quinta-feira, janeiro 31, 2008

Campeão olímpico espanhol prepara Pequim em Portugal

CIPRIANO LUCAS / Diario de Noticias

Galego David Cal critica governo regional e opta por treinar em Cinfães.

O melhor canoísta espanhol, David Cal, escolheu Cinfães do Douro para preparar a sua participação nos Jogos Olímpicos de Pequim 2008. O galego, campeão do mundo e medalha de ouro (C1-1000) e prata (C1-500) nos Jogos Olímpicos de Atenas 2004, incompatibilizou-se com o Governo Regional da Galiza e encontrou em Portugal "todas as condições materiais e de tranquilidade" para se reafirmar como uma das maiores esperanças do desporto espanhol à conquista de medalhas nos Jogos de Pequim, entre 8 e 24 de Agosto.

Tudo começou quando o atleta não surgiu na lista dos atletas olímpicos galegos e deixou de receber os 18 000 euros a que tem direito, porque, segundo a Junta da Galiza, "o atleta não tinha preenchido os devidos formulários para poder beneficiar dos apoios", explicou ao DN o técnico do atleta, Suso Morlan. Neste momento, o atleta e o seu treinador "refugiaram-se" no Clube Naval, pequena colectividade de Pontevedra. "Tratam-nos melhor em Portugal do que os nosso políticos do Governo Regional da Galiza, os nacionalistas que estão no Governo nos últimos dois anos. Só nos criaram problemas: retiraram-nos todos os apoios regionais, não nos colocaram na lista dos atletas olímpicos e perturbaram-nos retirando as condições de treino existentes", recordou o técnico.

O treinador referiu que esta escolha de Cinfães é natural, já que "Portugal tem todas as condições para podermos preparar com tranquilidade os Jogos Olímpicos: o melhor fabricante de canoas do mundo, uma boa pista de 1000 metros, um bom ginásio, um bom clima e muita tranquilidade, que é o que nos falta neste momento na Galiza."

Manuel Ramos, o empresário que lançou há 23 anos a marca Nelo, a melhor construtora de caiaques e canoas do mundo, disse ao DN que a sua empresa tem dois centros de treino, em Cinfães e Beja. "Praticamente só os chineses é que não vêm a Portugal treinar. Chegamos a ter mais de 50 atletas a estagiar nos nossos centros. Todos os outros países escolhem Portugal para treinar várias vezes durante o ano", explica o "patrão" da Nelo Mar Kayaks.

Quanto à divergência entre a Junta da Galiza e o canoísta David Cal, o empresário recorda que "nós em Portugal queixamo-nos muito, mas nos outros países também há muitos problemas com os atletas e treinadores". "Há 'guerras' entre políticos que não têm a sensibilidade para lidar com os atletas de alta competição", acrescentou. "O treinador de David Cal é um técnico muito experiente e irá superar todas estas dificuldades. Nós, em Portugal, iremos, como sempre, proporcionar todas as condições."

http://dn.sapo.pt/2008/01/31/desporto/campeao_olimpico_espanhol_prepara_pe.html

Sobre a exigência de um número mínimo de filiados nos partidos políticos

Bloco Central e Tribunal Constitucional apostados em dissolver o PCTP/MRPP e varrer a oposição extra-parlamentar.

1. A exigência de um número mínimo de militantes e entrega da respectiva identificação à polícia como requisito da existência dos partidos políticos, agora tentada concretizar pelo Tribunal Constitucional, para além de uma medida pidesca e fascista, é um gravíssimo ataque e uma intolerável violação à liberdade democrática, constitucionalmente consagrada, de constituição de partidos políticos e, consequentemente, da liberdade de expressão organizada de ideias políticas pelos cidadãos.

2. Importa, desde logo, denunciar que os defensores desta medida, vertida na Lei Orgânica 2/2003, são o PS e o PSD (na altura, de Durão Barroso), e que essa Lei foi promulgada pelo “democrata” Jorge Sampaio e obteve, nesta parte, a anuência do PCP, BE e CDS.

3. Esta exigência agora tentada consumar por um Tribunal que se limita a ser o porteiro e arquivo do regime, visa, acima de tudo, eliminar o PCTP/MRPP, o maior partido extraparlamentar, e varrer os restantes partidos fora do leque dos partidos do poder.

4. O problema político fundamental da democracia partidária não está, obviamente, no número de militantes que cada partido tem - número esse extremamente volátil – mas sim no seu número de votantes.

5. Os partidos não são definidos na lei nem se caracterizam por ser organizações de massas, mas sim organizações para exprimir ideias políticas, bastando ter apenas identificados os seus dirigentes.

6. Tal como Salazar não permitia a existência de partidos, o PS e demais partidos do Parlamento só admite partidos com mais de 5000 militantes. Por outro lado, se este requisito se tivesse imposto no início da democracia em Portugal, ainda hoje estaríamos no tempo de D. João V.

7. Ao engº Sócrates interessa-lhe saber quantos e quem são os militantes dos partidos, mas já não quer saber a opinião dos portugueses sobre o Tratado da UE.

8. O que não se pode escamotear é que esta é mais uma das medidas que, a somar à perseguição pidesca diária sobre os opositores ao governo e ao regime, à restrição dos direitos dos cidadãos em matéria do processo penal, ao reforço das acções de policiamento e invasão da privacidade, pelas escutas sem controlo e acções de vídeovigilância a pretexto do combate ao terrorismo – quando não se conhece outro, para além do que é praticado pelo Estado -, pretende pôr termo às résteas de democracia que porventura ainda subsistam.

9. O PCTP/MRPP, para além de repudiar esta manobra dos farsantes pseudo-democráticos que governam este país, não deixará de mobilizar o povo português na resposta a mais este ataque de que é alvo na sua já longa história de quase quarenta anos de existência e de luta contra o regime fascista, a ditadura social-fascista e as sucessivas tentativas de estrangulamento e destruição.

Lisboa, 15 de Dezembro de 2007

A Comissão de Imprensa
do PCTP/MRPP



quarta-feira, janeiro 30, 2008

30 de Xaneiro. Día Escolar da Paz e a Non Violencia

O Día Escolar da Non-violencia e a Paz (DENIP) foi declarado por primeira vez en 1964. Xorde dunha iniciativa pioneira, non gobernamental, independente, e voluntaria de Educación Non-violencia e Pacificadora do profesor hespañol Llorenç Vidal. O seu obxectivo é a educación en e para a tolerancia, a solidariedade, a concordia, o respecto aos Dereitos Humanos, a non-violencia e a paz. Neste día, os colexios e centros convértense en instrumentos de paz e entendemento entre persoas de distinta formación, raza, cultura e relixión.

A mensaxe básica deste día é: “Amor universal, Non-violencia e Paz. O Amor universal é mellor que o egoísmo, a Non-violencia é mellor que a violencia e a Paz é mellor que a guerra”.

O DENIP foi recoñecido polo Ministerio de Educación e Ciencia, mediante a Orde Ministerial do 29 de novembro de 1976.

O día 30 de Xaneiro conmemórase ademais a morte do líder nacional e espiritual da India, o Mahatma Gandhi, o 30 de Xaneiro de 1948, asasinado a tiros por un fanático hinduísta.

Gandhi naceu en Porbandar, India, en 1869, e tras graduarse en dereito en Inglaterra, instalouse en África do sur e loitou alí contra a discriminación de que eran obxecto os indios. Ao volver á India organizou a resistencia non violenta (a súa filosofía, de base relixiosa, tiña por principio fundamental a non violencia) contra o colonialismo e a non cooperación coa administración inglesa. Tratou de frear os choques entre hindús e musulmáns que se produciron tras a independencia en agosto de 1947 (os colonialistas británicos impuxeron como condición para retirar as súas tropas, a división da India en dous estados, India e Paquistán, un hindú e outro musulmán). Encarcerado en numerosas ocasións, era en 1937 o líder dun movemento independentista capaz de mobilizar ou deter a millóns de indios.

Interese educativo deste día

A formación para a paz, a cooperación e a solidariedade entre os pobos é unha das finalidades que se expón este sistema educativo. A LOGSE subliña a necesidade de traballar estes aspectos de forma similar a outro tipo de contidos, e deste xeito xurdiron os temas transversais.

Con todo, o traballar continuamente desde as transversais estes conceptos (a paz, concretamente, dentro de Educación Moral, Educación para a Convivencia e a Paz) non impide que sintamos a necesidade de que existan datas concretas, como hoxe, que nos recorden que aínda hai situacións sociais complexas.

Esta celebración é, xa que logo, unha oportunidade máis de contribuír a que os centros convértanse en instrumentos de paz e entendemento entre persoas de distinta formación, raza, cultura e relixión. Non habemos de esquecer que a escola é un reflexo dunha sociedade coa que comparte defectos, pero nela tamén se educa para a vida e búscase desenvolver nos alumnos as capacidades e competencias necesarias para unha participación social activa.

Por todo iso, habemos de contribuír, a través da educación, á concienciación de todos na construción dun mundo mellor, un mundo máis xusto e máis humano que permita que todos os individuos teñan a mesma oportunidade de desenvolver plenamente as súas facultades no seo dunha sociedade democrática, libre, xusta, responsable e en paz.

Criança

terça-feira, janeiro 29, 2008

Día Internacional de Recordo das Víctimas do Holocausto

Jaume Renyer*

O 27 de xaneiro foi declarado Día Internacional de Recordo das Victimas do Holocausto contra o pobo xudeu.

