terça-feira, junho 08, 2010

O barco do retorno

Por Camilo Nogueira para vieiros:

Mas desta vez, atacando em aguas internacionais a navios procedentes de Turquia, os dirigentes israelis encabeçados por Benjamin Netanyahu aplicaram a força -um acto de pirateria como o qualificou o ministro turco de assuntos exteriores- contra o único Estado de maioria musulmana com o que mantinham relações de colaboração, mesmo de carácter militar. Um Estado que, a pouca distância da fronteira norte de Israel, desmente a pretensão de os israelis constituirem os guardas dos valores democráticos no Meio Oriente.

Provocaram a uma República que pertence à NATO e mantêm uma relação especial com EEUU. Cegados pola fanática soberbia aplicada na opresão dos palestinianos, esmagaram o trato com uma Turquia de 70 milhões de habitantes que, tendo pendente a solução da questão nacional curda num Estado com duas culturas, pretende entrar na União Européia e vive mergulhado numa acelerada modernização económica e social, com a memória não agressiva de ter sido o centro do Império Otomano que dominara em todo Meio Oriente, incluido o território actual de Israel e Palestina. Não puderam escolher um alvo pior para os seus interesses, no momento em que, mostrando a independência do seu país, o primeiro-ministro turco Recep Tayip Erdogan propiciou junto com o presidente do Brasil Lula da Silva um entendimento com o Irão (segundo Israel o seu inimigo principal) para resolver o enriquecimento de urânio para fins enérxeticos, tratando de impedir a extensão do armamento nuclear. As manifestações destes dias, especialmente em Estambul e no Diyarbakir curdo, parecem indicar que a respeito de Palestina o Governo da República Turca conta com o apoio da sociedade.

Depois do ataque em aguas internacionais nada será igual. A tolerância à atitude beligerante de Israel pode rematar, não ficando outro horizonte mas que o recoñecimento de um Estado palestino plenamente independente nas fronteiras anteriores à guerra de 1967, de acordo com as resoluções da ONU.

O caminho a percorrer estará, em todo o caso, cheio de atrancos. No Estado judeu domina a ideia do Grande Israel -para eles Judea, Samaria e Galilea- que lhes pertenceria por divina decisão, quer na forma extremista sonhando os seus partidários com a expulsão dos palestinos cara os Estados viciños, quer na estratégia orientada a debilitar a Autoridade Palestina, e também a de Hamás, para obrigá-los a rendírense e a aceitarem uma entidade estatal satélite e sem continuidade territorial num território ainda mais reduzido que o resultante da guerra de 1967. Estas visões paranoicas desdenham o facto de os milhões de palestinos que habitam tanto no interior do próprio Israel, como em Cisjordânia e em Gaza serem tantos como os israelis e muitos mais se se agregam os refugiados nos paises próximos, com a tendência a cresceren, contrastando isto com os límites inexoráveis da imigracão de judeus de outros partes do mundo. Não se pode ocultar também não que, por muito que hoje seja partilhada pola maioria dos Estados árabes ou muçulmanos, a ideia dos dous Estados tem contraditores no mundo islâmico, considerando a Israel como um Estado usurpador a derrotar.

O estabelecimento de um Estado palestino em convivência com o Estado judeu pode mesmo resultar impossível de não agir a comunidade internacional com a determinação e os meios precisos. Para solucionar um problema que sofrem os povos da região e envenena a situação mundial, pairando sobre as desgrazadas guerras do Afeganistão e Iraque, necessita-se das duas partes -resolvendo ademais os conflitos com Síria e Líbano- mas o acordo interno não se vai produzir sem uma mediação desde a ONU e com o protagonismo duradouro da UE e EEUU e também de paises como Turquia e Egipto. A mediação dos europeus será necessária porque apesar das feblezas da nossa acção internacional somos já os mais implicados na ajuda material à povoação palestina e porque no futuro seremos assim mesmo os que manteremos uma relação especial com os dous Estados mediterráneos. Também o será a intervenção dos estadounidenses, tendo em conta o seu poder objectivo e a relação particular que mantêm com os israelis, devendo estes saber que a obcecação interessada de EEUU no tratamento das questões do Meio Oriente não durará eternamente. Trata-se sobretodo de assegurar a existência de um Estado de Palestina plenamente independente, sem nenhum tipo de tutela ou submissão, garantindo ao mesmo tempo o Estado de Israel.

Não é a primeira vez que activistas comprometidos com a justiça tentam superar o bloqueio de Palestina. Também com participação galega. Em 1988 o deputado do PSG-Esquerda Galega Fernando Martínez Randulfe subiu com numerosos representantes políticos e jornalistas a um barco palestiniano da operação Retorno (Al Awda) para acompanhar a dous centos palestinos que pretendiam regressar a terra da que foram expulsos em 1967. Uma bomba colocada no barco no Chipre frustrou, como agora, a operação. A acção do deputado galego respondia a uma linha que no início da autonomia, em 1982, se expressara também numa proposta de resolução preparada para apresentar no Parlamento da Galiza por Esquerda Galega, defendendo “o direito incuestionável do povo palestino a ser dono da sua propria terra, a realizar-se em paz como nação e a decidir o seu próprio destino”ao mesmo tempo que se condenava “a constante agressão israeli” e se faziam votos “pola pronta instauração da paz e da convivência no Oriente Meio”. Mantivemo-la sempre desde Galiza, em particular desde o Parlamento Europeu e em missões a Gaza, Cisjordânia e Jerusalém, procurando parar tanto horror.

domingo, junho 06, 2010

Miles de persoas maniféstanse polo peche ‘inmediato’ de Ence

Medio centenar de organizacións entre as que se atopaban os concellos de Pontevedra, Marín, Poio, Vilaboa e Bueu, confrarías de pescadores e colectivos sociais apoiaron a mobilización que partiu das alamedas de Marín e Pontevedra para unirse ante as instalacións da celulosa ante a ría de Pontevedra.

Durante o percorrido e ante a fábrica, custodiada por axentes da Policía Nacional, os manifestantes corearon lemas como “goberne quen goberne, a ría non se vende” e algúns dos participantes na marcha protagonizaron altercados coas forzas de seguridade.

O presidente do colectivo ecoloxista, Antón Maza, sinalou que “se o PP quixera eliminalo como di, antes do 2018 o primeiro que ten que facer é non renovar no 2011 as autorizacións ambientais integradas a Ence e Elnosa, que conbipartito se deron se xeito ilegar e irregular”.
A APDR considera que a posíbel concesión a Ence da licenza para instalar unha planta de biomasa é “un intento de consolidar o complexo máis aló do ano 2018”

Entre outros persoeiros, á manifestación acudiron o alcalde de Pontevedra, Miguel Anxo Fernández Lores e a tenente de alcalde, Teresa Casal. O rexedor de Pontevedra reiterou que a posición do Concello con respecto á celulosa é “clara e con pasos firmes para que Ence se vaia” e criticou que nas mocións municipais contra as concesións outorgadas á fábrica a corporación local non se ve “apoiada pola Xunta”.

Pola súa banda, Teresa Casal comentou que a situación de Ence na ría é “errónea e non ten ningún sentido”, polo que cualificou a situación actual “como un robo para os pontevedreses”, xa que se pretende crear unha zona para actividades lúdicas e deportivas da cidade.

