terça-feira, maio 20, 2008

ERC pide ao Goberno medidas legais para facilitar a apostasía e eliminar os datos dos ficheiros da Igrexa.

Esquerra Republicana de Catalunya (ERC) rexistrou unha proposición non de lei no Congreso coa que pretende que o Goberno adopte as medidas legais oportunas para facilitar a apostasía e para eliminar ademais os datos persoais dos ficheiros da Igrexa.

No texto de devandita iniciativa, ao que tivo acceso Europa Press, ERC recorda que, aínda que o artigo 2 da Lei Orgánica de Liberdade Relixiosa recoñece o dereito de toda persoa a "cambiar de confesión ou abandonar a que tiña", o seu exercicio "non está plenamente garantido".


Ademais, sinala que as condicións que, sen amparo legal, establecen as organizacións relixiosas, e en particular a Igrexa católica, á hora de recoñecer este dereito convértense nuns "obstáculos" que impiden o seu eficaz cumprimento.

Por todo iso, ERC, a través do seu portavoz no Congreso, Joan Ridao, rexistrou unha iniciativa, para o seu debate na Comisión de Xustiza, co obxectivo de que se adopten as medidas legais necesarias a fin de facilitar o dereito dun cidadán a abandonar a confesión propia.


O deputado republicano recalca neste sentido que o cumprimento deste dereito inclúe que o seu exercicio abarque todas as instancias de devandita confesión en que figure a persoa que o solicita.


Así mesmo, ERC insta ao Executivo a que desenvolva as medidas legais oportunas para cumprir co artigo 16 da Lei Orgánica de Protección de Datos e para suprimir en todas as instancias da organización confesional os datos persoais daquelas persoas que soliciten o abandono desa confesión.


http://www.europapress.es/nacional/noticia-erc-pide-gobierno-medidas-legales-facilitar-apostasia-eliminar-datos-ficheros-iglesia-20080518122232.html

segunda-feira, maio 19, 2008

Memoria do Holocausto

ONU afirma que homofobia é "cúmplice" da aids na América Latina

A ONU afirmou hoje que a homofobia continua sendo o "cúmplice" da aids na América Latina, onde 2,5 milhões de pessoas sofrem da doença.
A homofobia é uma "aversão, ódio, medo, preconceito ou discriminação contra homens ou mulheres homossexuais, bissexuais, transgêneros, travestis, lésbicas e transexuais", indica em comunicado o diretor regional do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (Unaids) para a América Latina, César Núñez.
Para encarar o problema, segundo Alberto Stella, coordenador da Unaids para Honduras, Costa Rica e Nicarágua, "é necessário um processo educativo que determine mudanças sócio-culturais para a construção de uma sociedade livre de estigma e discriminação à diversidade de gênero e/ou de orientação sexual".
Da mesma maneira, o coordenador da Unaids para o cone sul, Rubén Mayorga, afirma que "a homo, lesbo e transfobia são parte dos maiores obstáculos às atividades de prevenção e a abordagem dos fatores estruturais e que impulsionam a epidemia (da aids) e estão associados à violência de gênero".
"Sem a abordagem da homofobia não é possível ter um enfoque de direitos humanos nem de desenvolvimento humano sobre a epidemia, já que cerca de dois terços dos casos de aids na região latino-americana são de homens que fazem sexo com homens", destacou.
Mayorga afirmou que devem ser planejadas estratégias para prevenir a infecção pelo HIV desta população, assim como reduzir seu efeito.
As declarações, divulgadas na Guatemala, ocorrem no marco da comemoração hoje do Dia Mundial de Luta contra a Homofobia.

sábado, maio 17, 2008

DEITADO FRENTE Ó MAR...