O Parlamento de Catalunya e o Goberno da Generalitat celébrano desde fai anos con toda solemnidade, non só para honrar a memoria das víctimas xudías senón tamén a dos miles de cataláns que morreron aos campos nazis. Un dos libros máis arrepiantes que lin nunca é o de Montserrat Roig, "Os cataláns nos campos nazis", (Edicións 62, Barcelona, 1977, a última reedición é do ano 2001). O xudeus cataláns agradecen este acto que dignifica o sentido democrático das institucións catalas e non vai en contra de ninguén, nin supón o apoio á política de defensa do Estado de Israel, como algúns partidos aducen por non sumarse. O Bloque Nacionalista Galego, por exemplo, desmarcouse da conmemoración por este motivo, facendo gala dun sectarismo tardo-estalinista impropio dun partido democrático que aspira á autodeterminación de Galiza. Vale recordar tamén que o BNG abriu expediente a un militante, Pedro Gomez Valadés, polo só feito de ser o presidente da Asociación de Amizade Galiza-Israel.
Outros pobos sufriron xenocidio durante o século vinte: os ucraínos a mans dos soviéticos, os armenios a mans dos turcos, os xitanos a mans dos nazis, e evidentemente os xudeus a mans de todos os fascistas e filo-nazis europeos. Os pobos africanos en sofren na actualidade, por exemplo, os animistas do Darfur a mans do réxime islamita do Sudán, ante o silencio internacional. Sen esquecer o xenocidio dos chechenos a mans dos rusos. O mellor que podemos facer para conmemorar o holocausto é loitar contra os xenocidas de hoxe.

*Jaume Renyer, profesor de Dereito Administrativo da Universidade Rovira i Virgili e presidente do Fòrum Català pel Dret a l'Autoderminació. Ex membro do Consello Consultivo da Generalitat de Cataluña (do 2000 ao 2004).

Jaume Renyer en A Nosa Terra

Día Mundial de Lembranza das Víctimas do Holocausto 2008

sexta-feira, janeiro 25, 2008

Transexuais querem inclusão do termo "transfobia" na ONU

O não reconhecimento das diferenças entre os seres humanos, às custas de preconceitos e estigmatizações, é a principal causa de atos de violência que diariamente temos conhecimento. No campo jurídico, tais diferenças sãoa inda maiores e a comunidade transexual sofre duplamente, pois suas associações e agremiações nem sequer são reconhecidas e suas possibilidades de proteção e de cidadania praticamente anuladas.

Por este motivo, uma organização colombiana denominada LacTrans, por meio da organização GLBT do país, Santamaría de Colombia, está exigindo de organismos como a UNAIDS - Programa das Nações Unidas sobre Aids/HIV - a inclusão do termo "transfobia" em seus documentos e ações de trabalho.


Segundo a carta enviada aos UNAIDS, a LacTrans define a transfobia como o "conjunto de crenças, opiniões, atitudes e comportamentos de agressão, ódio, desprezo, ridicularização, discriminação, exclusão e marginalização que se produz contra as pessoas trans: mulheres-trans e homens-trans", visto que se trata de uma discriminação por identidade de gênero e expressão de gênero, e não por uma opção ou orientação sexual, como acontece com o termo homofobia.

http://mixbrasil.uol.com.br/mp/upload/noticia/11_101_65189.shtml

O 15% dos adolescentes botarían aos xudeus de Hespaña, segundo Movemento contra a Intolerancia.

EUROPA PRESS

O 15 por cento dos adolescentes manteñen que se deles dependese, "botarían aos xudeus de Hespaña", segundo unha enquisa realizada polo Movemento contra a Intolerancia, que desenvolverá diversas actividades de sensibilización en centros escolares de todo o país, aproveitando a conmemoración, este domingo, da memoria das víctimas do Holocausto e doutros crimes do xenocidio.

O obxectivo destas actividades é, segundo os organizadores, "comprometer á comunidade educativa na erradicación de calquera forma de odio racista, xenófobo e antisemita".

De feito, a Unión Europea, a OSCE, o Consello de Europa e as Nacións Unidas, "insisten", segundo o Movemento, na necesidade de que se realicen programas de Educación sobre o Holocausto, para "transmitir ás novas xeracións a necesidade de combater o odio e a intolerancia en tódalas súas formas".

Así mesmo, sinalaron que o antisemitismo que se pode atopar en páxinas web orixinadas en Hespaña é "aínda máis salvaxe e ata delictuoso", xa que "xustifican o Holocausto e considéranse continuadores da obra de Hitler".

Por este motivo, o Movemento pediu ao Goberno e aos partidos políticos un impulso na loita contra o antisemitismo que comece en esixir á Fiscalía a investigación e peche das webs neonazis que "alimentan o odio".

Ademais solicitaron un compromiso para "garantir que na próxima lexislatura o negacionismo seguirá sendo un delicto penal", tal e como viña contemplado no Código Penal de 1995, ata que o Tribunal Constitucional modificáseo en novembro de 2007.

http://www.europapress.es/noticiasocial.aspx?cod=20080124170952&ch=00313

quinta-feira, janeiro 24, 2008

O MpDC rexeita a proposta do PP de Ogrobe de crear un rexitro municipal de blogueiros

A medida atenta contra a liberdade de expresión e carece de base legal, xa que un concello non pode regular as cuestións relativas aos dereitos dos cidadáns.

A liberdade de expresión na rede continúa a ser unha cuestión de fácil ataque para que os políticos lancen campañas populistas contra dela. A última incursión neste campo foi protagonizada estes días polo PP de Ogrobe, que anunciou que proporá á Corporación municipal deste Concello a creación dun rexistro obrigatorio de blogueiros. A finalidade da medida, será, ao parecer, seguir un control dos donos das bitácoras para poder responsabilizalos das opinións vertidas nelas. A asociación que promove a defensa dos dereitos civís na Galiza quere manifestarse en contra desta medida, xa que atenta contra a liberdade de expresión, un dereito recollido na Constitución Española, e contra a pluralidade de opinións, unha carácterística propia da rede.

Se a iniciativa popular sae adiante os editores de blogs pasarían a formar parte dun rexistro no que deberían presentar o seu DNI para estaren identificados. A intención do PP é ter localizadas aos autores das bitácoras de cara a emprender accións legais cando consideren ofensivos os seus contidos. A proposta, así mesmo, carece de base legal ou xurídica, xa que un Concello non pode regular en ningún caso unha cuestión que afecta aos dereitos das persoas recollidos na CE, o que vén demostrar que a medida non pasa de ser unha proposta destinada a regular a acción dos colectivos sociais críticos coa formación política.

Esta non é a primeira ocasión na que o PP de Ogrobe se pronuncia en contra dos blogs. O ano pasado o grupo iniciou unha acción xudicial contra varias bitácoras da comarca do Salnés por considerar ofensivo o seu contido, ademais de tildar de “covardes, infames e viles” aos seus autores. Non entenden dende a agrupación popular que a rede é un espazo aberto para a experimentación de novas formas de comunicación e que as bitácoras son espazos persoais ou colectivos a través dos que emitir unha opinión que de antemán se sabe persoal e que non pretende crear correntes de opinión, senón servir de vehículo de expresión aos seus editores, máis aínda cando nos últimos tempos se converteron no único medio no que se poden tratar determinadas cuestións. O PP local non pode ocultar que a verdadeira intención é censurar as voces críticas que se manifestan diverxentes das súas. Ou acaso non merece a mesma censura e atribución de responsabilidades unha páxina web asinada por un colectivo pero a través da que se verten informacións que incitan a acción en contra dos dereitos recollidos na Carta Magna? A liberdade de expresión é un dereito recollido na Constitución Española que non pode ser tratado coa lixeireza que determinados grupos lle aplican.

quarta-feira, janeiro 23, 2008

Día Internacional de Conmemoración anual en memoria das víctimas do Holocausto

NACIÓNS UNIDAS
Resolución aprobada pola Asemblea Xeral

60/7. Recordación do Holocausto


A Asemblea Xeral,

Reafirmando a Declaración Universal de Dereitos Humanos, en que proclama que toda persoa ten todos os dereitos e liberdades enunciados nela, sen facer distinción algunha por motivos de raza, relixión ou de ningunha outra índole,

Recordando o artigo 3 da Declaración Universal de Dereitos Humanos, no que se afirma que todo individuo ten dereito á vida, á liberdade e á seguridade da súa persoa,

Recordando tamén o artigo 18 da Declaración Universal de Dereitos Humanos e o artigo 18 do Pacto Internacional de Dereitos Civís e Políticos, nos que se proclama que toda persoa ten dereito á liberdade de pensamento, de conciencia e de relixión,

Tendo presente que o principio en que se funda a Carta das Nacións Unidas “de preservar ás xeracións vindeiras do flaxelo da guerra” testemuña o vínculo indisoluble que existe entre a Organización e a traxedia sen parangón da segunda guerra mundial,

Recordando a Convención para a Prevención e a Sanción do Delicto de Xenocidio, que se aprobou para evitar que volvesen repetirse xenocidios como os labores polo réxime nazi,

Recordando tamén o preámbulo da Declaración Universal de Dereitos Humanos, no que se afirma que o descoñecemento e o menosprezo dos dereitos humanos orixinaron actos de barbarie ultraxantes para a conciencia da humanidade,Tomando nota de que no seu sesaxésimo período de sesións celébrase o ano en que se cumpre o sesaxésimo aniversario da derrota do réxime nazi,