Manifesto

A concentración rematou coa lectura dun manifesto a cargo da secretaria da APDR, María Peón, no que cualificou de “mediáticas e oportunistas” as declaracións dos dirixentes da Xunta respecto ao seu compromiso para que Ence se traslade como data límite no 2018. Peón asegurou que o colectivo ecoloxista ao que pertence estará “alerta” ante as “verdadeiras” intencións do Goberno galego.

Peón agradeceu o apoio social “continuo” e recordou que a APDR demanda o peche do complexo fabril antes de finalizar a concesión administrativa dos terreos.

sexta-feira, junho 04, 2010

En tempo de crise Facenda céntrase nos máis febles

Un feixe de actuacións fiscais "disparatadas" que zoupan con máis gravidade entre a cidadanía na actual conxuntura de crise. É a avaliación que fai o Colectivo Especial de Técnicos da Facenda Pública (GHESTA), sobre o que está acontecendo a nivel estatal. Opinan os técnicos que en boa lóxica o Ministerio de Economía e Facenda, na procura de traballar en favor do equilibrio das contas públicas, debera loitar máis eficazmente contra a economía mergullada e contra os grandes defraudadores.

Pola contra, denuncia GHESTA, Facenda teima en poñer a súa lupa sobre os colectivos máis prexudicados pola crise e á vez por favorecer recortes nos servizos sociais. Un paradoxo nun Estado Español que ten unha das maiores bolsas de diñeiro negro da Unión Europea "equivalente o 23,3% do PIB, o que supón que 245 mil millóns escapan ao control do fisco anualmente".

Poderían recadarse 38 mil millóns máis ao ano
Consideran os técnicos de Facenda que se o executivo estatal actuase na liña en que eles propoñen, aumentando a marxe de manobra dos traballadores do fisco na loita contra a fraude, a economía escura podería reducirse en pouco tempo en até dez puntos porcentuais, conseguindo levala ás cifras de Francia ou Alemaña.

En números concretos isto implicaría, segundo avalía GHESTA, uns potenciais ingresos de 38 mil millóns de euros máis cada ano. Un procedemento que "permitiría rectificar absurdas situacións". Por este motivo, GHESTA enviaralles a próxima semana un documento ao respecto destas propostas aos grupos con representación parlamentaria no Congreso. Trataríase de modificacións específicas nas leis de IRPF e do Imposto de Sociedades.

"Disparates" que zoupan en 138mil desempregados, divorciados e empresas
Explican os técnicos de Facenda que o que está a acontecer en Galiza, entre outros, con máis de 138 mil desempregados, divorciados e empresas en creba, é exemplo da estratexia "equivocada, inxusta e ineficiente" que está impulsando o goberno español.

Unha estratexia que pon o punto de mira paradoxalmente nalgúns dos sectores máis prexudicados pola crise. É o que acontece cos máis de 130 mil desempregados galegos que en 2009 cobraron prestacións. Nestes casos, o límite para non estar obrigado a declarar o IRPF baixa desde os 22 mil aos 11.200 euros. Por outro lado, poñen o exemplo de persoas que perden a vivenda por non poder pagar a hipoteca. Se o prezo da poxa ou a débeda, incluídos os intereses moratorios e costas supera o prezo escriturado da vivenda, Facenda considera que "o desaloxado obtivo unha ganancia patrimonial" e esíxelle entre o 19 e o 21%. Os técnicos advirten doutro "filón" nos máis de 7 mil casos de separacións e divorcios producidos en Galiza: cando o ben principal da parella é a vivenda hipotecada, logo de que o cónxuxe que queda coa vivenda pida un préstamo para pagarlle a metade á ex parella, Facenda considera tamén "ganancia patrimonial" e reclama entre un 19 e o 21%.

De paso, GHESTA sinala que as situacións "disparatadas" tamén lle afectan a máis de mil empresas galegas, sociedades que entraron en proceso concursal o ano pasado e que no caso de chegar a un acordo con quita aos acredores, xa que non poden enfrontar a débeda, Facenda imputa de igual modo un beneficio a distribuír en varios exercicios que tributa no Imposto sobre Sociedades. Outro exemplo de situación "absurda", critican.

quinta-feira, junho 03, 2010

Faladoiro político: a reforma laboral e as medidas anticrise

'agalega.info

Os Comités na defensa dos servizos públicos!

Á atención do/a redactor/a xefe/a:
Os Comités, a organización estudantil maioritaria en Galiza, poñémonos en contacto co seu medio
para lle achegar o apoio da nosa organización á folga convocada na administración pública para o 8 de xuño e ás mobilizacións que a Confederación Intersindical Galega está a impulsar en resposta ás lesivas medidas económicas que o goberno español do PSOE aprobou e que afectan directamente aos empregados públicos.

Os Comités vemos con preocupación este tipo de medidas económicas nas que se sitúa o déficit
público como o principal problema da crise e que abren o camiño para futuros recortes que
degraden aínda máis os servizos públicos como o ensino. En moitas ocasións, preséntansenos estes traballadores e estas traballadoras coma se fosen uns privilexiados e unhas privilexiadas por teren un traballo fixo. Porén, hai unha importante masa de traballadores/as públicos con salarios base arredor dos 500 €, por debaixo mesmo do Salario Mínimo Interprofesional.
Unha parte deste recorte salarial será para administración do estado e a outra para a administración autonómica, mais non sabemos a que se destinará. O goberno da Xunta ben podería seguir facendo gala desa “austeridade” que tanto vende e seguir recortando os gastos superfluos, como o millón de euros que van gastar en propaganda para defender o Decreto do plurilingüismo ou a previsón de gasto de mil millóns de euros en convenios co ensino privado-concertado.

Os Comités compartimos a análise da CIG e apostamos por un cambio de modelo económico e por reformas estruturais profundas. A receita non está en recortarlles os dereitos e os salarios aos traballadores senón en introducir fórmulas de aforro, eliminar o plus de altos cargos, a dobre
estrutura da administración, eliminar as deputacións e as subdelegacións de goberno, entre outras.

Cómpre apostar tamén pola creación dunha banca pública e pola nacionalización dunha parte de
sectores estratéxicos como o enerxético. Deste xeito, desde os Comités posicionámonos contra calquera medida que recorte os dereitos dostraballores e das traballadoras. Témolo claro, nós somos o estudantado de hoxe e non queremos ser os traballadores precarios e as traballadoras precarias do mañá.

Sen ningún outro particular, reciba un afectuoso saúdo.

Comites

Grecia: preludio da crise global do capital.

Artigo de Adrián Sotelo Valencia para FESGA

Non é vaticinio, pero si a constatación da continuidade dun ciclo: se a crise grega non é manexada con coidado polos seus responsables (gobernos, empresarios e especuladores) –e escapa ás súas expectativas poderíase converter nunha crise global do réxime capitalista no mundo; en breve, partindo da súa bifurcación cara aos outros membros dos chamados pigs : acrónimo despectivo de orixe anglosaxoa co que se coñece ao grupo de países do sur de Europa constituído por Portugal, Italia e España, ademais de Grecia.

