quarta-feira, março 31, 2010

Unha zona protexida da Serra do Suido albergará unha canteira

A Federação Ecologista da Galiza (FEG) denunciou que a Junta levantou a veda para a especulação no monte com a permissão de instalação a uma canteira no Coto de Eira (Ponte Vedra), que afecta à ampliação da Rede Natura 2000.

Segundo informaram os ecologistas num comunicado, a empresa Minor Galicia, S.L. projecta uma exploração mineira no Coto de Eira, no lugar de Prado de Arriba, na serra do Monte Maior, nos nacentes do rio Além e nas imediações do Suído.

O projecto afecta a vários hábitats considerados de interesse europeu ou prioritários, é dizer, em perigo de desaparecimento e de estrita protecção, aos hábitats das espécies de interesse europeu para os que também se requerem planos de gestão inexistentes a dia de hoje e a uma unidade etnográfica e paisagística de enorme importância histórica e cultural. Ficaria afectado o único foxo do lobo duplo da Galiza. Assim, de se levar a cabo o projecto ficariam totalmente destruídos o campo de acosso do foxo do lobo com diferentes figuras de protecção e as zonas húmidas de montanha e os corredores hidrológicos que a UE insta a proteger mediante a Rede Natura 2000. Ao mesmo tempo, ao se situar a canteira numa zona de nacentes, turbeiras e mananciais, o regime hidrológico da zona ficaria totalmente alterado, o que afectaria inclusive ao consumo de água das vilas e aldeias adjacentes.

Alegações

A exploração mineira nos limites das câmaras municipais de Covelo, Fornelos de Montes e Mondariz situa nos terrenos que são propriedade da Comunidade de Montes Vicinais de Ventím, que já manifestou a sua rejeição ao projecto, do mesmo modo que a própria câmara municipal de Fornelos de Montes (que também apresentou alegações), amais da comunidade educativa da zona (IES de Ponte Caldelas).

“O atraso e a desidia para a deostada ampliação da Rede Natura 2000 na Galiza terá consequências graves”, alertou a FEG, quem assinalou que os projectos de exploração “se superponhem às necessidades de ordenação do território e conservação do património natural e cultural galego”.

Por enquanto, as associações ecologistas ADENCO, Assembleia do Suído e a própria FEG, tal e como indicou este último colectivo, já apresentaram as suas correspondentes alegações contrárias ao projecto.

O Eco de Pontecandelas

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