Recordando o seu vixésimo oitavo período extraordinario de sesións, un acontecemento sen igual, que se celebrou en conmemoración do sesaxésimo aniversario da liberación dos campos de concentración nazis,

Rendendo homenaxe ao valor e á entrega demostrados polos soldados que liberaron os campos de concentración,

Reafirmando que o Holocausto, que tivo como resultado que un tercio do pobo xudeu e innumerables membros doutras minorías morresen asasinados, será sempre unha advertencia para todo o mundo dos perigos do odio, o fanatismo, o racismo e os prexuízos,


1. Decide que as Nacións Unidas designen o 27 de Xaneiro Día Internacional de Conmemoración anual en memoria das víctimas do Holocausto;

2. Insta aos Estados Membros a que elaboren programas educativos que inculquen ás xeracións futuras os ensinos do Holocausto co fin de axudar a previr actos de xenocidio no futuro e, nese contexto, encomia ao Grupo de Traballo para a cooperación internacional no ensino, recordación e investigación do Holocausto;

3. Rexeita toda negación, xa sexa parcial ou total, do Holocausto como feito histórico; 4. Encomia aos Estados que participaron activamente na preservación dos lugares que serviron de campos de exterminio, campos de concentración, campos de traballo forzoso e cárceres nazis durante o Holocausto;

5. Condena sen reservas todas as manifestacións de intolerancia relixiosa, incitación, acoso ou violencia contra persoas ou comunidades baseadas na orixe étnica ou as crenzas relixiosas, onde queira que teñan lugar;

6. Pide ao Secretario Xeral que estableza un programa de divulgación titulado “O Holocausto e as Nacións Unidas” e que adopte medidas para mobilizar á sociedade civil en prol da recordación do Holocausto e a educación respecto diso, co fin de axudar a previr actos de xenocidio no futuro; que lle informe sobre o establecemento do programa nun prazo de seis meses a contar desde a data de aprobación da presente resolución; e que lle informe, no seu sesaxésimo terceiro período de sesións, sobre a execución do programa.

42ª sesión plenaria
1° de novembro de 2005

terça-feira, janeiro 22, 2008

Novas do MpDC


O MpDC presenta un contencioso contra a Delegación por negarse a aclarar se existen gravacións ilegais de detidos

A institución nin aclara nin desminte esta práctica, pero ampárase na suposta protección dos datos dos detidos para obviar as súas responsabilidades

A cuestión relacionadas coa gravación ilegal dos detidos durante a súa estancia nas dependencias policiais será abordada nos tribunais. A asociación que defende os dereitos cidadáns na Galiza presentou unha denuncia no xulgado do contencioso contra a Delegación do Goberno por non informar sobre a toma de imaxes de xeito irregular dos detidos. O Movemento polos Dereitos Civís dirixiuse á Delegación o pasado mes de agosto co obxectivo de averiguar se as Forzas e Corpos de Seguridade que actúan no territorio galego gravan as detencións, petición que a institución dirixida por Manuel Ameijeiras se negou a aclarar. A Delegación argumentou que esta información ten un carácter secreto, polo que non se pode constatar unha actuación que, de producirse, constituiría un feito delictivo ao vulnerar a Lei de Videovixiancia e a de Protección de Datos. Non obstante, o organismo asegurou sen problemas ao MpDC que a información obtida mediante as gravacións “no suposto de habelas, ten un carácter reservado e a súa difusión está legalmente prohibida”.

A alarma pola existencia de imaxes obtidas de forma ilegal, xa que non contan con autorización, saltou hai uns meses tralas declaracións do membro dun sindicato de policías que aseguraba que é unha práctica habitual que se usen métodos propios, como os teléfonos e cámaras, para se defender no suposto de denuncias de malos tratos. A este respecto, a Delegación, en troques de investigar a existencia deste feito, ampárase na suposta protección dos datos dos arrestados para negarse a informar sobre esta práctica, que se viría a sumar aos métodos ilegais aos que habitualmente recurre.
O MpDC rexeita firmemente a decisión do Tribunal Supremo de manter o indulto aos catro policías de Vigo que secuestraron e agrediron a un cidadán senegalés

A actitude dos magistrados demostra unha actuación parcial da Xustiza, xa que obvia todos os dereitos de Mamadou Kane que foron violados polos axentes

O Tribunal Supremo vén de demostrar un novo caso de administración parcial da xustiza coa súa decisión de manter o indulto aos catro policías locais de Vigo que secuestraron ilegalmente e logo agrediron ao senegalés Mamadou Kane. Ao entender do maxistrado Agustín Puente a actuación fóra da lei de catro paxentes locais non entra en contradicción co chamado Estado de Dereito, a pesar de que o mesmo Tribunal ratificara a condena de cárcere aos axentes Celso Alonso Blanco, Elena Fernández Bouzas e Sebastián Fernández Estévez e Xoán Manuel Pérez Rodríguez, así como a expulsión do Corpo policial por considerar probados os feitos ocurridos en 1997, nos que os dereitos fundamentais de Mamadou foron brutalmente violados pola decisión arbitraria duns supostos defensores da seguridade e os dereitos dos cidadáns. A sentenza do alto tribunal confirma o indulto concedido en 2005 polo Consello de Ministros, órgano que tampouco atopou ningunha anormalidade no comportamento destes catro policiais que decidiron pola súa conta reter e mallar nun individuo sen máis motivación que a cor da súa pel.

Unha vez coñecido o indulto, a defensa do Kane presentou recurso de casación que se fundamentaba na falta de motivación dos indultos, a ausencia de audiencia do denunciante, varios defectos no informe do tribunal sentenciador e a imposibilidade de conceder esta medida de graza a penas de inhabilitación total. Aínda así, o Consello de Ministros e agora o alto tribunal decidiron “compensar” as accións brutais dos policiais concedéndolle a absolución das condenas. Por este motivo, o Movemento polos Dereitos Civís expresa a súa máis enérxica condena contra esta decisión e anima aos responsábeis de impartir a xustiza no Estado español que antepoñan o seu deber de defender o marco legal e garantir o cumprimento dos dereitos dos cidadáns á defensa corporativista dos órganos da administración pública.

A decisión resulta aínda máis ferinte se se ten en conta que mentres os axentes municipais de Vigo quedaron en liberdade e foron restituídos nos seus postos de traballo, os tres veciños do Eixo permanecen no cárcere, sen que polo momento se perciba unha intención destinada a concesión da absolución, xa que non “pediron desculpas” polas supostas agresión a un policía durante unha manifestación. Non entanto, os axentes vigueses, que probadamente se extralimitaron nas súas funcións, non se viron na obriga de mostrar arrepentimento polas súas accións nin de cumprir coas penas que a legalidade que din defender lles impón. Por isto, o MpDC insta a toda a sociedade galega a manifestar a súa repulsa contra o indulto a estes catro funcionarios, cuxo comportamento se asemella máis ao duns gángster que ao duns traballadores ao servizo dos cidadáns.
O MpDC presenta unha denuncia contra a Delegación do Goberno pola súa actuación na entrada do gaseiro de Reganosa

A entidade dirixida por Manuel Ameijeiras negouse a explicar os motivos manexados para considerar de “especial perigosidade” a chegada do buque á ría de Ferrol

A asociación que defende os dereitos civís na Galiza presentou unha denuncia no xulgado do contencioso contra a Delegación do Goberno por negarse a explicar os motivos que levaron a este organismo a considerar de “especial perigosidade” a entrada do gaseiro na planta que a empresa Reganosa posúe na ría de Ferrol. O Movemento polos Dereitos Civís preguntara á institución dirixida por Manuel Ameijeiras as razóns manexadas para despregar un dispositivo de especial de seguridade por terra, mar e aire impedindo o lexítimo dereito dos mariscadores ao seu traballo, que a maiores, non foron avisados desta decisión con antelación, así como os motivos polos que ordenou unha carga contra as persoas que se concentraban pacificamente para protestar pola descarga do buque.

Hai que lembrar que o pasado 9 de maio se desenvolveu un amplo operativo na ría ferrolana, impedindo saír a faenar aos traballadores do mar. Uns días despois, o 29 de maio, era de novo a Delegación de Goberno a que provocaba unha batalla campal en Ferrol, para permitir o paso dun novo gaseiro, do cal tampouco se preavisou aos mariscadores. Desta vez, ademais, a Policía Nacional cargaba de forma brutal e indiscriminada contra os cidadáns concentrados pacificamente no porto e mesmo o patrón maior da Confraría de pescadores foi arrestado. Ante estas actuación desmesuradas nas que se violaron os dereitos das persoas e se antepuxeron os intereses dunha empresa privada aos dos cidadáns, o MpDC reclamou á Delegación que aclarase as razóns que pode alegar unha institución pública para ordenar unha carga contra uns veciños que, de xeito pacífico, protestan ante unha inseguridade manifesta como é a descarga dun gaseiro nunha factoría que carece de plan de emerxencias e pola privación do seu lexítimo dereito a traballar.