¿Por que se desencadea a crise no país helénico de pouco máis de 11 millóns de habitantes e 131,940 km²? Son moitas as hipóteses e foron esbozadas por unha variedade de autores especialistas no tema da crise. Nós situámonos na perspectiva científica e crítica da teoría do valor-traballo: canto maior é o desenvolvemento capitalista afianzado no aumento da capacidade produtiva do traballo debida ao progreso tecnolóxico e ao desenvolvemento das forzas produtivas materiais da sociedade capitalista global, tanto menor é a redución da magnitude (I) da que depende –dentro da xornada de traballo− o valor medio da forza de traballo determinado polo tempo de traballo socialmente necesario para a súa reprodución. Ocorre, entón, unha produción cada vez menor de valor que castiga a produción de plusvalía e, no longo prazo, provoca a caída da taxa de ganancia que é o motor do sistema. Esta é a primeira hipótese que expomos. A segunda hipótese refírese ao feito de que, derivado da anterior, a magnitude (II) relativa á plusvalía, ou tempo de traballo excedente non remunerado ao traballador, cada vez máis presenta dificultades para aumentar: noutras palabras o seu crecemento convértese en marxinal, é dicir, crece cada vez menos ao grao de que o seu crecemento pode chegar un punto no que cese. Este momento marca a irrupción da crise, das rupturas e das mutacións nas ordes económica, social e política.

Dentro do neoliberalismo, no curso das décadas dos oitenta e noventa do século pasado, a “saída” da crise do capital consistiu no desdobramento dos investimentos á esfera monetaria e financeira, en sentido estrito fortaleceuse o capital ficticio que se converteu en hexemónico ata a actualidade. A época estivo caracterizada por crises recorrentes estruturais que se desenvolveron nos países dependentes da periferia capitalista, desde a crise mexicana de 1982 ata a de arxentina de 2001-2002. Pero as cousas cambiaron a partir de decembro de 2007, 2008 e 2009, cando a crise do capital se despraza ao centro do centro do sistema económico capitalista: Estados Unidos e agora bifúrcase cara á eurozona, constituída por 16 países, pero tamén cobre a Gran Bretaña, Xapón, Rusia, Turquía e a algúns países de América Latina 2 como México −dependente da economía norteamericana− e Brasil fortemente dependente das importacións chinesas e cuxo goberno recentemente aprobou unha redución do gasto do Estado e autorizou o incremento das taxas de interese supostamente para conter o “sobrequentamento” da economía e o aumento da inflación.

A partir de aquí albiscamos dúas etapas do proceso da crise estrutural do capital.

A primeira caracterízase polas enormes dificultades do capital financeiro e das grandes empresas inmobiliarias que mergullaron ao sistema nunha profunda recesión que só vai ser paliada pola intervención do Estado a través dun apoio incondicional ao capital financeiro. Respecto diso un autor asevera correctamente que: “A dous anos de explotar a crise neoliberal non se prohibiu nin unha das transaccións financeiras que serven para especular, incrementar riscos e intensificar a volatilidade. En cambio, iníciase a última ofensiva na guerra para desmantelar o que queda dunha etapa na vida do capitalismo na que a solidariedade social e unha norma salarial que permitía facer fronte á deficiencia de demanda agregada importaban un pouco. “3

A segunda etapa, que se prolonga ata a actualidade (2010), caracterízase pola crise fiscal do Estado (derivada do apoio que este lle outorga ao capital financeiro ou, mellor dito, ao capital ficticio), o que nos fai recordar a obra do recoñecido autor James O’Connor, The Fiscal Crise of the State , onde certeramente postula a tese da crise do Estado de benestar desde a década dos setenta do século pasado e que agora se desdobra nos seus trazos estruturais sobre as clases traballadoras de todo o planeta. 4

Respecto diso un autor expón que: “A crise fiscal non tardará en chegar a outras economías desenvolvidas con contas fráxiles e endebedamentos excesivos. A causa da gran deterioración nas finanzas públicas foron as medidas adoptadas polos gobernos durante os últimos dous anos para conter as consecuencias da gravísima crise financeira que eclosionou nos Estados Unidos” (o “centro” do Centro do imperio)” “…e que logo se diseminou ao resto do sistema financeiro mundial. As políticas instrumentadas para salvar aos bancos e sacar as economías da recesión xeraron enormes déficit e forzado aos gobernos a endebedarse e a asumir compromisos financeiros que premerán as contas fiscais por moitos anos”.5 Mentres que o FMI advirte que a débeda pública pon ao mundo en risco doutra nova crise.6

A contrapartida da crise fiscal, que ocorre no medio da recesión e de graves problemas de sobreacumulación de capital e de diminución da masa de plusvalía creada no sistema, é o forte endebedamento das economías con bancos e acredores. É así como o sistema comeza a se fracturar pola insolvencia ou incapacidade de pagos dos países cuxo déficit é capitalistamente insostible. Deste xeito a débeda de Grecia representa 115,1% do seu produto interno bruto, a de Italia, 118%; a de Portugal, 76,8 e a de España, 53,2%, que se agravan por un crecente desemprego que, na eurozona, se calcula oficialmente pasa os 15 millóns de persoas e promete incrementarse.

Estrutura da débeda grega por países Europeos

Francia: 75.172 millóns de € (40% del total)

Alemaña: 45.003 millóns de €

Gran Bretaña: 15.089 millóns de €

Holanda: 11.892 millóns de €

Italia: 6.924 millóns de €

Bélxica: 3.600 millóns de €

Austria: 4.649 millóns de €

España: 1.273 millóns de €

Suecia: 684 millóns de €

Portugal: 9.746 millóns de €

Irlanda: 8.464 millóns de €

Total: 188.598 millóns de €

Fonte: Banco Internacional de Pagos de Basilea

No caso dos bancos alemáns (en si capital diñeiro que en rigor non xera valor nin plusvalía mentres non se recicla á esfera produtiva), segundos acredores de Grecia no seo da Unión Europea, 7.900 millóns corresponden ao banco hipotecario Hypo Real Está, nacionalizado o ano pasado debido ás dificultades para sobrevivir sen declarar a suspensión de pagos. O segundo banco alemán acredor da débeda Grega é o Commerzbank (un dos líderes do sistema bancario alemán con sucursais en máis de 40 países no mundo) a quen o país helénico adebeda 3.100 millóns, mentres que ao Deutsche Postbank Group (un dos principais bancos de Alemaña provedor de servizos financeiros que se atopa en mans do Estado), débelle 1.300 millóns en bonos e outros produtos financeiros gregos. A consorcios como o de seguros Munich, Grecia débelle 2.200 millóns e ao Allianz, o maior grupo europeo de seguros e un dos maiores aseguradores e provedores de servizos financeiros no mundo, 700 millóns, segundo o Banco Internacional de Pagos.

Neste contexto, o 7 de maio de 2010, os líderes dos 16 países da eurozona aprobaron un “paquete de rescate” a Grecia pola cantidade de 110.000 millóns de euros (uns 147.000 millóns de dólares), dos cales 80 millóns foron achegados por la UE e o resto polo FMI.7 As primeiras partidas da “axuda” millonaria deben chegar antes do día 19 porque o goberno grego ten que liquidar 9.000 millóns polo vencemento dos intereses da súa avultada débeda que ascende a 273.000 millóns e que corresponde a 115% do seu PIB.