Lingua proletaria do meu pobo
eu faloa porque si, porque me gusta
porque me peta e quero e dame a gana
porque me sae de dentro, alá do fondo
dunha tristura aceda que me abrangue
ó ver tantos patufos desleigados,
pequenos mequetrefes sen raíces
que ó pór a garabata xa non saben
afirmarse no amor dos devanceiros,
fala-la fala nai,
a fala dos abós que temos mortos,
e ser, co rostro erguido,
mariñeiros, labregos da linguaxe,
remo e arado, proa e rella sempre.
Eu faloa porque si, porque me gusta
e quero estar cos meus, coa xente que sufren longo
unha historia contada noutra lingua.
Non falo prós soberbios,
non falo prós ruíns e poderosos,
non falo prós finchados,
non falo prós estupidos,
non falo prós valeiros,
que falo prós que aguantan rexamente
mentiras e inxusticias de cotío;
prós que súan e choran
un pranto cotián de volvoretas,
de lume e vento sobre os ollos núos.
Eu non podo arredar as miñas verbas de
tódolos que sufren neste mundo.
E ti vives no mundo, terra miña,
berce da miña estirpe,
Galicia, doce mágoa das Españas,
deitada rente ó mar, ise camiño...

Poema de Celso Emilio Ferreiro (Longa Noite de Pedra)

quinta-feira, maio 15, 2008

Hipocrisia e Genocídio no Irã: Você Vai Se Calar?

Árabes Ahwazi: Uma hipocrisia da mídia anti-semita e um descalabro dos governos do Oriente Médio
Israel é constantemente atacado pelo presidente do Irã quando, após um atentado contra seus cidadãos, corta a luz ou combustíveis para a Faixa de Gaza por dois ou três dias. No entanto, nenhuma autoridade do Oriente Médio reclama quando o Irã corta o suprimento de água para uma parcela minoritária de sua população, os árabes Ahwazi, um dos grupos mais pobres e perseguidos do Oriente Médio.
Os árabes Ahwazi vivem no que hoje é o Irã há muitos séculos mas, por não serem persas, a identidade majoritária daquele país, tiveram sua autonomia brutalmente destruída em 1925; e como são xiitas, os árabes sunitas pouco se importam com eles. Suas terras fazem fronteira com o Iraque.
Existe um projeto de limpeza étnica contra eles pois as terras onde se encontram, há séculos são as mais ricas em petróleo. Existem grandes rios na região, como o Karun e o Karkeh, além do Shat al-Arab (Rio dos Árabes), mas eles estão poluídos pelos pesticidas utilizados na plantação de cana-de-açucar, e os Ahwazi passaram a depender de caminhões-pipas enviados pelo governo iraniano. No entanto, como eles buscam um reconhecimento (não é separatismo) de posse ancestral da terra e de sua cultura milenar, são constantemente punidos com o não envio de água potável para sua região. No final dos anos 90 eles patronizaram várias manifestações na cidade de Abadan, e dezenas foram mortos pelo regime iraniano.
O desejo do governo iraniano é removê-los da região que ocupam há séculos para poder extrair petróleo sem que os Ahwazi demandem direitos sobre o que está no subsolo; bem como para a criação da Zona Livre de Arvand, um complexo militar-industrial ao longo do rio Shat al-Arab. Eles são considerados estrangeiros em seu próprio território, e estão constantemente sujeitos a remoções forçadas, assassinatos, corte de água e suprimentos, gerando epidemias de cólera e tifo que ajudam no extermínio daquela população.
É absolutamente hipócrita a reação dos governos do Oriente Médio e da mídia anti-semita ao condenar Israel quando este, APÓS sofrer atentados terroristas oriundos de Gaza contra civis israelenses, corta por dois ou três dias o combustível para a Faixa de Gaza, e não condenar o Irã por rotineiramente cortar o fornecimento de ÁGUA, o recurso vital para a sobrevivência, dos árabes islâmicos xiitas Ahwazi.
Abaixo apresentamos o modelo em inglês da petição que será enviada a orgãos internacionais de ações humanitárias e as embaixadas do Irã e do seu proxy no Oriente Médio, a Síria:
To the
BRITISH AHWAZI FRIENDSHIP SOCIETY
We, the undersigned, readers of the website, "De Olho Na Mídia", from Brazil, are writing in order to express our support for your cause: the defense of the Arabs Ahwazi Human Rights in Iran and Syria. The sufferings of your people are many and we hope that soon a lasting time of freedom and joy will come to you and your children.
We are sending a copy of this message to the Iranian and the Syrian embassies in Brazil in order to protest against the bad treatment you are receiving from both governments.
Sincerely,