Como resposta, a Delegación do Goberno remitiu ao Movemento polos Dereitos Civís un escrito onde declaraba “de carácter reservado” os informes sobre a actuación policial efectuada durante eses días. Ademais, esta institución non tivo problemas en afirmar que facilitar o informe no que consideraba que as manifestacións poderían provocar unha traxedia ou mesmo informar de por que se agrediu a un xornalista da Radio Galega é de “difusión prohibida”. Este silencio por parte desta institución do Estado da conta unha vez máis de como queren esconder unha neglixencia clara das Forzas de Seguridade e unha política baseada utilización indiscriminada da acción policial para disolver as mobilizacións da sociedade galega.
A Delegación do Goberno insiste ante o Defensor del Pueblo que o listado de concellos con cámara é secreto

A relación de entidades municipais galegas con dispositivos de videovixiancia xa foi feita pública polo Senado

A Delegación do Goberno volve dar mostrar dunha total falta de transparencia ao negarse a ofrecer o listado de concellos galegos que teñen licenza ou están a tramitar a autorización para instalar cámaras de videovixiancia. O representante do goberno na Galiza insistiu diante do Defensor del Pueblo que a información solicitada polo Movemento polos Dereitos Civís a este respecto é secreta e, polo tanto, non pode ser trasladada á dita asociación. Non obstante, a Delegación do Goberno esquece que o Goberno do Estado xa fixo público ese listado nunha resposta a unha pregunta formulada por un Senado na que se aseguraba que tan só dous concellos galegos (Santiago e A Coruña) dispoñen de autorización para ter instalados dispositivos de videovixiancia. Do mesmo xeito, tamén se explicaba que tan só existen dúas solicitudes de permisos, ambas as dúas para a cidade da Coruña.

Por iso resulta sorprendente, unha vez máis, a actitude mantida pola Delegación do Goberno, cando órganos de maior entidade non teñen problemas nin atrancos para facer públicos eses datos, que ademais foron trasladados á sociedade mediante un comunicado de prensa. A actitude da institución representada por Ameijeiras semella pretender cubrir as decisións irregulares que a cotío adoita tomar, posto que recoñeceu que as cámaras instaladas en varios puntos da Coruña recibiron os permisos para entrar en funcionamento logo de botar meses operativas sen licenza. Non obstante, esta cuestión non lle pareceu digna de someterse á legalidade, xa que a administración municipal responsábel dos dispositivos non foi obxecto de sanción, tal e como sinala a Lei de Videovixiancia. Punto este no que coincide co goberno de Madrid, para o que tampouco consta a existencia de ningún expediente sancionador por incumprimento da normativa vixente nesta materia. Actitudes sintomáticas dunha administración permisiva que acepta sen remorsos a vulneración dos dereitos fundamentais dos individuos, nunha cuestión que cada día afecta a máis cidadáns pola extensión da súa práctica.

Pola súa banda, no tocante á negativa de achegar unha listaxe ao MpDC coa relación dos concellos con videovixiancia, o Defensor remítese á documentación presentada pola Delegación e ao escrito da Avogacía do Estado para pechar a investigación. En dita documentacón tamén se asegura que o Concello de Ares está tramitando os permisos pertinentes para a concesión da autorización. O que non aclara a investigación desta institución é se o municipio coruñés ten operativos estes dispositivos, que foron instalados no exterior da Casa Consistorial antes de obter todos os permisos da Comisión de Garantías de Videovixilancia, como así o demostra o escrito remitido polo propio concello ao Valedor do Pobo indicando que iniciara os trámites, pero que a Delegación do Goberno lle solicitara determinada información traducida que aínda non fora enviada. Non obstante, a entidade local non dubidou en vulnerar os dereitos dos cidadáns e saltarse a legalidade para colocar as cámaras antes de obter a autorización pertinente, así como tamén negou sistematicamente a información solicitada pola asociación que defende os dereitos civís sobre a utilización dos dispositivos de control cidadá.

Gaza: Xenocidio á vista.

Editorial / laJornada

Tras unha serie de bombardeos aéreos que causaron decenas de mortos e lesionados entre a poboación civil de Gaza, o réxime israelí ordenou o bloqueo total dese territorio palestino, o que impediu a entrega da axuda humanitaria máis esencial durante varios días. A medida impediu tamén a chegada do combustible necesario para facer funcionar as termoeléctricas da franxa, o que causou un corte de enerxía en toda a zona. A situación é particularmente crítica nos hospitais, onde se atopan internados numerosos lesionados dos ataques aéreos da semana pasada. Os organismos humanitarios advertiron que o bloqueo israelí leva a novos graos de horror a catástrofe humanitaria que de seu se vive en Gaza, e reporteiros de prensa situados no lugar indican que se esgotan os medicamentos, os víveres, as velas nas tendas, a tea para amortallar e ata o cemento necesario para construír as tumbas.

Esta desapiadada ofensiva contra un pobo practicamente inerme, así como os castigos colectivos -prohibidos polas leis internacionais e as consideracións humanitarias máis básicas- que Tel Aviv impón contra os habitantes de Gaza, pon de manifesto a completa falsidade dos discursos nos que o mandatario estadounidense, George W. Bush, quen visitou Israel fai uns días, manifestouse en favor da paz e da cooperación entre israelís e palestinos. En efecto, non é fácil imaxinar que o designio de aniquilación física dos segundos, no que se empregan avións, tanques e proxectís facilitados ao Estado hebreo por Wáshington poida dar por resultado un diálogo pacificador para a zona. De feito, ata os funcionarios de Al Fatah que exercen o control en Cisxordania, repudiados de xeito crecente polos propios palestinos e considerados por amplos sectores como monicreques de Estados Unidos e de Israel, manifestaron o seu repudio ás accións xenocidas de Tel Aviv na franxa de Gaza, controlada por Hamas, o grupo fundamentalista que gañou as últimas eleccións lexislativas realizadas nos martirizados territorios autónomos.

O goberno de Ehud Olmert pretende usar os recentes ataques palestinos contra obxectivos civís israelís -sen dúbida, condenables e inadmisibles- como xustificación para os bombardeos e o cerco contra Gaza, o que fai evidente a desproporción entre as accións de grupos armados terroristas e un Estado que recorre a prácticas que son cualificadas pola normatividade internacional como crimes de guerra, labores contra o conxunto dunha poboación devastada, saqueada, cercada e desposuída ata do seu lexítimo dereito a elixir aos seus representantes en comicios democráticos.

En Palestina -como en Iraq-, o suposto combate ao terrorismo desemboca con frecuencia en actos xenocidas, aínda por riba presentados á opinión pública internacional como medidas de pacificación. Iso ocorre á vista de todo o mundo, coa compracencia dos gobernos supostamente civilizados e democráticos de Estados Unidos e Europa occidental, e ante a manifesta incapacidade dos máximos organismos internacionais. O drama que se abate sobre os palestinos é un retroceso civilizatorio que degrada a todos os integrantes da comunidade internacional, a cal prometeuse a si mesma, fai seis décadas, impedir que se repetise o exterminio dun pobo.

http://www.jornada.unam.mx/2008/01/21/index.php?section=opinion&article=002a1edi

Nota de Prensa de AGAI

AGAI DENUNCIA O APAGON INFORMATIVO DOS MEDIOS SOBRE GAZA E ASEGURA QUE É HAMAS QUEN DEIXA SEN ENERXIA AOS PALESTINOS

A Asociación Galega de Amizade con Israel (AGAI) quere transmitir á opinión pública galega as seguintes puntualizacións que sobre a actual situación en Gaza están chegando terxiversadas ou directamente manipuladas, ao tempo que se agocha deliberadamente a realidade do que acontece.

1) A subministración de electricidade a Gaza desde as plantas xeradoras de Israel e de Exipto manténse con normalidade e representa ao redor do 70% das necesidades de electricidade de Gaza. Tanto a planta xeradoras de Israel, con 124 megavatios, como a de Exipto, con 17 megavatios, seguiron funcionando ininterrompidamente.

2) Aínda que se reduciu a subministración de combustible a Gaza desde Israel, debido aos ataques de Hamás con misís Quassam, o desvío a outros usos do combustible destinado aos xeradores de enerxía doméstica é unha decisión adoptada por Hamás e xa que logo responsabilidade súa, unha responsabilidade claramente baseada en consideracións mediáticas e propagandísticas.

3) As acusacións de Hamas de que o recorte a subministración de combustible está a provocar unha crise humanitaria en Gaza, son tamén esaxeradas. Non hai escaseza de alimentos básicos, e os pacientes de Gaza que necesitan tratamento en hospitais israelís seguen viaxando a Israel para ser atendidos.

4) Desde o ano 2001 Israel está sofrindo continuos ataques con foguetes lanzados desde Gaza por organizacións terroristas palestinas. Trinta mil civís israelís están expostos diariamente á ameaza dos foguetes. Estes ataques deliberados á poboación civil non poden contar co consentimento desta Asociación nin, cremos, que da sociedade galega en particular e occidental en xeral.

5) No ano 2007 lanzáronse máis de 2.000 proxectís Qassam e morteiros desde Gaza. Desde que Hamás tomou o control de Gaza, a media de lanzamentos supera os 250 ao mes, cun incremento do 150% desde o mes de xuño. En 2008 lévanse disparados máis de 450 foguetes e morteiros, o cal nos da unha media de 1 foguete por hora.

A pregunta que desde a Asociación Galega de Amizade con Israel queremos trasladar a opinión pública galega é como reaccionaria calquera estado europeo se desde as súas fronteiras fora de continuo atacada indiscriminadamente a súa poboación civil (Reino Unido polo IRA, España por Marrocos, Francia por ETA, Rusia polos independentistas chechenos...).

Por último lembrar que desde o ano 2005 en Gaza non hai presenza israelí. A resolución do conflito no que desde Israel e a Autoridade Nacional Palestina de Abu Mazen veñen traballado intensamente e co compromiso público de chegar a unha solución viábel e pacífica antes de finais do ano 2008, é sabotada desde Gaza polo grupo integrista islámico de Hamas, para quen non hai ningunha vía de entendemento posíbel con Israel. Dese xeito, Hamas pode presumir de ter asasinado desde a súa toma do poder en Gaza a centos de palestinos por consideracións ideolóxicas, relixiosas ou políticas.