Este paquete outórgase a cambio de impor á sociedade grega un draconiano programa de austeridade social que foi aprobado polo parlamento grego hexemonizado polo Movemento Socialista Panhelénico (PASOK) durante tres anos e que inclúe drásticos recortes no gasto público –con énfase no gasto social− co fin de reducir un déficit que alcanza 13,6% do PIB8 para situalo en 8,1% en 2011. Así mesmo, as pensións, os salarios de funcionarios e outros beneficios sociais da poboación serán recortados mentres aumentan os impostos á poboación. Cabe destacar que xa se aplicou un aumento de 10% nos impostos sobre o tabaco, o alcol e a gasolina, así como ao IVE; aumentou tamén a idade para xubilación e flexibilizáronse os despedimentos de traballadores e empregados, mentres que a reforma laboral está pendente.

O paquete, ademais, reforza as medidas orzamentarias en toda a Unión Europea (UE) con todas as consecuencias sociais que iso implica. Entre outras medidas adoptadas destaca un plan xeral de “rescate” por 750.000 millóns de euros (próximo a un billón de dólares), para todos os países europeos en crise e considérase o máis grande desde que os líderes do Grupo das 20 nacións máis importantes do mundo (G-20) acordaron inxectar diñeiro á economía global tras o colapso do banco Lehman Brothers en 2008, o cuarto banco de investimento en Estados Unidos rescatado polo goberno deste país.9

Con todo, esas medidas non atacan de raíz os problemas estruturais que xeraron a crise grega e, en xeral, do réxime do capital en Europa e no mundo, polo que están condenadas ao fracaso e a xerar novos paquetes de austeridade para a poboación. Confirmando o anterior, o presidente da Comisión Europea, José Manuel Durao Baroso, sinalou que “hai que apertarse aínda máis o cinto en pos dunha maior austeridade para que os socios da eurozona fagan esforzos adicionais co fin de atallar os seus avultados déficit públicos”.10 En particular, ese fracaso dáse entre outras cousas porque: “O ‘plan de rescate’ de Grecia non ataca aos beneficios e as rendas financeiras sobre a débeda”11 ; pola contra, estimúlaas e protexe. E o efecto “contaxio” da crise grega a outras países da rexión, debido á insuficiencia das medidas adoptadas, destácao a axencia calificadora Moody’s que ameaza con rebaixar a cualificación crediticia de Portugal e recortar máis a de Grecia a estatus “lixo”.12 “O contaxio estendeuse desde Grecia –historicamente un crédito máis débil no contexto da zona euro– a soberanos con métricas de crédito máis fortes como Portugal, Irlanda e España”, revelou Moody’s. A partir de aquí a imposición de paquetes de austeridade foise estendendo como lava a cada vez máis países do sur de Europa.

En efecto, o 12 de maio de 2010 o presidente socialdemócrata do Estado Español anunciou a posibilidade de que sexa posto en vigor un paquete de austeridade á poboación para reducir o déficit público do goberno de 11,1% a 3% entre 2010 e 2013. O obxectivo é “aforrar” 5.000 millóns máis en 2010 e un total de 10.000 en 2011. Deles, 1.200 sairán de comunidades e concellos. Tamén contempla diminuír en décimas a previsión do PIB para 2011.13 Para iso expón impulsar as seguintes medidas a través dun decreto lei:

- Reducir o salario 5% en media aos funcionarios (uns 2.600.0000 millóns) e mantelo conxelado en 2011.

- Suspender en 2011 a revalorización das pensións, excluíndo as non contributivas e as pensións mínimas.

- Eliminar o réxime transitorio para a xubilación parcial da Lei 402007.

- Eliminar a prestación por nacemento de euros 2.500 a partir do 1 de xaneiro (o “cheque-bebé”).

- Revisar o prezo dos medicamentos (non os de referencia) e adecuar as unidades do envase á duración estándar do tratamento (ata con monodose).

- Suprimir para novos solicitantes a retroactividade do pago por dependencia ao día da presentación, agás se a tramitación supera o límite de 6 meses.

- Reducir 6.045 millóns de investimento público estatal para 2010 e 2011, e 600 millóns de Axuda Oficial ao Desenvolvemento. 14

Un día despois do anuncio do plan español de austeridade o goberno de Portugal, en alianza co conservador Partido Social Demócrata (PSD), aprobou un aumento xeneralizado de impostos e un recorte drástico do gasto co obxectivo de “aforrar” 2.100 millóns e reducir o déficit público desde o 9% de 2009 a 7% do PIB en 201015 para, deste xeito, chegar a 4,6% (só 1,6%) sobre o límite de 3% que impón Bruxelas aos Estados da Unión Europea.

De acordo coa fonte citada do “El País”, o Plan de Austeridade do goberno portugués contempla as seguintes medidas que deterioran as condicións de vida e de traballo da poboación:

- Aumenta a presión fiscal en 1.000 millóns e recorta o gasto noutros 1.100 millóns.

- O IVE subirá un 1% en todos os chanzos e o tipo normal pasará de 20% a 21%.

- O novo imposto do rendemento das persoas físicas (IRS) incrementarase nun 1% para os salarios de ata 2.375 euros mensuais e un 1,5% para os que estean por encima dese valor.

- O imposto ás empresas terá unha tributación autónoma de 2,5% para as máis grandes, sobre todo para as institucións financeiras.

- O imposto sobre o capital aumentará un 1,5% para os tipos de interese dos depósitos a prazo, o que afectará tamén aos dividendos.

- O Goberno recortará 150 millóns nas indemnizacións compensatorias ás empresas públicas, 100 millóns (5%) nas transferencias do Estado aos concellos e rebaixará en 5% os salarios de ministros, deputados, alcaldes, xestores públicos.

Para os gobernos da Europa do gran capital, a crise redúcese á dimensión fiscal dos orzamentos públicos. Como existe un tope ao déficit público de 3%, entón pasalo implica a súa inmediata corrección. A segunda liña de preocupación é a defensa do euro, como “moeda soberana” que é o “cimento” da Unión: preocúpalles a “unidade” e consideran que calquera perturbación das economías pode quebrantala. De tal xeito que así xustifican a imposición das políticas de austeridade e a redución da dimensión social do decadente Estado de benestar consolidado logo da segunda guerra mundial do século pasado. O gran capital financeiro está no xeral de acordo coas medidas de austeridade adoptadas para “paliar” a crise, pero se opón rotundamente a ser obxecto de “axustes” que lesionen os seus intereses de clase, así como dos seus grandes capitais e empresas transnacionais.

Pola súa banda o FMI considera que as políticas de austeridade, que golpean gravemente aos traballadores europeos, constitúen a única alternativa de superación da crise fiscal e da suposta perda de competitividade internacional das economías. Respecto diso, o Primeiro Subdirector Xerente e Presidente Interino do Directorio Executivo, John Lipsky, sinalou:

“A economía grega viuse sacudida por unha reacción adversa do mercado nos últimos meses. Estas presións reflicten a preocupación acerca da sustentabilidade das finanzas públicas e a baixa competitividade. As medidas adoptadas inicialmente para resolver estes problemas non lograron restablecer a confianza do mercado, o que tivo repercusións adversas sobre o sector bancario… As autoridades gregas elaboraron agora un audaz programa integrado por sólidas medidas iniciais orientadas a recobrar a credibilidade e recuperar a confianza do mercado. O programa céntrase en i) restablecer a sustentabilidade fiscal, ii) incentivar a competitividade externa, e iii) salvagardar a estabilidade do sector financeiro. Para dar tempo a Grecia a aplicar estas reformas e demostrar unha traxectoria crible de aplicación de políticas adecuadas, así como para aliviar a carga do axuste sobre o pobo grego, a comunidade internacional puxo en marcha un programa de apoio financeiro sen precedente. As ambiciosas medidas que as autoridades gregas comprometéronse firmemente a aplicar no marco do programa, nun contexto de importantes riscos de contaxio a outros países, merecen un nivel excepcional de acceso aos recursos do FMI.”16

Como complemento do anterior o representante do FMI aclara que “A sólida implementación de reformas orientadas a flexibilizar o mercado de traballo, mellorar a competencia interna e racionalizar a administración pública” será esencial na “estratexia de recuperación da economía grega.

