a cuadrilla” e a admiración que provoca o neno que consume un tipo de chocolate, unha bicicleta dunha marca prestixiada, un par de zapatos ou un caderno vinculados a unha aventura interespacial. Os nenos que aparecen neste tipo de publicidade invitan á aventura, acompañados do Pato Donald ou outro personaxe Disney onde a excitación é o ton emotivo dominante. O nome dos produtos que consumen, ilustra en forma moi clara a transmisión de antivalores encuberta a través de formas aparentemente inxenuas; por exemplo, os chocolates chamados “Delito”, “Privilexio”, “Prestixio” ou a publicidade dunha galleta que promove o sexismo como ocorre coa “Negrita”.


A FAMILIA NA REALIDADE

Ao reflexionar sobre o modo como interactúan no seo da familia os seus integrantes e, ao ter presente os modelos impostos por este mecanismo (de)formador que é a publicidade, a primeira conclusión que pódese sacar é que a familia actual é unha familia tensa, unha familia na cal cada un dos seus integrantes está sometido a unha forte presión para lograr ser como o modelo que aparece na televisión e que representa ao éxito. O home loitando por ser o “home triunfador” que abastece á familia dos apetecidos obxectos de consumo. A muller esforzándose por se nova, atractiva e audaz ou dona de casa que posúe o que lle dá envexa ás outras. Os mozos vivindo intensamente ao redor da cervexa, a moto ou os jeans. Os nenos conectados ao supernintendo mentres consumen “Delito” ou outro chocolate.

Pode ser esta unha Familia Cristiá? A resposta é, obviamente, negativa xa que a publicidade xerou unha orde no cal as cousas aparecen ocupando roles humanos (dan seguridade, protección, satisfán necesidades psicolóxicas) e, por outra banda, as persoas se cosifican ao desprenderse dos valores e atributos que son parte dun ser humano que sabemos que foi creado a imaxe de Deus.

A semióloga Lisa Block sinala que “os estímulos apelativos que se dirixen cara á atención do consumidor retrotraen o seu interese cara á súa propia persoa e acrecentan dun xeito desmesurado a cota de natural egoísmo que soporta todo ser humano”.

Esta afirmación é necesario estendela non só a cada integrante da familia en tanto consumidor interpelado por unha publicidade específica; tamén cabe para o núcleo familiar que busca converterse nunha “familia de éxito” de acordo aos patróns emanados pola publicidade e que a levan a ser unha familia envorcada cara a si mesma en forma egoísta. Non é de estrañarse que esta falsa felicidade outorgada polo consumo e anunciada pola publicidade provoque neuroses, drogadicción, alcoholismo; enfermidades sociais que desintegran a familia moderna, a familia tensa por lograr o éxito.

Do exposto despréndese que o desafío hoxe consiste en levantar modelos cristiáns de home, muller, novas e nenos. Aqueles que si estean en condicións de poder construír unha familia cristiá. Esta tarefa comeza por crear conciencia de que os modelos que hoxe día son impostos oponse aos modelos que emanan do Evanxeo e que a súa finalidade é exclusivamente conquistar consumidores. Lograr xerar unha mentalidade crítica, que sexa capaz de ver os resortes económicos da publicidade e desenmascarar a forma como vai moldeando as emocións e condutas con antivalores, é algo que require o proceso de liberar aos integrantes da familia do condicionamento a que os somete a publicidade.

O enorme atractivo que posúe unha vida vivida con amor cristián radica talvez, en que si dá resposta ás interrogantes do ser humano e enche ese baleiro existencial que xamais poderá encher nin a publicidade nin o consumismo.

O asunto dos medios de comunicación resulta vital para a transmisión dos modelos cristiáns e aínda que non se ten acceso á televisión, sempre están á man as vías do canto e a poesía, a liturxia, a sala de clases, a reunión en familia, a conversación real entre os esposos e a destes cos fillos e posto que parece utópico esperar un cambio na liña dos Medios de Comunicación, polo menos debe vérselles criticamente e buscar privilexiar os espazos de comunicación acode a persoa.

Ademais, parece necesario insistir hoxe máis que nunca en que Xesús, quen deber ser o centro da nosa vida, non foi nin sería o que se chama un home de éxito nos termos da publicidade. Xesús foi un gañador distinto: El foi quen lle gañou á morte e ao que se opón á fraternidade entre os homes.