Vigo, 21 de Xaneiro de 2008

sábado, janeiro 19, 2008

Convocada a VI Asemblea Nacional de Esquerda Nacionalista

A Mesa Nacional de Esquerda Nacionalista, na súa reunión extraordinaria e urxente do pasado Venres día 18 de Xaneiro, acordou convocar a VI Asemblea Nacional de Esquerda Nacionalista para o próximo día 29 de Marzo de 2008.

Na mesma xuntanza, a Mesa Nacional e a proposta do Secretario Nacional Alberte Xullo Rodríguez Feixóo acordou a remodelación da súa executiva quedando do seguinte xeito:

Xoán Manuel Rama Trillo: Coordinador Executivo.


Xavier Freire Chico: Secretario de Organización.

Xosé Chorén Vázquez: Secretario de Finanzas.

César Pázos Carreiro: Secretario de Comunicación.

Natalia Costas Alonso: Secretaría de Acción Social.

Vitor Manuel Martíns Cacharrom: Secretario de Iniciativas Políticas.

Paulo López López: Secretario de Mocidade.

Pilar Insua Coo: Secretaría de Muller.

Xoaquín de Acosta Beiras: Secretario de Relacións Institucionais.

Pedro Gómez-Valadés: Secretario de Afiliación.

Parque Gerês/Xurês candidato reserva biosfera UNESCO

Os governos português e espanhol estão a ultimar uma candidatura comum a reserva da bioesfera da UNESCO do Parque Internacional Luso-Galaico Gerês/Xurés, disse, hoje, em Braga, o ministro do Ambiente.

Em declarações à agência Lusa, Nunes Correia disse que o tema está em cima da mesa na Cimeira Ibérica, que decorre em Braga, adiantando que a candidatura será entregue em Abril, em Paris.

O Parque Transfronteiriço Internacional de Gerês/Xurés foi criado em 1997, entre o Parque Nacional da Peneda-Gerês e do Xurês/Baixo Límia, na Galiza, Espanha, «para fomentar o estabelecimento de normas e medidas similares ou complementares para a defesa, preservação, e conservação dos valores naturais de ambos os parques».

O governante salientou que o trabalho preparatório está a ser feito por uma comissão mista criada, em 2007, em Terras de Bouro, sublinhando que «a versão final terá de ter o aval técnico-político dos governos dos dois países».

A comissão engloba técnicos do Governo da Xunta da Galiza, representantes dos municípios da zona, dos dois parques naturias e da CCDRN, Comissão de Coordenação e Desenvolvimento da Região Norte.

Assinalou que a candidatura aproveita, também, o trabalho conjunto desenvolvido, na última década, pelos técnicos dos dois parques, o Nacional da Peneda-Gerês, em Portugal e o Natural da Baixa Limia/Serra do Xurés.

Frisou que, entre outros aspectos, o projecto baseia-se no património biogenético e na recriação de trilhos antigos, nomeadamente os da Geira, a antiga estrada romana que ligava Braga e Astorga.

O Parque Internacional Gerês/Xurês actua especialmente nas zonas definidas pelos Planos de Ordenamento, como sendo de «Ambiente Natural» e «Reserva» ou «Protecção Especial», na linha da fronteira.

Promove projectos e acções conjuntas de cooperação e intercâmbio de técnicos, populações rurais e escolares dos dois territórios, bem como o uso público e o turismo ecológico com oferta comum das infra-estruturas existentes em ambos os parques apresentando ao visitante uma visão global do espaço protegido.

As duas estruturas fomentam, nas áreas declaradas como protegidas, políticas de desenvolvimento social, económico e cultural que desenvolvam e preservem os valores pratimoniais respectivos.

Para além da candidatura luso-espanhola à UNESCO, o município de Terras de Bouro, em parceria com municípios galegos, vai apresentar uma candidatura da antiga estrada romana, a Geira, a património europeu, logo que a União Europeia (EU) institua o galardão.

O projecto envolve a cooperação das universidades do Minho e de Santiago de Compostela, os municípios de Amares e Lugo (Galiza) e os parques, Nacional da Peneda-Gerês e do Xurês Baixo Límia.

A Geira, a via que ligava Braga (Bracara Augusta) a Astorga (Asturica Augusta), na Galiza, atravessava o concelho de Terras de Bouro em 30 quilómetros, depois de passagens por Braga, Póvoa de Lanhoso, Amares e Vieira do Minho.

APDR ESIXE A DENEGACIÓN DA “AUTORIZACIÓN AMBIENTAL INTEGRADA” A ENCE.

APDR ESIXE A DENEGACIÓN DA “AUTORIZACIÓN AMBIENTALINTEGRADA” A ENCE.






Diante da decisión da Consellería de Medio Ambiente da Xunta de Galicia de someter a información pública asolicitude de Autorización Ambiental Integrada (AAI) para a empresa ENCE, a “Asociación Pola Defensa da Ría” quere manifestar o seguinte:
1º.- Dacordo coa Lei 16/2002 de prevención e control integrados da contaminación, que regula o proceso desolicitude da citada AAI, a Xunta de Galicia tiña que terdictado unha resolución ao respecto no prazo máximo de10 meses desde a solicitude de ENCE (23 de novembro de 2004)entendendose desestimada transcurrido este prazo sen que seteña notificado resolución expresa.

2º.- En espera da exposición pública para analizar o conxunto da documentación, desde a APDR podemos adiantar xa que formularemos as oportunas alegacións, pois entendemos que en nengún caso ENCE pode cumplir as condicións esixidas pola lei para continuar na súa actual ubicación, nen desde o punto de vista medio ambiental nen desde o urbanístico.

3º.- A falta de decisión da Xunta de Galicia ao respectodo complexo ENCE-ELNOSA deixa ver a inexistencia de vontade política no goberno galego -e dun xeito moi particular na Consellería de Medio Ambiente- que ven sometendose aos intereses empresariais e dilatando no tempo a toma de decisións, incumprindo mesmo o acordo programático de goberno asinado no momento de chegar ao poder, enfrontandose así á práctica totalidade da poboación da bisbarra que esixe a desaparición do complexo da Ría de Pontevedra.

4º.- Con independencia das alegacións que poidamos formular no seu día, queremonos reafirmar no noso absolutoconvencimento de que só pola vía da mobilización social poderase conquerir a desaparición do complexo ENCE-ELNOSA da nosa Ría con anterioridade ao 2018, un obxectivo ao que non imos renunciar.

Pontevedra, 18 de xaneiro de 2008

Obxectivo: Confederación de Empresarios de Pontevedra

O mundo empresarial é un dos eidos nos que tradicionalmente houbo máis reticencias para unha incorporación normal do galego. Movidas por prexuízos culturais foron demasiadas as empresas que, malia estar totalmente galeguizadas no seu desenvolvemento interno, vendían os seus produtos ou ofrecían os seus servizos en idioma alleo.Pero xa desde principios dos anos oitenta houbo importantes empresas que optaron por incorporar con normalidade o uso do galego, sendo hoxe en día cada vez máis habitual a presenza da lingua propia de Galiza no eido empresarial.

Porén, a Confederación de Empresarios de Pontevedra semella permanecer ancorada no pasado, inmóbil no seu rexeitamento ao uso do galego. E isto malia que a súa matriz, a Confederación de Empresarios de Galiza, se declara "en sintonía coa sensibilización lingüística presente na sociedade", e asegura que "asumiu o reto de apostar decididamente polo uso e extensión do galego, pilotando un proxecto de dinamización lingüística enfocado ao ámbito empresarial".


Desde a Ciberirmandade da Fala queremos darlle aínda máis motivosSegue a ler á CEP para que mude a súa actitude, e faga do galego a lingua de seu. Envíalle un correo desde aquí .

CANGAS: Non pasarán. A RÍA NON SE VENDE

A cidadanía de Cangas, agrupada no Foro Social desa vila do Morrazo, leva máis de dous anos resistindo tódolos días: é fácil dicilo pero o valor da súa constancia é difícil de medir. Resistindo pacífica pero firmemente, coa súa presencia diaria diante das máquinas, á construción do porto deportivo e a urbanización ilegal de Massó, no Salgueirón. A Promotora Residencial Marina Atlántica, que ten como principal accionista a Caixanova, está anunciando estes días mediante unha gran campaña publicitaria, que vai intentar comezar esas obras ilegais. As ilegalidades e os seus responsables serán denunciadas/os ante a fiscalía no mesmo momento en que as máquinas comecen a executalas.


Cando nas eleccións municipais do pasado maio foi derrotado o PP e substituído polo tripartito BNG, PSOE, ACE (opostos a tal actuación), moitos pensamos que a batalla rematara con ben.
Pero non.

O novo proxecto que ven anunciando na prensa pretende ser unha versión suave dunha obra que vai destrozar o entorno, e ven sendo a coartada para xustificar cambios de opinión. Non entendemos como unha entidade de caracter pretendidamente "social" como Caixanova se pode adicar a actividades especulativas, a pelotazos que representan graves atentados ao medio ambiente. Todo isto estase facendo co silencio cómplice da Autoridade Portuaria de Vigo e de parte dos partidos gobernantes nese concello, BNG e PSOE, que manteñen agora unha atitude ambígua, cando non favorábel, a un proxecto rexeitado polos veciños e veciñas de Cangas, incumprindo deste xeito o pacto asinado entre as tres forzas políticas que gobernan neste concello.

