domingo, março 11, 2007

10 de Março, Dia da Classe Obreira Galega. Contra o pacto social: organizaçom e luita obreira

Um ano e meio de governo bipartido nom tem variado o mais mínimo as condiçons de vida e de trabalho da classe obreira galega. Todo o contrário. Hoje estamos pior do que em 2005.

Novas caras, mas idênticas políticas que na etapa do fraguismo, definem o labor do PSOE-BNG. As forças políticas que co-governam a Junta da Galiza tenhem favorecido exclusivamente os interesses do patronato e do grande Capital, incumprindo todas e cada umha das promessas eleitorais.

@s trabalhadores e as trabalhadoras galegas continuamos a padecer baixos salários, e a ter longas jornadas laborais, a perder direitos, a sofrer a taxa de sinistralidade mais alta da Europa ocidental, umha elevada precariedade, alarmantes índices de pobreza e exclusom social; tendo as pensons mais baixas do conjunto do Estado e deficientes serviços públicos em matéria de educaçom, saúde e transporte. Continuamos a emigrar e a juventude e as mulheres som os dous segmentos da classe trabalhadora mais agredidos pola política neoliberal que o PSOE-BNG aplicam, seguindo as directrizes da lei do mercado. Nom temos direito a escolher livremente o nosso futuro porque nos é negado o exercício do direito de autodeterminaçom.

Perante este quadro tam sombrio, o sindicalismo espanhol pactista, corrupto e burocrático pactua com a Junta e a CEG um novo acordo que tam só procura estabilizar e actualizar um novo pacto social causante da imensa maioria dos retrocessos laborais, democráticos e sociais que a classe trabalhadora galega vem padecendo nas últimas três décadas.

CC.OO e UGT adaptárom à escala autonómica a Reforma laboral assinada com Zapatero e a CEOE em 2006, ou seja, embaratecimento do despedimento, reduçom salarial, incremento das horas de trabalho, mais desprotecçom e desregulamentaçom, perda de poder aquisitivo.

Enquanto se aplicam e pactuam estes acordos lesivos para a classe obreira, o Capital aumenta ano após ano os seus lucros milionários. Asssim, as grandes empresas tivérom um incremento médio de ganho superior aos 40%. Porém, em menos de cinco anos, contrariamente às promessas governamentais, produtos essenciais para a alimentaçom padecêrom abusivos incrementos com a entrada do euro: as patacas estám hoje 155% mais caras do que em 2001, o pam 54%, os ovos 47%, o azeite 131%.

O teórico salário médio real na Galiza é hoje mais baixo do que em 1997, mas o magnata Amáncio Ortega ganhou no ano passado 14 milhons de euros ao dia.

Frente a esta realidade que nom necessita ser ilustrada com montanhas de números e dados, pois todo o mundo sofre o incremento do custo da vida, as dificuldades para chegar a fim de mês, só o sindicalismo galego e de classe representado pola CIG tem mantido umha posiçom de resistência e oposiçom, nom assinando nengum dos pactos e acordos com o Governo espanhol, a Junta e o patronato.

Mas nom chega só com nom pactuar com os inimigos o tamanho da soga com que nos querem enforcar. É necessário passarmos à ofensiva, informar nas empresas e centros de trabalho, movimentar, gerar um movimento assemblear, unir todo o mundo do Trabalho, sair à rua e convocar umha grande jornada nacional de luita para paralisarmos o País em base a umha tabela reivindicativa clara e precisa, que imponha umha nova política socioeconómica à Junta da Galiza.

Mas, para lograrmos o sucesso desta estratégia de luita, simultaneamente há que dar passos precisos, avançar num processo de convergência entre todas aquelas forças operárias e populares para dotarmos o proletariado galego e o conjunto do povo trabalhador de ferramentas de autodefesa referenciais que, a partir da base, reconfigurem o espaço sociopolítico do soberanismo anticapitalista, para termos voz própria e representaçom institucional que permita multiplicar a luita e ganhar batalhas no longo caminho em direcçom à Independência e o Socialismo.


Enviado por Correo Electronico por: Pedro PArdo De Cela

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