quarta-feira, maio 14, 2008

Laicidade do Estado e liberdade relixiosa

Juan A. Estrada / Diario de Cádiz

O anuncio de que hai plans para modificar a Lei de Liberdade Relixiosa e para avanzar na laicidade do Estado xerou instantaneamente reaccións a favor e en contra. A rapidez e virulencia das repercusións, canto aínda non coñecemos os contidos nin o alcance dos plans, mostra que non é un falso problema, inventado polo Goberno para distraer á opinión pública, como afirmaron algúns medios e partidos políticos. Para ninguén é un segredo que un amplo sector da sociedade hespañola rexeita os dereitos e privilexios da Igrexa católica en diversos ámbitos (financeiro, educativo, político e cultural). Moitos sosteñen tamén que hai unha confesionalidade encuberta que prexudica ás outras relixións e igrexas. Os desencontros entre o Goberno e a xerarquía católica foron constantes na lexislatura pasada. Por iso, afirmar que isto é un "problema artificial", para ocultar os problemas reais, é un exercicio de hipocrisía política, ademais de tomar por bobos aos cidadáns. ¡Coma se estes non coñecesen a realidade do problema, á luz da experiencia dos últimos anos!
Que Hespaña cambiou radicalmente nos últimos trinta anos non o dubida ninguén. O caso hespañol é, ata, un modelo que se estudia nas ciencias sociais, para analizar a rápida transformación dunha sociedade no económico, político e o sociocultural. Por iso, o marco xurídico, político, económico e social que se elaborou nos setenta necesita adaptacións, reformas e novas aplicacións. O que foi bo para a Transición non ten por que selo para a democracia actual. As lexislacións quedan obsoletas, grazas á rápida evolución da sociedade. Disto non se salva nada, nin sequera o politicamente máis intocable, a Constitución que aprobou o pobo hespañol.
Loxicamente isto tamén se aplica aos tratados internacionais, desde os que nos vincularon á Unión Europea, aos que tiñamos con Estados Unidos. E tamén aos do Goberno e o Estado Vaticano. Os acordos Igrexa-Estado alcanzados en xaneiro de 1979, un mes logo de aprobarse a Constitución, lograron que o problema relixioso non dividise aos hespañois na transición á democracia. Esixiron sacrificios e renuncias por todas as partes, que souberon subordinar os seus intereses e ideoloxías en favor da paz social e a democracia. Foron eficaces, a pesar das súas deficiencias e do oportunismo con que se lograron. Pero isto non quita que se poidan modificar hoxe, como a mesma Constitución. Pretender inmunizalos ao cambio e facer deles un tabú intocable sería ir contra a historia e polos por encima da mesma Constitución, que é o que algúns pretenden.
Por parte da xerarquía eclesiástica é necesario abrirse ao cambio desde o diálogo. Sen caer nunha postura pechada e apoloxética sobre dereitos e privilexios que, antes ou despois, teñen que ser reformulados porque o pide un amplo sector da opinión pública. Unha actitude de apertura e de procura de novos acordos favoreceríaa a curto e longo prazo. Hai que asumir a sensibilidade dos non católicos, dos que non pertencen a ningunha relixión e dun número crecente de católicos desconformes, que avogan por reformular a postura da Igrexa nunha sociedade secularizada e un Estado laico. A laicidade non é só un desexo dos non católicos, senón tamén de moitos destes, como recoñeceu o cardeal Ratzinger nun famoso debate con Habermas, Premio Príncipe de Asturias en 2003, un ano antes da súa elección como Papa.
Por parte do Estado hai que superar o laicismo combativo, ás veces, claramente antirrelixioso, en favor dunha laicidade na que caiban todos. A maioría da Unión Europea ten constitucións laicas e está formada por sociedades secularizadas. A liberdade relixiosa asegura ás igrexas os seus dereitos e os estados fomentan formas de colaboración, en lugar de loitar contra elas, como ocorreu no século XIX e boa parte do XX. Tamén aquí, Hespaña ten que deixar de ser unha excepción en Europa. A laicidade non implica hostilidade, senón que posibilita colaboracións e acordos en beneficio da paz social, da liberdade relixiosa e da convivencia de todas as relixións. O actual presidente de Francia, o Estado máis laico de Europa, busca novas fórmulas de colaboración entre as igrexas e o Estado, que non obstan para a neutralidade relixiosa e a laicidade.
Hespaña debe canalizarse nesa liña, sen querer volver ao laicismo e confesionalismo decimonónicos, que duraron ata 1979. Que isto ocorra depende da xerarquía eclesiástica e do Goberno, pero é tamén responsabilidade dos cidadáns e dos medios de comunicación social, que son os que determinan boa parte do opinión pública. O futuro da nosa sociedade e a europeización de Hespaña dependen de que acertemos.