Como se pode apreciar o eixo da preocupación de gobernos e organismos internacionais radica no problema do déficit público e no mercado, que proporcionan o rumbo e os “bos sinais” para os empresarios para decidir investir ou contraer os seus investimentos, como o revela o seguinte diagnóstico do FMI:

“Tras amplas consultas coa Comisión Europea, as autoridades gregas anunciaron medidas fiscais adicionais en febreiro e marzo de 2010, pero estas medidas tampouco lograron afianzar plenamente a confianza do mercado . Para rematar, a inestabilidade nos mercados agudizouse como consecuencia do que parecían seguridades de financiamento insuficientemente claras por parte dos países socios da zona do euro. Como resultado, a confianza do mercado deteriorouse aínda máis, e a preocupación con respecto á sustentabilidade fiscal agudizouse, agravando a crise de confianza. O acceso ao financiamento externo esgotouse e os diferenciais dos títulos do goberno ampliáronse drasticamente, o que creou a ameaza de conducir á economía a unha espiral descendente de novos riscos”. 17

Por iso o Programa de austeridade do goberno grego resúmese nestes tres eixos:

1) Restablecer a confianza e a sustentabilidade fiscal.

2) Restablecer a competitividade da economía.

3) Salvagardar a estabilidade do sector financeiro, é dicir, do capital ficticio que en boa parte é o responsable da crise.

Fronte ás ficcións de certas correntes de pensamento dominantes na época do neoliberalismo, que negaban non só a perda de perspectiva de loita dos traballadores senón, ademais, a mesma existencia do mundo do traballo e do seu protagonista: o obreiro, consideramos que esta crise marca o preludio do rexurdimento dun suxeito histórico, certamente renovado pola incorporación de sectores e clases sociais do mundo proletario, que vai dar a resposta ante as arremetidas do capital e do Estado nesta conxuntura histórica da crise capitalista caracterizada, como asentamos ao principio, pola diminución relativa da produción do valor e polas crecentes dificultades que atopa o capital social global para seguir incrementando tanto a masa como a cota de plusvalía. Por todo iso ao capital non lle queda outra alternativa que facelo a partir da expropiación do fondo de consumo e de vida da forza de traballo e estendendo a superexplotación do traballo no seo mesmo dos países do capitalismo avanzado.

Notas:

1 El autor é, sociólogo, investigador do Centro de Estudos Latinoamericanos da Facultade de Ciencias Políticas e Sociais da UNAM

2 Eleni Belu, “A crise económica capitalista internacional”, Revista Comunista Internacional, núm. 1, 2009-2010, p. 15. Unha boa análise destes cambios estruturais en América Latina atópase en CEPAL, Panorama da inserción internacional de América Latina e o Caribe . Crise e espazos de cooperación rexional , Nacións Unidas, Santiago de Chile, 2008-2009, outubro de 2009, dispoñible en internet: http:www.eclac.orgcgi-bingetProd.asp?xml=publicaciónsxml636906P36906.xml&xsl=comerciotplp9f.xsl&basee=comerciotpltop-bottom.xsl.

3 Alejandro Nadal, “A Unión Europea rescata o proxecto neoliberal “, La Jorrnada , 12 de maio de 2010.

4 A crise do welfare state europeo orixinouse coa firma do Tratado de Maastricht o 7 de febreiro de 1992 que entrou en vigor o 1 de novembro de 1993 e co que se constituíu a actual Unión Europea (UE).

5 O mundo prefire non ver a próxima crise fiscal”, Rebelión, 31-03-2010.

6 La Jornada, 20 de abril de 2010.

7 Cf. FMI, Comunicado de Prensa Non. 1087 (S) de 9
de maio de 2010, en: http:www.imf.orgexternalspanishnpsecpr2010pr10187s.htm .

8 La Jornada, 08 de maio de 2010

9 La Jornada 08 de maio de 2010.

10 La Jornada, ” Recibe Grecia fondos de FMI-UE para salvala da bancarrota”, 12 de maio de 2010.

11 ” Roubo organizado contra Grecia”, 10 de maio de 2010.

12 La Jornada, ” Recibe Grecia fondos de FMI-UE para salvala da bancarrota”, 13 de maio de 2010

13 El País online , Plan de choque de Zapatero”, http:www.elpais.comarticuloespanaZapaterodáenvorcoestratexiarecortesoldospublicosprecedenteselpepunac20100513elpepinac_1Tes , 13 de maio de 2010.

14 Idem.

15 Idem.

16 FMI, Comunicado de Prensa Non. 1087 (S) de 9
de maio de 2010, en: http:www.imf.orgexternalspanishnpsecpr2010pr10187s.htm .

17 Idem. Negritas e subliñados nosos.

As 7 grandes cidades galegas acumulan unha débeda viva de 314,5 millóns e as deputacións de 235

As sete maiores cidades galegas - - A Coruña, Ferrol, Santiago, Vigo, Pontevedra, Ourense e Lugo - - acumulaban a 31 de decembro de 2009 unha débeda viva - - a que exclúe as cantidades que se deben aos provedores - - de 314,5 millóns de euros; mentres que a das catro deputacións provinciais ascendía a 235 millóns, segundo os datos de Gestha (técnicos de Facenda).

A entidade cunha maior débeda en Galicia é a Deputación da Coruña, con 90,5 millóns de euros; seguida da capital da provincia, que debe unha cantidade de máis de 76 millóns. A institución provincial de Pontevedra debe 71,6 millóns; fronte aos 64,1 da ourensá e os 8,8 da lucense.

No referente aos concellos, tras A Coruña; a maior débeda corresponde á capital galega, con 66,5 millóns de euros; seguida de Ourense, con 45,3 millóns; Lugo, con 40,2 millóns; Vigo, con 37,7; Ferrol, con 26,1; e Pontevedra, con 22,7 millóns.

No ámbito estatal, os concellos máis endebedados son os de Madrid (6.776, 8 millóns de euros), Valencia (834,2 millóns) e a Deputación Foral de Biscaia (758,5 millóns). Séguenlles de cerca Barcelona (753 millóns), Zaragoza (751,9 millóns) e Málaga (719,7 millóns).

A Peneira Dixital

O MpDC denuncia que a Subdelegación do Goberno de Pontevedra pretenda afogar con multas a sindicalistas

A Federación Galega de Alimentación, Mar, Transporte, Textil e Telecomunicacións (FGAMT) sinala o subdelegado do Goberno, Delfín Fernández, como responsábel da “persecución e intento de criminalización” que está a sufrir a central nacionalista polo seu papel no conflito laboral aberto na conserveira viguesa Alfageme.