Dende A RÍA NON SE VENDE queremos manifestar o noso rexeitamento á construción de máis portos deportivos, que deterioran e privatizan a costa, non crean os postos de traballo que nos pretenden vender e van ligados á especulación urbanística que tanto mal está facendo.Por todo isto, foille remitido á Autoridade Portuaria de Vigo un escrito no que lle lembran que este proxecto inclúe actuacións ilegais sobre dominio público marítimo terrestre, ilegalidades que poden ser castigadas con penas de inhabilitación e cadea e que ademais non prescriben.

terça-feira, janeiro 15, 2008

O temporal obriga a pechar o Porto de Vigo.

Dende as 14:00 h. de hoxe, e a proposta da Capitanía Marítima de Vigo, a Autoridade Portuaria de Vigo, decidiu pechalo porto.
Ante o empeoramento das condicións do mar e vento de compoñente oeste con refachos de forza 9, por motivos de Seguridade Marítima, a Capitanía Marítima de Vigo propón a Autoridade Portuaria de Vigo a suspensión de tódolos servicios portuarios de practicaxe e das operacións de atraque de buques, a partir das 14:00 h. de hoxe. Avaliada a situación as 16:30 h. de hoxe, a Capitanía Marítima de Vigo, decidiu manter tódalas medidas adoptadas ata as 18:30 h. nas que se volveu a avaliar a situación. Finalmente, as 18:45 h. de hoxe o servicio portuario quedou normalizado.

GzS

FORO NEGRO


PARTICIPA NO FORO NEGRO


A necesidade de gobernar o descontento


SÁBADO 19 DE XANEIRO


INSTITUTO GALEGO DE INFORMACIÓN (IGI) Santiago de Compostela


O vindeiro sábado 19 de Xaneiro a Rede de Acción Socio-Cultural Arredemo presenta a nova xeira do portal
www.arredemo.info no Instituto Galego de Información (IGI) a poucos días do afastamento definitivo de Isaac Díaz Pardo da dirección do grupo Sargadelos. No contexto desta agresión, reábrese o Foro Negro como punto de encontro, reflexión, debate e denuncia das outras tantas agresións que estamos a padecer no social, no ambiental, no político e no cultural.
No mesmo día presentarase o número cero do Xornal Galicia como reflexión colectiva e análise da situación social e cultural do país, que servirá como documento base do foro e inciativa de apoio a Isaac.


Desde Arredemo e desde a Burla Negra chamámoste a formar parte da construción da rede de comunicación e distribución social coa que xa compartimos aventuras, despistes e fracasos, e algún que outro éxito en experiencias como Hai que Botalos.


Queremos contar contigo e con toda a túa experiencia para sumar forzas na construción dunha rede capaz de proporse accións á altura das esixencias do momento, seguros como estamos de que cando traballamos xuntos nos sentimos menos sós e acadamos mellores resultados.


Porque cando as cousas se sinten e o compromiso é sincero e libre as nosas accións resultan máis divertidas e os obxectivos a acadar semellan máis próximos.


O domingo 19 chocámonos as mans no edificio do IGI. Non faltedes.


Confirma a túa asistencia ou a do teu colectivo en


foronegro@arredemo.info


Axúdanos a difundir esta convocatoria

Denuncias de Torturas tralas últimas detencións.

A maioría dos condenados por torturas foron indultados.

Polo menos 33 gardas civís e policías condenados en firme por torturas foron indultados polos diversos gobernos hespañois desde os Noventa. A inmensa maioría deles, nada menos que 27, maltrataran a independentistas bascos. É máis, case todos os axentes condenados en casos relacionados con Euskal Herria acabaron indultados ou non cumpriron o seu castigo.

Iñaki Iriondo.


Non é nada fácil que prospere unha denuncia de torturas. O proceso xudicial convértese nunha verdadeira carreira de obstáculos que pasa pola imposibilidade de identificar aos torturadores, a falta de investigacións independentes, a ausencia de colaboración por parte das forzas policiais implicadas, a dilación dos casos e unha infinidade de impedimentos que fan que a maioría das denuncias non prosperen. Pero cando o fan e o xuízo conclúe cunha condena aos torturadores, sempre nos tramos mínimos contemplados para ese delicto, non é estraño que o Goberno de quenda acabe indultando aos seus funcionarios, sobre todo se os detidos eran independentistas bascos.

Un estudio publicado en decembro de 2004 por Amnistía Internacional sinalaba que entre 1980 e ese ano producíronse unhas 450 sentencias relativas a torturas, das que pouco máis de 90 eran condenatorias. En total, nese período de tempo, foran condenados uns 220 axentes. Segundo análises realizadas por este diario, de todos eses condenados non chegarán a 40 os axentes implicados en detencións de independentistas bascos e polo menos 27 deles acabaron sendo indultados. Doutros non se sabe se chegaron a cumprir a condena, posto que en máis dun caso comprobouse que funcionarios que debían estar inhabilitados para o exercicio do seu cargo seguían traballando noutro posto ou ata foran ascendidos.

A Garda Civil nunca prescindiu, por exemplo, dos servizos do capitán José Pérez Navarrete, o seu compañeiro José Antonio Hernández del Barco e os axentes Emilio Parar Moreno, Alejandro Igrexas Blanco e Julio Saavedra Mariño. Todos eles foron condenados por torturas a Juana Goikoetxea en 1987 a catro meses de prisión e catro anos de inhabilitación. En febreiro de 1993 foron indultados polo Goberno de Felipe González. O ministro de Xustiza, Tomás de la Quadra-Salcedo, xustificou o indulto concedido aos gardas civís co argumento de que «o discurso da reinserción» debe ser global. O titular de Xustiza engadiu que tras case doce anos en que estes axentes seguiron destinados nos seus mesmos postos [logo de torturar a Goikoetxea] non tería moito sentido aplicar a pena de inhabilitación profesional a que foron condenados. Hai tamén quen foi indultado ata en dúas ocasións. Os gardas civís José Domínguez Tuda, Manuel Macías Ramos e Antonio Román Ríos foron condenados en 1990 por torturas aos irmáns Victor Jesús, Joxe Mari e Lucio Olarra e a Iñaki Olaetxea, e indultados a primeiros de 1991. Ao ano seguinte, o 22 de setembro de 1992, o mesmo José Domínguez Tuda, era condenado novamente, nesta ocasión por torturas a Jokin Olano de 1983. En marzo de 1995, o ministro Juan Alberto Belloch volvía a indultalo por este delicto, do mesmo xeito que ao axente Manuel Barroso Caballero, condenado tamén polos malos tratos a Olano. O entón ministro de Xustiza e Interior dixo que os dous gardas civís indultados «demostraron nos últimos once anos de servizo en tarefas de investigación do terrorismo que están efectivamente reinsertados». É preciso sinalar que o tribunal que lles condenou mostrouse contrario á concesión do indulto.

Moitas veces foi ata a Fiscalía a que se mostrou favorable aos indultos. Así ocorreu, por exemplo, co tenente coronel Rafael Masa e outros oito gardas civís que foron condenados polas torturas a Tomás Linaza a pesar de todos os impedimentos que para o xuízo puxo o Ministerio do Interior de José Luís Corcuera. A pesar da petición, só foi indultado José Martín Llovet, pola súa idade, aínda que Masa ascendeu a pesar da condena. Finalmente, todos eles foron absoltos, porque en 1999 o Tribunal Supremo acabou considerando prescrito o delicto debido aos cambios lexislativos que se produciron desde que en 1981 producíronse as torturas e desde que en 1990 deuse a primeira sentencia. En 1999 o primeiro Goberno de José María Aznar indultou aos gardas civís José María Cuevas, Antonio Lozano García e Miguel Angel Sanchéz Corbí, que dous anos antes foran condenados polas torturas infrinxidas en 1992 a Kepa Urra. A petición de indulto partiu do Ministerio de Xustiza.

O indulto máis masivo produciuse en decembro de 2000, cando foron indultados nada menos que un total de 15 membros das Forzas de Seguridade do Estado. Entre eles estaban Julio Hiero e María Jesús Fanegas, condenados pola denuncia interposta por Ana Ereño; Anibal Machín, Juan José Fernández e Abel Alberto Núñez, condenados polas torturas a Enrique Erregerena; Isidro Martínez, Emilio Mariño e Carlos Prieto, condenados polos malos tratos a Juan Carlos Garmendia; José Luís Fraila e Luciano García, achados culpables de torturar a Mikel Ruiz Maldonado; Pedro Laíz e Paulino Navarro, que participaron nas torturas a Kepa Otero e José Ramón Quintana; e José María Rodríguez e Damián Vinayo, que torturaron a Javier Fernández.
O entón ministro de Xustiza, Angel Acebes, xustificou a súa decisión asegurando que todas estas persoas indultadas de delictos de tortura foran condenados por casos de «escasa gravidade» (minucias como aplicación de descargas eléctricas en pene, testículos e cabeza, simulacros de execucións con pistola ou por aforcamento, golpes continuados...) e nos que a súa participación fora «circunstancial ou ata indirecta». Detallou que os feitos indultados serían constitutivos de falta, pero pasan a ter consideración de delicto por ser realizados por autoridade ou funcionario público, «aínda así, son sancionados coa pena de arresto maior, que ten unha duración dun mes e un día a seis meses».