Condena do BNG ao atentado da banda terrorista ETA

O BNG EXPRESA A SÚA MÁIS ENÉRXICA CONDENA PERANTE O EXECRÁBEL ATENTADO DE ÁLAVA E CHAMA Á UNIDADE DE TODAS AS FORZAS DEMOCRÁTICAS PARA CONSEGUIR A DEFINITIVA DERROTA DE ETA
O Bloque Nacionalista Galego quer expresar a súa máis enérxica condena perante o execrábel atentado cometido esta madrugada por ETA contra unha casa cuartel da Guardia Civil en Legutiano (Álava), infelizmente saldado coa morte do guardia civil Juan Manuel Piñuel Villalón e con feridas de diversa consideración para outros catro membros deste corpo de seguridade.

É momento de manifestar a solidariedade coa familia e achegados de Juan Manuel Piñuel e demais vítimas desta nova mostra de barbarie terrorista que repugna a conciencia de todos os demócratas e tamén os valores pacifistas do noso pobo, o pobo galego.

O BNG chama a unidade de todas as forzas políticas representadas no Parlamento do Estado para conseguir a definitiva derrota de ETA. A banda terrorista ten que entender dunha vez por todas que o seu único horizonte é o da súa definitiva disolución e o da entrega das armas, porque a violencia non só constitúe unha intolerábel violación dos dereitos humanos, senón que é a antítese da democracia.

terça-feira, maio 13, 2008

Honduras: un estado preso pola corrupción

Ramón Zavala
(Membro da Coordinadora de Resistencia de Honduras)
Cando un home ou muller toma un ideal como algo último e sublime está disposto a dalo todo polo mesmo, isto acaeceu no proceder dos catro fiscais quen tomaron a causa da Xustiza como algo prioritario e necesario para a paz, a democratización do estado Hondureño.
Cansados de meses de expor a todas as instancias superiores, como ser o fiscal xeral e ao mesmo comisionado dos dereitos humanos sobre a urxente necesidade de dar trámite aos expedientes abertos a varios corruptos e do silencio cómplice así como desidia por parte dos seus superiores ao arquivar todos estes casos e é mais ao sancionar indirectamente aos mesmos fiscais separándoos dos seus cargos para evitar que seguisen investigando, foi así como tomaron un último recurso, o recurso dos pobres dos que non teñen voz nos medios de comunicación dos poderosos, o recurso da loita pacífica da folga de fame.
A fiscalía unha institución destinada a protexer ao pobo hondureño en teoría porque na práctica converteuse nun botín dos ricos e poderosos que nomean a un fiscal xeral e un adxunto para que lles apañen todos e cada un dos seus actos de corrupción senón preguntémonos cantos corruptos están presos e cantos pobres permanecen anos presos por delictos menores.
O nomeamento do fiscal xeral Leónidas Bautista é un acto fóra de lei desde o mesmo momento en que se nomea sendo un deputado por parte do Partido Nacional e o mesmo do fiscal adxunto que é membro do Partido Liberal, é claro que o bipartidismo que tan tráxico foi para o pobo hondureño divídese a fiscalía igual que o fai coa Corte Suprema de Xustiza e co Ministerio Público.
Pero esta loita deixou de ser so unha loita de catro persoas o sentir do pobo hondureño é un "xa abonda" a tanto descaro de quen rouban millóns ao pobo e levantáronse voces e accións de protesta das Igrexas Evanxélicas e Católica que nun acto de ecumenismo xuntos din non aos novos faraóns que explotan ao pobo de Honduras e a folga agora compona sacerdotes, pastores e membros das organizacións populares.
A arrogancia do Congreso Nacional e o seu presidente chega a raiar na tolemia xa que falan de estupideces como o pensar que se quere desestabilizar o estado, de politizar o reclamo en fin como se di de "xulgar a Deus en nome de deus", a última labor dilatoria é pedir que a OEA dirima o conflicto porque eles non o poden resolver, mentres tanto os fiscais heroicamente levan 28 días na folga xa a súa vida corre perigo, sen soldo porque se lles suspendeu e cunha familia por detrás porque eles tamén a teñen con todo a súa firmeza conmoveu ao pobo hondureño.
Os medios de comunicación en poder dos mesmos corruptos poderosos desataron unha campaña de mentiras e difamación propia da caza bruxas máis insidiosa da antigüidade, "mente, mente, que unha mentira repetida mil veces convértese en verdade" esta parece ser consígnaa dos poderosos.
Con todo o pobo está decidido a loitar a xustiza non é unha reivindicación dos fiscais é realmente o clamor dun pobo sumido na pobreza que está listo a lanzarse a loitar por unha patria libre de corruptos.
"Benaventurados os que teñen fame e sede de Xustiza porque eles serán saciados".