O secretario nacional da FGAMT, Xosé Fernández Piñeiro, recibiu tres multas -que xa foron recorridas polo sindicato- en representación do comité de empresa despois das distintas mobilizacións protagonizadas polas traballadoras e traballadores.

O MpDC xa denunciou recentemente que a CIG nos últimos meses recibiu unhas 400 multas desde a Delegación do Goberno. Cando os sindicalistas asisten as concentracións e manifestacións, a policía dedicase a controlar que os sindicalistas non se moven dos espazo que teñen asinado para levar a cabo a súa protesta, é dicir, que un sindicalista se a lonxe un metro do lugar de concentración é obxecto de multa por parte da Delegación do Goberno.

Tanto o Movemento como CIG están convencidos de que isto supón unha actuación deliberada contra o sindicato e unha maneira de exercer presión e así coartar a súa libre actuación sindical. Pola súa banda, o secretario nacional da FGAMT-CIG, Xosé Fernández Piñeiro, acusa de “persecución e intento de criminalización” o subdelegado do Goberno español en Pontevedra, Delfín Fernández .

Piñeiro adiantou tamén que a consecuencia desta denuncia o vindeiro martes 8 de xuño terá que enfrontarse a un xuízo de faltas -acúsaselle de ameazas e coaccións- que se vai celebrar en Vigo.

En canto ás sancións, que poden oscilar entre os 300 e os 30.000 euros, sinalou que se basean en cuestións como non ter solicitado manifestacións dentro do prazo, cambiar o itinerario das marchas sen comunicación ou organizar concentracións. Ao respecto, o MpDC denuncia unha vez máis a desproporción que supoñen estas medidas excesivamente gravosas. O colectivo entende que moitas multas cabe impór a administracións, a institucións que incumpren sangrantemente a legalidade e considera estas sancións económicas como unha medida intimidatoria contra o sindicalismo que fai fronte precisamente a esas imposicións.

Neste senso, Piñeiro lembra que en Compostela se levaron a cabo mobilizacións sen autorizar convocadas por un sindicato español fronte ao Igape “e non houbo nin acusacións nin multas”. Diante disto, o dirixente sindical non dubida en cualificar a figura de Delfín Fernández como “digno herdeiro dos delegados franquistas que durante a ditadura colocaban como comisarios políticos fronte ás protestas dos traballadores”.

O Movemento agarda que estes sucesos non teñan continuidade e que a Xustiza repare o nome e o traballo que polos dereitos das e dos traballadores realizan este e outros moitos e moitas responsábeis sindicais que ven coartadas as súas liberdades á hora de exerceren, por un lado o seu traballo e por outro os seus dereitos.

Mpdc

quarta-feira, junho 02, 2010

“É suicida non reivindicar a Prisciliano”

“Era un santo, non un herexe dexenerado”. Con esa rotundidade, Victorino Pérez Prieto (Hopistal del Órbigo, León, 1954) define a Prisciliano despois de desenvolver un profundo traballo de investigación sobre o mártir e pensador do século IV. Baixo o título Prisciliano na cultura galega. Un símbolo necesario (Galaxia, 2010), Victorino Pérez Prieto redescobre a figura de Prisciliano e a súa influencia na cultura do noso país. Este investigador e profesor das Universidades de Santiago e da Coruña presentou onte na compostelá Libraría Couceiro esta obra que xa se pode considerar un dos grandes títulos de referencia para achegarse á figura de Prisciliano. Acompañado por Víctor Freixanes e Manuel Rivas, Pérez Prieto explicou as claves desta mítica figura da nosa historia.

O título da súa obra suxire de entrada unha preguntan tan xenérica como profunda. Que significa Prisciliano para a cultura galega?

Significa un home do século IV que, nacido ou non en Galicia, foi na nosa terra onde realizou o seu labor, a súa prédica. Particularmente realizou ese labor entre os galegos até un punto que despois da súa morte o seu pensamento durou séculos. Os alicerces da cultura galega, cando nin sequera existía o galego como lingua, están en Prisciliano, unha figura con gran repercusión xa non só en Iberia, tamén Europa. Non reivindicalo é para Galicia un acto suicida.

De que xeito se reivindica nesta obra a Prisciliano?

O libro cumpre un dobre obxectivo nese sentido. O primeiro é realizar un achegamento serio e científico a Prisciliano, valorando o que podemos construír metodoloxicamente da súa historia. O segundo é valorar, ao mesmo tempo, a dimensión simbólica e mítica de Prisciliano. Por que Prisciliano é un símbolo necesario? Porque Galicia precisa símbolos. Todos os pobos –e máis un pobo sen estado– defende a súa identidade máis con símbolos que con discursos. A identidade galega podémola defender dende a súa cultura e a súa idiosincrasia.

Prisciliano foi unha figura silenciada e maltratada durante séculos. Despois de tanto silencio ao seu redor, cales son os grandes enigmas que aínda quedan pendentes?

O primeiro é a confusión que hai no sentido de diferenciar o que é Prisciliano do que é o priscilianismo que houbo despois da súa morte. O seu pensamento ía por un proxecto de Igrexa con raíces no Evanxeo e máis próximo á que buscaba Cristo, moi diferente da xerarquía no catolicismo que foi nacendo co casoiro entre a Igrexa e o Imperio. Logo, todo iso tivo un carácter popular que foi deslindando o pensamento. Por exemplo, non hai moito fixéronme unha pregunta que era: Prisciliano, o último druída? Pois non. El, durante a mocidade, tivera unha relación co druidismo, pero abandonouno cando se converteu ao cristianismo. Cando se lle acusa de ser astrólogo ou maniqueo non se é fiel á realidade.

Se está enterrado ou non na Catedral de Santiago segue a ser un enigma?

Como teño escrito no libro, é imposible garantir que a tumba de Prisciliano estea nos alicerces da Catedral. É imposible aseguralo, pero o que si que podemos dicir con seguridade é que foi enterrado en Galicia con grandes cerimonias. Hai outro elemento do que estou seguro e outros investigadores tamén: que a memoria xacobeo subsumiu a memoria priscilianista, unha memoria dun mártir executado de forma inxusta. Ese cambio foi construído a partir dunha serie de intereses políticos e económicos. Agora ben, nada máis lonxe da miña intención meterme co Camiño de Santiago, que é unha gran riqueza espiritual e cultural, pero a verdade é que a maioría de peregrinos non terían problemas se lle dixeran que non é o Apóstolo, que é Prisciliano o que alí está. Cambiar un mártir por outro non significaría realmente un problema porque Prisciliano era un santo, non un herexe dexenerado. O culto pola riqueza xa non é como o de antes e o importante do Camiño está na espiritualidade.

Como se analiza no seu libro a pegada de Prisciliano na cultura galega?

Hai tres grandes capítulos sobre o tema. O primeiro céntrase na Ilustración, no Romanticismo, naquela época de detractores furibundos como o cura de Friume, o Padre Sarmiento ou Antonio López Ferreio, o gran historiador, que insultou moitísimo a Prisciliano, chamouno mesmo miasma metafísica. A segunda parte céntrase na xeración Nós. Otero Pedrayo cualificábao de mártir simbólico e Risco falou del como dun persoeiro fundamental, aínda que despois da Guerra Civil achegouse ao ultracatolicismo e definiuno como herexe. Castelao, pola súa banda, falou de Prisciliano como símbolo de Galicia e considérao como o primeiro inmortal galego. Na terceira parte fálase dende a xeración Nós até a actualidade.