O actual Goberno de José Luís Rodríguez Zapatero non ha indultado a ningún torturador relacionado co independentismo basco nin tivo oportunidade de facelo, xa que case todas as condenas son por casos dun período no que as FSE non adoptaban «precaucións» como as de tapar os ollos aos detidos con capuchas ou antefaces. Desde entón, os procesos e as condenas son moito máis difíciles.

Ademais, para cando Rodríguez Zapatero chegou ao poder, a práctica totalidade dos condenados por torturas xa foran indultados ou cumpriran coas súas leves condenas en condicións de verdadeiro privilexio, sorteando a maioría das veces o ingreso en prisión e sen chegar a ser suspendidos dos seus empregos, nin perder as oportunidades de promoción profesional.

En calquera caso, non cabe esquecer que un dos episodios de malos tratos máis descarnados que se coñeceron en Euskal Herria corresponden aos padecidos por Joxean Lasa e Joxi Zabala, secuestrados e mortos por axentes da Garda Civil. Aínda que a sentencia non incluíu o delicto de torturas a ninguén se lle escapa o ocorrido. E o principal condenado por aqueles feitos, o Xeneral Rodríguez Galindo, pasea na actualidade libre e tranquilamente por Zaragoza, como foi recentemente fotografado por unha revista. Foi condenado a 71 anos de cárcere en 2000 e o Supremo incrementoulle a pena noutros catro anos en 2001. En setembro de 2004 Institucións Penais, que dirixe Mercés Gallizo, permitiulle seguir cumprindo a condena fóra de prisión polo seu estado de saúde e uns meses despois o Xulgado de Vixilancia penal concedeulle o terceiro grao.

Estas formas de proceder das autoridades hespañolas foron reiteradamente denunciadas por Amnistía Internacional e polo Comité contra a Tortura de Nacións Unidas. De feito, este último organismo pronunciouse especificamente sobre o indulto aos torturadores de Kepa Urra, sinalando que «tería o efecto práctico de outorgar impunidade á tortura e alentar a súa repetición», e que con esa medida de gracia Hespaña «infrinxiu as súas obrigacións de previr e sancionar os actos de tortura».

Lentitude: Cando hai xuízo, pasan unha media de 12 anos desde os feitos e a primeira sentencia.

En moitas ocasións, as autoridades gobernamentais esgrimen a ausencia de causas que prosperen xudicialmente para desmentir a existencia de torturas e atribuílo todo a consignas de ETA. Con todo, organismos de prestixio como o Comité para a Prevención da Tortura e Amnistía Internacional, atribúen esta falta de xuízos ao mal funcionamento dos propios poderes do Estado. En concreto, denuncian os obstáculos que se pon á presentación de denuncias -como as querelas presentadas desde o Goberno contra quen refiren malos tratos-, o feito de que a investigación do ocorrido recaia sobre o mesmo corpo acusado, a falta dun procedemento adecuado, a non recadación de probas suficientes e ata falan da intimidación dos denunciantes.
Segundo un informe feito público por Amnistía Internacional, se os procesos alárganse enormemente nas denuncias encadradas en casos de delictos comúns, resulta evidente que «as maiores dilacións danse nos casos de tortura ou malos tratos denunciados por persoas detidas no marco da investigación de `delictos de terrorismo'. A duración media de devanditos procesos é de 12 anos e 8 meses (aínda que poden alargarse ata os 15 e 20 anos), mentres que nos procesos de tortura ou malos tratos ocorridos no curso da investigación de delictos comúns é de 6 anos e 3 meses».

O rechamante é que este atraso, que case sempre é atribuíble aos obstáculos que se pon ao avance do proceso desde os corpos policiais ou os seus superiores políticos, xoga despois a favor dos denunciados, posto que son moitísimos os casos que terminaron eximíndolles de responsabilidade porque o delicto prescribira ou rebaixando a súa condena aplicando como atenuante a «dilación indebida» do caso.

Oficial: Arregi tivo unha detención violenta, pero estaba ben. Logo «sufriu un mareo» e morreu.

Joxe Arregi morreu no Hospital Penal de Carabanchel o 13 de febreiro de 1981 nove días logo de ser detido en Madrid. As fotografías do seu cadáver mostraban un corpo mallado, moído a golpes e con queimaduras nos pés. O parte médico do momento do seu ingreso no hospital indica que chega con hematomas nos ollos, ombreiro dereito, caras internas de ambos os brazos, grandes hematomas nos glúteos, derrame conxuntival no ollo dereito, feridas por queimaduras de segundo grao nas plantas dos pés, estado estuporoso, disnea intensa, dor abdominal difuso e un pulmón encharcado.

A primeira versión do Ministerio do Interior sinalaba que o detido entrara xa nas dependencias policiais con hematomas de prognóstico leve, e nos días seguintes mantívose normal, ata que o xoves deulle «un mareo» e foi trasladado ao Hospital Penal. O director xeral da Policía, José Manuel Branco, declarou o mesmo día do seu falecemento a Radio Nacional que o detido nunca foi obxecto de malos tratos durante os interrogatorios a que foi sometido. Nunha entrevista á Cadea Ser, o entón ministro do Interior, Juan José Rosón, manifestou que «o informe dos médicos da Dirección da Seguridade é que, como consecuencia do proceso rueiro da súa detención, recibiu golpes, golpes abundantes; eu teño que recordar que foi moi accidentada a súa detención. Hai un parte médico o día 4 no cal reflíctese que ao ingresar nas dependencias policiais, el ía cunha serie de contusións. Isto é o que sinalan os servizos médicos de seguridade. En días sucesivos, a partir do día 4, foi recoñecido; segundo din os servizos médicos, non houbo ningunha alteración, e os informes non facían prever nada. O día 12, é dicir, onte, notouse que tiña algún problema de respiración. O médico que lle atendeu deu un parte que incitaba a pensar que tiña un proceso pneumónico. A resolución dos médicos foi envialo ao centro hospitalario do centro penal de Carabanchel».

O recurso á «detención violenta» foi oficialmente empregado en multitude de ocasións, ata en xuízos nos que finalmente os axentes foron condenados por torturas. Por exemplo, no caso de Kepa Urra, o axente que o levou desde o piso no que foi detido ata a Comandancia da Gorida Civil explicou que nin el nin os seus compañeiros golpearon ao detido, senón que tiveron que forcexar con el porque se mostrou agresivo durante o traslado e resistiuse continuamente. En canto ás erosións que presentaba Urra, o forense oficial atribuíullo aos cascotes, cristais e achas procedentes da voadura da porta durante a detención. Pero o tribunal non creu esta versión, senón que concluíu que no camiño do lugar da detención e o cuartel de Sálvea trasladárono a un escampado onde lle espiron, golpeáronlle cun obxecto non identificado e arrastrárono polo chan» para que se identificase, dixese o lugar onde se atopaba un zulo con armas e dese os nomes dos seus compañeiros.

Os tribunais tamén fallaron no seu día a favor de José Ramón Rojo, Patxi Palacios e Xabier Arriaga, quen denunciaron que durante a detención sufriron golpes, ameazas de morte e aplicación de electrodos. Como consecuencia deses malos tratos, Rojo tivo que levar un colarín e rompéronlle unha costela. Os gardas civís, pola súa banda, relataron que as detencións de Rojo e Palacios foron violentas porque opuxeron resistencia, mentres que Xabier Arriaga mostrouse «colaborador». Na súa sentencia, os maxistrados «deixan sentado» o feito de que ningún dos tres arrestados presentaba lesións antes de ser detido e que estas «non poden ser explicadas» como consecuencia dos arrestos que constan que non foron violentos.

Por certo, tanto neste caso como no anterior, o referido a Kepa Urra, a Fiscalía non acusou a ningún dos gardas por entender que non houbo delicto algún, dando por boa a súa versión dos feitos.

No seu día, Juan Carlos Garmendia denunciou ser torturado durante os interrogatorios aos que foi sometido nas dependencias da Garda Civil en Donostia, onde sufriu lesións en pálpebras, rexión frontal e occipital, beizo superior, bonecas e rotura dos ósos propios do nariz, feridas das que tardou en curar 90 días. Durante o xuízo, un dos axentes, Isidro Martínez Villota -que despois foi condenado e máis tarde indultado-, explicou que durante os interrogatorios ocorreron «un par de incidentes», nun dos cales o detido se autolesionou as bonecas coas esposas e, noutro, mordeulle nun dedo, «pegouse contra unha mesa e caeu ao chan».

Non é este o único detido que sufriu «accidentes». O cabo José Domínguez Tuda, responsable dos interrogatorios declarou durante o seu xuízo por torturas que as lesións que presentaba José María Olarra produciullas «ao caerse na ducha» na comandancia da Garda Civil de Donostia, e afirmou que «non existen malos tratos».

Os forenses: Expertos revelan a «debilidade» dos informes médicos da audiencia nacional.
A imaxe da cabeza mallada e inchada de Unai Romano está intimamente ligada á idea da persistencia da tortura nunha boa parte da sociedade basca. Con todo, a Audiencia Provincial de Madrid ordenou o arquivo da súa denuncia dando por boa a versión policial de que Romano autolesionarase. Esta versión contaba co apoio dunha forense que manifestou que «non son infrecuentes devanditas lesións nos calabozos cando os detidos intentan autolesionarse para procurarse calquera sustancia ou que se lles atenda». Unai Romano presentou pola súa banda un completo informe, asinado polo especialista Francisco Etxeberria, que descartaba que as lesións que presentaba puidesen estar orixinadas por un único golpe, sinalando que «a existencia de hematomas distribuídos de forma xeneralizada revela varios golpes». Francisco Etxeberria estendíase noutra serie de consideracións técnicas que avalaban as palabras do denunciante, pero toda a súa experiencia como forense acumulada durante longos anos de exercicio foi deixada de lado polo xuíz sinalando que había «contrainformes máis obxectivos que non sustentan dita versión».