sexta-feira, maio 09, 2008

Palestina vencerá!!

Por: Fernando R. Dacosta.
Palestina vencerá. Este é unha boa consigna. Hai moitas mais consignas; Otan non, bases fora; ENCE fora da ría; Viva España; Galiza ceibe, poder popular; e un feixe xigantesco mais delas. Mais, que teñen detrás esas consignas ou que pensa quen as berra? Normalmente as consignas non se pensan, non se consideren o seu significado e moito menos se cuestionan polo que as berra. É así e punto. Xa está, non lle deas mais voltas.

Que temos trala consigna “Palestina vencerá”? Que é Palestina? Quen representa a Palestina? Que tipo de vitoria é a que esperamos obter? Si Palestina vence, quen perde? Por que non da vencido Palestina? E as palestinas e palestinos? Merecen eles tamén vencer algunha vez? Cal é a vitoria que eles anelan?

Non sei, de verdade que non, pero as respostas a todas esas preguntas ou incluso a cada unha delas, poderían ter mais folios que o “Caso Nécora”. A min, persoalmente gústame moito mais a consigna “Paz, liberdade e xustiza para as palestinas e palestinos”. Creo que desta última consigna non sae ninguén ferido.

Os que berran “Palestina vencera” subscribirían esta consigna miña? Penso que se son persoas razoables subscribiríana. Pois ben, o menosprezado Pedro Valades, tamén a subscribe.

É curioso como de golpe estamos todos baixo a mesma bandeira. Mais aínda, incluso independentemente de todo o anteriormente dito, xa estabamos todos baixo a mesma bandeira, a bandeira da Patria Galega.

Unha fronte de concentración nacional coma o BNG, non pode permitirse o luxo de prescindir de peóns nas súas filas, e menos aínda por cuestións de política exterior, cando na política interior esta por facer. Pero peor que prescindir dun peón e botalo con alalás e balbordo, pois no brusco movemento de man sobre o taboleiro de xadrez podes tirar o rei sen querer e perdela partida. Outra é que xa deas a partida por perdida antes de comezar e confórmeste con que te deixen xogar, entón si que podes facelo coa rudeza das mans dun gorila.

quinta-feira, maio 08, 2008

E outra vaca mais no millo

O ollo de Belém.
Eu estaba convencida de que ese home, o tan controvertido Pedro Valades xa fora expulsado do BNG. Pero asemella que non. Cal é o problema? O expulsan ou non o expulsan. Por que tanta indecisión? Será que non teñen claro a xustificación moral, lexitima e legal para a súa expulsión? É que están estudiando o xeito de xustificar o inxustificable? Acaso é so para aproveitar un período longo antes de eleccións? Si é así, é por que teñen mala conciencia e saben perfectamente que o seu electorado, que son os que deciden ao fin e o cabo si queren que o BNG os represente, non entendería (nin entende) como se pode expulsar a unha persoa por pertencer a unha asociación legal, lexitima e que postula uns idearios en ningún momento contrarios ao ideario do BNG.