Como foi o proceso de investigación?

Podemos dicir deste libro moitas cousas, pero non que sexa precipitado. O meu interese por Prisciliano vén polo meu achegamento a Pedrayo. Por outra banda, participei ao longo dos anos en simposios sobre o tema. Foi un proceso longo, pero hai tres anos decidín facer un libro documentado, con teses discutibles, pero serias. Ademais, este verán asistirei en Ortigueira os días 13, 14 e 15 de xullo a un curso sobre Prisciliano no que se debaterá sobre a súa figura.

Xornal

Privatizalo todo

Por Manuel Mera para GzNacion:

A solución dos problemas do momento semella que pasa por privatizalo todo, aínda que non se emprega desta volta como argumento aquel de fai uns anos de que así se millora a xestión dos recursos, ninguén o aceptaría despois dunha crise tan fonda, que foi empurrada pola especulación financeira e as sucesivas burbullas xeradas na economía. O privado xa non é sinónimo de eficiencia. Por iso, agora afírmase que son necesarios os recursos privados para manter o investimento nos servizos públicos básicos e que as empresas (as grandes) son fundamentais pra recuperar o emprego e dar folgos á economía.

Agora ben, ninguén pode ignorar, que cando o capital privado executa un servizo público é pra obter lucros, polo que medra o seu custe, que ao final terá que ser asumido vía impostos polos cidadáns. En moitos casos ao principio, por pura estratexia empresarial (pra asegurar o contrato) o prezo da prestación é máis baixo, porén a medio prazo sempre resulta máis caro, tal como se pode comprobar naqueles servizos que foron privatizados nas últimas décadas. E, cando se rebaixan os custes é porque se foron reducindo as prestacións ou estas perderon calidade.

Semella que hoxe máis que nunca os recursos públicos están fundamentalmente ao servizo dos grandes grupos económicos, que deste xeito amplían o ámbito dos negocios a sectores onde os gaños están asegurados, deixando ás veces as actividades menos lucrativas ou arriscadas pra pequena e mediana empresa. Esta capacidade de presión sobre as administracións ou subordinación destas permite que cando a burguesía ten dificultades no mercado, por exemplo por non ser competitiva fronte a empresas exteriores, sinxelamente preme ao governo pra conseguir algún tipo de achegas ou privatizar mediante concesións de servizos e prestacións públicas.

A alta burguesía por unha banda adora a globalización (que seica lles abre o mundo pra facer negocios) porén pola outra usa os cartos públicos pra canear as regras impostas internacionalmente; aínda que despois, cinicamente, atacan a clase traballadora e os territorios dependentes cando piden mecanismos de proteción con efectos semellantes.

Estamos nun período de conxuntura no que se está redefinindo o mundo. Trátase dunha loita en tres frontes polo reparto da renda producida, entre: as clases sociais, os territorios, e os sectores económicos. Todo indica que a Unión Europea está perdendo a batalla territorial por mor do ascenso de novas potencias e da súa dependencia dos Estados Unidos. Ademais, é moi feble nos sectores que están en auxe, como o enerxético, o financeiro, a información e o lecer. Estes reaxustes teñen consecuencias no eido internacional porén tamén no interno da Unión Europea e ademais nos territorios dos propios estados que a compoñen. Ou sexa: medrarán a opresión, o intercambio desigual, a discriminación. Son estas, recomposicións dentro das clases dominantes.

Ademais, no conxunto da Unión Europea, dado que é a resposta máis sinxela pra manter as taxas de beneficios do gran capital, tendo en conta a falta dunha oposición organizada e masiva, preténdese aumentar á explotación sobre a clase traballadora e reducir as conquistas sociais. É unha saída que bota todos os custes sobre as clases subalternas e os territorios máis febles, que non obriga a ningún cuestionamento da alianza co imperialismo hexemónico, e permite facer causa común na loita contra as potencias emerxentes e a periferia alternativa (a ALBA).

Unha saída social á crise, que teña en conta os intereses da maioría, forzosamente obrigaría a fondas mudanzas no sistema económico, xa que as medidas keynesianas non son hoxe de consenso pra burguesía. Por iso, estas privatizacións non son casuais nen conxunturais, nen consecuencia de intereses de grupo, senón unha aposta estratéxica das clases dominantes. Unha vía que non ten asegurado o éxito, e que, todo indica, pode deprimir máis a economía, aumentar o desemprego e a pobreza. Neste contexto é que o PP, sempre tan servizal cos empresarios, tomou a bulir medidas de privatización de servizos públicos, porén o PSOE, facendo máis teatro, podemos dicir sen temor a nos trabucar que seguirá a mesma andaina. Por iso, malia que avance de vagar, a loita de clases ferverá en Europa, por máis que haxa partidos e sindicatos que, coma a avestruz, pensen que non son máis que atrancos conxunturais.

Julio Fariñas: o periodista-policial de La Voz que “adverte” os independentistas

No dia de ontem La Voz de Galicia publicava no seu site a nova sentença do Tribunal Supremo aos independentistas Santiago Vigo e José Manuel Sanches, informaçom filtrada à que nem o advogado, procuradora e afectados directos tiveram acesso. A notícia ia acompanhada de um artigo de Julio Álvarez Fariñas, no que mandava “un aviso para navegantes” ao independentismo galego, que ele chama burlescamente “jarraiciños”. Mas quem é esse tal Julio Fariñas? Umha exaustiva reportagem do Novas da Galiza da autoria de Artur Ponte dá conta do seu historial. Esta é umha boa ocasiom para volver a publicá-lo.

Julio Fariñas ou o aval mediático das estratégias repressivas do Estado na Galiza

A informaçom mais relevante em torno à repressom que cobre as páginas do diário de maior difussom no País parte do seu perito na questom, o jornalista Julio Álvarez Fariñas. O Chefe de secçom de La Voz de Galicia começou como delegado em Vila Garcia nos inícios da década de 80, enroupado polos polícias dedicados ao narcotráfico.Das amizades policiais aos contactos judiciais foi ascendendo até chegar a ser um assíduo da Audiência Nacional, onde se move como bem poucos jornalistas o podem fazer. A sua especialidade é o narcotráfico e todo o que provir dos grandes tribunais, entre o que destaca a perseguiçom do independentismo, que tem apoiado desde a actividade do EGPGC, passando pola Operaçom Castinheira ou pola campanha de criminalizaçom posterior que doseada e calculadamente foi promovendo o citado jornal. Conta com fontes provenientes das mais altas instáncias do Estado, que premiam a sua obediência proporcionando-lhe informaçons em exclusivo, sabedoras de contarem com um comunicador leal.

ARTUR PONTE / Julio Álvarez Fariñas destaca-se por defender incondicionalmente a modalidade de repressom sobre o narcotráfico em vigor desde há mais de vinte anos, a mesma que se revelou irregular e ineficaz de maneira continuada. Como é sabido, a prática totalidade das grandes confiscaçons de droga produzem-se a partir de 'delaçons' procedentes de bandas rivais que procuram desta maneira protecçom. Sem necessidade de investigaçons e com o aval de juízes questionados polos seus próprios companheiros, conseguem as suas medalhas com umha série de barcos apanhados cada certo tempo que, como o próprio Julio Fariñas reconhece, só atingem 25% da droga introduzida conforme as estimaçons mais optimistas.

