sexta-feira, abril 09, 2010

Palestinianos começam greve de fome em prisões israelitas

Mais de sete mil presos palestinianos em 13 penitenciárias e centros de detenção israelitas iníciaram hoje a uma greve de fome, por tempo indefinido, para pressionar o serviço penitenciário israelita, em busca de melhorias.


O Ministério para Assuntos dos Prisioneiros palestinianos refere, em comunicado enviado à imprensa, que os presos iniciaram a greve de fome em dez penitenciárias e três centros de detenção.


O Centro para o Estudo de Prisioneiros, uma associação independente com sede em Gaza, informou que as autoridades penitenciárias de Israel tentam convencer os líderes dos presos em várias prisões para que não se unam à greve, mas "fracassaram até o momento".


"Os presos têm cinco reivindicações principais para suspender a greve", segundo um comunicado do centro, que ressalta que todas elas "são legais e estão garantidas pelo direito internacional".


Os presos querem que Israel "pare de humilhar" as suas famílias nos postos de controlo e nas portas de acesso às prisões e que as visitas de familiares residentes em Gaza sejam permitidas, após quatro anos de restrição.


Israel impõe há mais de três anos um rígido bloqueio à Faixa palestiniana, controlada pelo movimento islâmico Hamas.


Os presos exigem ainda que centenas de familiares que moram de Cisjordânia, Jerusalém Oriental e árabes com cidadania israelitas possam visitar os seus parentes presos. Israel alega "razões de segurança" e proíbe as visitas.


Os mesmos também exigem que sejam permitidos a assistir ao canal de televisão árabe Al Jazira, a receber livros de familiares e que os estudantes do ensino médio possam realizar os exames na prisão.


"Esta é a primeira acção deste tipo em vários anos realizada pelos presos, unidos nas suas reivindicações legais", declarou, em Gaza, Rafat Haduna, principal responsável pelo Centro para o Estudo de Prisioneiros.

Portalangop

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