O asunto non ten nin pes ni cabeza. Existe unha “cultura non escrita” nos sectores dominantes do BNG de antisemitismo e é esa “cultura” a que se quere impoñer a todo o BNG, aos seus simpatizantes e aos seus votantes, mas que o esquezan pero xa. As e os votantes do BNG, na súa maioría, empezan a ver de esguello e con desconfianza todo o que no BNG acontece. E a moitas e moitos non nos gusta nada.

Penso que todo isto tería que reflectirse nun fondo debate no interior do BNG, un debate serio e sen consignas, un debate sen prexuízos, un debate sobre a liberdade e democracia.

Que eu o vexa!
Por: Belém Gonçalves Álvarez
oollodebelem@yahoo.com.br

A regionalização é inevitável

A eurodeputada do PS, Elisa Ferreira, afirma que é preciso “resolver definitivamente” o processo de regionalização. No colóquio da ATC, a ex-ministra do ambiente defendeu que essa é a única forma do Norte convergir com a Europa e considerou dispensável uma nova consulta popular.Elisa Ferreira afirma que a regionalização é a única saída para a região do Norte inverter a divergência em relação à Europa. A eurodeputada socialista foi a oradora convidada da terceira conferência promovida pela Associação Teatro Construção, onde abordou o tema d´ “A Regionalização e o Desenvolvimento do Norte”.
Acérrima defensora da criação de um patamar intermédio de poder entre o poder local e o administração central, Elisa Ferreira sublinhou que o país está atrasado cerca de 3 décadas nesta matéria e apontou o exemplos de países europeus cuja organização incluem regiões. Falando do caso espanhol, a eurodeputado recordou que quando a região Norte iniciou a cooperação com a Galiza, “tínhamos uma ascendente enorme”, que motivou algumas apreensões dos responsáveis espanhóis. No entanto, em poucos anos essa posição foi invertida e hoje a região mais próxima do Norte português “passou-nos completamente”, sendo o rendimento por habitante em Portugal “65% do da Galiza”.
Perante as evidências, Elisa Ferreira não compreende como é que se continua a falar da regionalização como “algo complicado”. Concluindo que a actual organização centralizada do país não permite potenciar o desenvolvimento, a deputada socialista sublinha que só com a criação de um “poder intermédio” entre o Governo e as Câmara Municipais será possível “acabar com o estado lastimoso em que nos encontramos”.
“A descentralização e desconcentração de poderes nada resolve, porque não está a acontecer suficientemente”, declarou Elisa Ferreira, notando a necessidade de “dar um pontapé para resolver definitivamente esta questão. Continuar neste impasse é que é impossível”.A ex-ministra do ambiente defende a regionalização como uma “peça indispensável” para o Norte poder convergir com a média Europeia. De resto, com bases em estudos realizados na última década, Elisa Ferreira concluiu que o Norte foi a única região a apresentar um crescimento “débil” em relação ao resto do país.
“Precisamos de políticas específicas que apoiem o Norte no sentido de reverter esta tendência depressiva”, vincou a eurodeputada, acrescentando que a administração central está “demasiado longe” para que consiga responder com eficácia às necessidades da região. “As regiões que tinham problemas como o Norte, mas que optaram a seu tempo por uma estratégia diferente, estão neste momento com uma dinâmica diferente da nossa”, sublinhou.
Se o balanço do centralismo “é claramente negativo”, a ex-ministra do ambiente defende que as experiências positivas dos países que avançaram com a regionalização deve impelir-nos a seguir o mesmo caminho.
“Neste momento está claro para a generalidade das pessoas que a regionalização é uma peça fundamental. Basta olhar para a maior parte do países da União Europeia e ver que todos eles optaram por essa via, como uma prática de boa gestão”, observa a eurodeputada, notando que o país não pode “recear a delegação de poderes intermédios”, quando existe uma forte coesão nacional em termos políticos.
A ex-ministra afirma que é preciso desmistificar as ideias à volta da regionalização, nomeadamente a alegada falta de dimensão territorial do país – “só o Norte é maior que muitos países europeus”, declarou –, ou o aumento da despesa pública, e declarou que a legitimidade política do Governo dispensa a auscultação popular, através de referendo.
“Não sinto que faça sentido referendar preceitos constitucionais”, frisou Elisa Ferreira, argumentando que a experiência dos último referendos não deve ser repetida. “Temos de reflectir sobre o que aconteceu no passado e no passado recente para evitar que a tentação da demagogia invada os partidos políticos, como se passou com os referendos da regionalização e da despenalização da IVG, que acabou por afastar o povo do voto, desses temas e também da política, o que é mau para o país”.Elisa Ferreira afirmou que, em caso de eleição de Manuela Ferreira Leite para a presidência do PSD, não prevê mudanças significativas, ao referir que Leite será um “entrave” à regionalização. “Se ficar à frente do PSD vai ser um grande entrave, porque é especialista em macro-economia e é dessa forma que vê o mundo. As coisas acontecem em função da despesa e receita nacional, não tendo qualquer tipo de sensibilidade para as regiões”, atirou Elisa Ferreira, que no final da sessão, em declarações aos jornalistas, admitiu a possibilidade de vir a liderar a candidatura socialista à Câmara Municipal do Porto.