Tanto expertos en menciña legal como Amnistía Internacional puxeron en dúbida non só a aptitude dos forenses que interveñen nos casos de tortura, senón tamén a súa actitude. A Comisión de Dereitos Humanos do Parlamento de Gasteiz ten no seu poder desde o 18 de abril de 2002 unha copia autorizada dun artigo publicado pola revista «Journal of forensic Science» -principal revista de menciña forense dos Estado Unidos de América- na que se cuestionan os informes redactados nos casos de detidos por «delictos de terrorismo». O informe foi remitido á Cámara autonómica polo Servizo de Patoloxía Forense do Instituto Basco de Menciña Legal e o seu primeiro asinante é o doutor Hans Dramminsky Petersen. No artigo analízanse retrospectivamente 318 documentos medico forenses, pertencentes a 100 detidos baixo a lexislación antiterrorista, elaborado por médicos forenses da Audiencia Nacional de Madrid. En 71 deses informes, pertencentes a 44 persoas, consta que o detido alegou malos tratos. Os golpes, con 60 casos, e a aplicación de «a bolsa» con 24, foron os máis frecuentes. En 101 informes consta que no exame físico apreciáronse signos recentes de violencia. A análise compara a calidade dos informes coas normas médicas internacionais aconselladas nestes casos, e obsérvase que na maioría deles faltaba información significativa na historia dos malos tratos ou tortura dada polo detido e na descrición do exame médico. Do total de 314 documentos analizados, só había 34 conclusións. A valoración feita polos autores do artigo foi que 10 das conclusións eran inaceptables desde un punto de vista científico e que noutras 16 conclusións as premisas dadas eran insuficiente. Esta observación fixo concluír aos expertos a «debilidade» dos informes médico forenses analizados e apuntaban cara á necesidade de melloras no papel dos forenses da Audiencia Nacional hespañola no cumprimento da súa función médica como «salvagarda» dos dereitos humanos dos detidos.

Tamén Amnistía Internacional cuestionou a actuación dos forenses. Por unha banda, denuncia que os exames dos detidos realícense en presenza de axentes policiais. «Tal situación -sinala AI- é contraria ás normas internacionais, pois o máis probable é que intimide á víctima e esta non se atreva a falar dos malos tratos e as causas das lesións», co que o informe médico será incompleto e inexacto. Pero o organismo internacional alármase ao comprobar, ademais, que «algúns xuíces crían que era obrigatorio que durante o exame médico achásense presentes axentes de policía (por se houbese risco de fuga ou de agresión ao persoal médico) e ata chegaban a afirmar que procesarían aos axentes por neglixencia se deixaban ao detido só co persoal médico».

Noutros casos investigados, Amnistía Internacional comprobou tamén que o exame médico foi inadecuado por falta de dilixencia do forense. O organismo pon dous exemplos. Nun deles, o médico non preguntou a un detido -que logo requiriu asistencia hospitalaria ao ser posto en liberdade- polas lesións que presentaba nin informou dos presuntos malos tratos. O xuíz preguntou ao forense por que non informara dos mesmos e o médico respondeulle que non lle importaba como se produciron as lesións, pois podería ser igualmente un violador ferido pola súa víctima. Noutro caso relatado, un detido foi levado ao hospital para que o examinasen e o médico preguntoulle en ton degradante «Pásache algo grave ou viñeches a darche un paseíño e a facernos perder o tempo?». O detido sinalou onde lle doía pero o doutor díxolle que non lle pasaba nada, polo que o levaron de novo a comisaría. A súa denuncia de malos tratos non puido prosperar porque non había certificado de ningunha lesión física.

Recentemente, cando o xuíz Baltasar Garzón decidiu autorizar que os detidos sexan examinados tamén por un médico da súa confianza -tal e como recomendan protocolos internacionais para a prevención da tortura-, a práctica totalidade dos forenses da Audiencia Nacional asinaron unha carta de protesta que remitiron aos órganos de goberno da institución sinalando que a medida supón pór en cuestión o traballo que realizan para avalar o bo estado de saúde dos detidos tras a súa estancia en dependencias policiais. Desde a Coordinadora para a Prevención da Tortura respondéronlles que «precisamente, tal vez o seu traballo debería consistir non en avalar o bo estado de saúde dos detidos, senón en acreditar o estado de saúde dos detidos, sexa este bo ou malo; e, no caso de que este sexa `malo', describilo (lesións que presenta, enfermidades que padece...) e indicar as causas e orixe do mesmo; labor que, segundo reiterados informes internacionais, non fan».

http://www.gara.net/paperezkoa/20080113/57432/es/La-mayoria-condenados-torturas-han-sido-indultados

quinta-feira, janeiro 10, 2008

"Na miña tribo a ablación é unha norma que non se pode romper"

ENTREVISTA A MAMA SAMATEH.

A presidenta da Asociación contra a Mutilación Feminina afirma que "cada vez hai máis xente en África que está contra desta práctica"

O 29 de decembro resoaba no noso país a polémica da ablación feminina cando un xuíz catalán retiraba a custodia dos fillos duns pais gambianos. O xuíz quería frear así o suposto viaxe durante as festas do Nadal ao país natal da familia para someter ás dúas nenas á ablación. Esta mutilación é un delicto en Europa pero en Gambia non se castiga. Mama Samateh, fundadora de AMAM, a única asociación catalá contra a ablación, naceu en Gambia e pertence á tribo mandinga, na que a ablación é unha norma que non se pode transgredir. Samateh loita para evitar que os africanos que viven en Catalunya fuxan aos seus países para que as súas fillas sexan mutiladas.

- O seu marido apoia a súa loita?
Mellor deixémolo tema...

-Como empeza o seu traballo contra a ablación?
Teño moita experiencia porque pertenzo á tribo mandinga onde a ablación é unha norma que non se pode romper. Todas as nenas deben pasar por esta práctica para que non estean marxinadas da sociedade.

-Que significa a ablación para as tribos que a practican?
Din que é un xeito de purificar á muller e que llo debe facer para poderse casar.

-A muller está obrigada?
Si, tódalas mulleres han de pasar por esta práctica.

-Por que é tan perigosa?
Morren moitas nenas por hemorraxias e infeccións xa que quen o fai non é médico e usa coitelas, follas de afeitar ou vidros.

-Falemos do caso do 29 de decembro, quen denunciou a eses pais?
O colexio avisou aos servizos sociais e estes citaron aos pais para unha entrevista. No traballo non se lle concedeu o permiso á nai e esta pediu outra cita, pero os servizos sociais non lla deron. Deste xeito, denunciaron o caso ao xuíz.

-Cal é a súa opinión sobre todo isto?
A miña opinión é que o xuíz tiña información equivocada e por iso actuou mal. Esta muller non se ía de vacacións, nin sequera tiña días de festa no traballo. Con todo, desde o 21 de decembro non pode ver aos seus fillos.

-Cando llos devolverán?
Pois non o sabemos. O xuíz ten que decidir.

-Existen moitos casos así?
Si. Agora mesmo estou tratando cun similar en Pineda de Mar.

-Cónteme.
Os pais compraron un billete para ir de vacacións ao seu país natal. O pai decidiu que as nenas non volverían máis porque, como boas musulmás, debían ser mutiladas. Por sorte as autoridades retiráronlles os pasaportes.

-Son só os musulmáns os que levan a cabo esta práctica?
Para nada! Isto é o que eles se cren, pero o certo é que os cristiáns tamén practican este castigo.

-Castigo...
Un castigo porque é algo que se impuxo ás mulleres sen ter nada que ver co Corán ou a Biblia. O único fin é o de que o marido asegúrese a fidelidade da súa esposa.

-Rexistraron algún caso de ablación en Catalunya?
Nós só coñecemos un caso que sucedeu en 1992. A nena, que vivía en Mataró, tivo que ser ingresada no hospital porque case se morre. Os rumores apuntan que se segue facendo pero de xeito clandestino.

-As mulleres non cambian de mentalidade ao chegar a Hespaña?
Ao principio non. Logo de informarse van cambiando aínda que seguen mantendo moito contacto cos familiares que viven no país de orixe e apoian esta práctica.

-Cal é o obxectivo de AMAM?
O noso obxectivo é sensibilizar aos pais para que saiban que é un risco para a saúde. Non queremos abolir a cultura senón protexer a saúde das nenas.

-Soa ben pero, como o logran?
Achegámonos ás familias e falamos con eles. Non temos case fondos, pero contamos co apoio dos colexios e os servizos sociais que, cando detectan un caso, chámannos rapidamente para que interactuemos con esas familias. Explicámoslles as leis para que as coñezan e saiban que é un delicto con penas de ata seis a doce anos.

-De que xeito palían o conflicto entre os inmigrantes e as súas familias que viven no país natal?
Pois porque agora tamén tratamos coas oenegués que operan en África. Elas falan cos familiares e explícanlles as leis. É importante informarlles de que cando as nenas volvan a Catalunya, os pediatras analizaranas e se presentan algún problema de saúde os seus pais terán graves problemas.

-Cre vostede que será posible algún día un mundo sen a ablación?
Por sorte cada vez hai máis xente en África que está en contra desta práctica.

http://www.lavanguardia.es/lv24h/20080107/53423729944.html