quinta-feira, maio 01, 2008

Un Dragón no corazón do BNG

Cesar Pazos Carreiro (Membro do Consello Local do BNG de Vigo)
Quero erguer hoxe a miña voz en defensa da Democracia. Quero erguer hoxe a miña voz, como moitas outras veces fixen en defensa de Galiza, para denunciar desta vez, a grave perda de democracia interna dentro do BNG. Democracia non é só votar. Democracia é o libre pensamento, participar, ter dereito a organizarse e como consecuencia delo poder votar. Sin represións por manifestar o que pensas.
Na Democracia non hai preguntas e respostas prohibidas, non hai temas demasiado sensibles ou delicados para ser explorados, non hai verdades sagradas. Pedro Valadés, eu e outros 50 militantes máis do BNG pensamos que, no tema de Oriente Próximo, Israel leva a razón. Nós cremos que o pobo Israel ten dereito a existir en Paz.Vivimos en sombras dentro do BNG. Quero espantar esas sombras prendendo unha vela, para que todas e todos os cidadáns galegos poidamos presenciar como se expulsa a un patriota galego por exercer o dereito a pensar e opinar con iniciativa propia. Pedro Valadés é repudiado por algúns dirixentes do Bloque por pensar distinto e por crear a Asociación Galega de Amizade con Israel (AGAI).
Como patriota galego, sinto que Israel é un exemplo a seguir, pero no BNG moitos pensan que o paradigma é Irán. O sionismo, o nacionalismo israelí, cando deixou Auschwitz foi quen de recuperar a súa patria, a súa fala, a súa historia, xuntar os seus fillos e, o máis importante, foi quen de conquerir a Democracia. Porque Israel é un pobo democrático.
Namentras, nós temos un monstruo dentro do BNG. Un Dragón no corazón dalgúns dirixentes con pingallas antisemitas. ¿Que son senon, os aplausos histéricos asemblearios a favor do bombardeo nuclear do pobo de Israel, producidos dentro dunha organización pacifista como o BNG? ¿Que é se non, negarse a condenar o Holocausto no Parlamento galego con malas excusas? O Holocausto condénase e punto. ¿Por que se advirte dende a dirimencia: "coidado co que se fala que sae nos medios"? . Coidado ¿de que? ¿De que razóns non se poden enterar os cidadáns galegos?.
Sinto vergonza. Levo militando no Bloque 31 anos, como consecuencia directa de ser galego eu son nacionalista. Son home de esquerdas. Pero costame respirar cando alguén aplaude un bombardeo nuclear, ou négase a condear o Holocausto, ou se expulsa a alguén por ser amigo dos xudeos.
Loitarei para ter un BNG democrático. Loitarei contra ese dragón que algúns do BNG levan dentro do peito.
Shalom.