Estas práticas, que exigem a colaboraçom de um bom número de narcos, acompanhadas polas dotaçons de fundos reservados para 'gastos de informaçom' e a utilizaçom de mecanismos ilegais nas operaçons repressivas dam forma a um coquetel que alimenta a espiral de corrupçom que costuma acompanhar a luita contra o tráfico de drogas, como reconhecem integrantes dos corpos repressivos e jornalistas especializados.

Isso sim, com a colaboraçom de jornalistas disciplinados o Estado consegue transmitir que existe umha luita permanente contra a máfia das drogas, com o objectivo de mostrar-se implacável perante a sua problemática e "anestesiar a cidadania" nas palavras de especialistas no ámbito. No entanto, o consumo de substáncias como a cocaína continua a disparar-se, o que necessariamente exige maiores quantidades de droga num mercado bem abastecido, o que demonstra que as amplificadas operaçons repressivas nom evitam o desenvolvimento deste tipo de economia paralela, antes polo contrário prestam a protecçom necessária que requerem certos narcos para agirem. Fontes consultadas polo Novas da Galiza asseguram que qualquer organizaçom de envergadura dedicada ao tráfico de drogas precisa de cooperaçom policial para subsistir mais de um ano.

Até Audiência Nacional demaos dadas com Enrique León

O que ia ser presidente da Cámara de Vila Garcia e tivo que renunciar ao cargo por 'inelegível', Enrique León Calviño, foi o primeiro valedor de Julio Fariñas na época em que atingiu o posto de comissário da Polícia Nacional nesta localidade, após concluir os estudos de direito pola UNED em meados da década de 80. Apresentou-lhe diferentes mandos policiais identificando-o como jornalista em que podiam confiar para a cobertura informativa das suas intervençons. O ex-comissário e ex-conselheiro 'popular' Jesús Palmou, que coincidira com León nas academias policiais, foi outro dos notáveis aos quais o jornalista acedeu graças à sua mediaçom. E também facilitou o seu contacto com relevantes membros da judicatura, como o hoje fiscalchefe da Audiência Nacional, Javier Zaragoza Aguado, com o qual ainda mantém certa relaçom, conhecendo-o desde a Operaçom Nécora.

Responsáveis polo Serviço de Vigiláncia Aduaneira (SVA) também servírom à sua ascensom entre os tribunais pola confiança que nele tivérom para lhe apresentar, por exemplo, a defunta fiscal do tribunal de excepçom Carmen Tagle. A sua relaçom com o SVA operativo na Galiza mantém-se pola sua relaçom com Hermelino Alonso Eiras, o seu responsável, cujas actuaçons fôrom postas em questom na própria Audiência Nacional. A defesa deste dirigente de Aduanas contrasta com informaçons procedentes da luita contra o narcotráfico, que asseguram que o jornalista era conhecedor em 2001 de diferentes actividades ilícitas em que participou e que fôrom em boa medida desvendadas por esta publicaçom.

O altifalante judicial da Operaçom Castinheira

Enquanto os e as processadas na seqüência da Operaçom Castinheira desconheciam a situaçom do seu caso judicial, era La Voz de Galicia a tornar pública a informaçom, indicando o juiz ou juíza que levaria o procedimento e diferentes pormenores aos quais nem os seus advogados tiveram acesso. Os contactos de Julio Fariñas na Audiência Nacional e em diferentes estamentos da Guarda Civil forneciam-lhe a informaçom necessária. De facto, a fotografia de Antom Garcia Matos que publicava este diário fora tirada por um agente do corpo armado durante o registo da sua vivenda. O tratamento que La Voz fijo das operaçons repressivas e do fenómeno da violência procurava gerar preocupaçom social com destaques como "Um assunto que por agora só preocupa os meios policiais" [*] ou títulos categóricos como "Independentistas radicais galegos preparam o retorno à violência".

O seu papel como polícia da pena já tinha destacado na época em que o EGPGC desenvolvera a sua actividade armada, quando Álvarez Farinhas fora assinalado por diferentes independentistas polo seu tratamento informativo criminalizador e mesmo burlesco, assinalam fontes que viveram de perto os acontecimentos desta etapa, em que as apariçons mediáticas do independentismo costumavam ter um carácter informativo bem distante da unanimidade criminalizadora que define a repercussom do movimento independentista na imprensa do momento. Julio Fariñas ou o aval mediático das estratégias repressivas do Estado na Galiza

Os porta-vozes das guerras propagandísticas

Conta com fontes provenientes das mais altas instáncias do Estado, que premiam a sua obediência proporcionando-lhe informaçons em exclusivo, sabedoras de contarem com um comunicador leal Qualquer estado que utilize mecanismos ilícitos para defender a sua hegemonia precisa de cobertura mediática para defender o seu papel e ocultar o que nom se deva saber. Os EUA aprendêrom bem isso no Vietname, onde a maior derrota nom foi só a militar, mas a da opiniom pública da própria casa, que forçou a retirada horrorizada polos crimes que conhecia graças aos jornalistas independentes que ali jogavam a vida. Mas tomárom conta da liçom e desde entom restringem o acesso informativo nas guerras, dando pé à criaçom de 'pools' de imprensa, gabinetes selectos de jornalistas identificados em profundidade para cobrir operaçons delicadas ou propagar notícias interessadas. A difusom da informaçom secreta procedente dos altos tribunais e das esquadras policiais distribui-se também desta maneira, escolhendo ao pormenor com que jornalistas se conta. A estes jornalistas exige-se "umha entrega total", impedindo-se-lhes "questionar o mais mínimo a estratégia e os meios", afirmam jornalistas consultados com experiência na investigaçom do narcotráfico. Desta maneira, a procura da independência jornalística enfrenta numerosos valados que dificultam a sua existência, especialmente nas temáticas assinaladas e no acesso a informaçom que a sociedade procura conhecer. E assim, Julio Fariñas nom só tratou de drogas e independentistas; encarregou-se de tranquilizar os ánimos da indignaçom perante os incêndios e as suas máfias assegurando que o Verao passado só tinha acontecido "o mesmo de sempre e um pouco mais", vinculando os numerosos indícios de organizaçom incendiária à "psicose reinante" e à "fantasia popular", sempre conforme as suas privilegiadas fontes policiais. Também foi enviado especial ao longo dos últimos anos em Cuba, Miami e Venezuela, de onde se encarregava de reproduzir a propaganda estado-unidense mercê às suas conexons, por exemplo, com o golpista Juán Fernández, o que fora director da empresa petroleira estatal e que hoje descansa na localidade galega de Carral de onde é originário. Os diferentes poderes precisam e promovem este tipo de jornalistas que, por sua vez, precisam do poder para manter as suas exclusivas teledirigidas, aquelas que exibirám como revelaçons de investigaçons meritórias, enquanto o seu trabalho costuma reduzir-se a exercer de simples correias de transmissom, imprescindíveis para manterem a posiçom e o prestígio dos que neles mandam.

galizalivre.org

Censuran un boletín do equipo de normalización nun colexio de Tui

Segundo se pode ler no blogue 'Cousas Minhas', o dito boletín era repartido polo Equipo de Normalización e Dinamización Lingüística do CEIP de Randufe (Tui) reparte entre a comunidade escolar, profesorado e nais e pais do alumnado.

O curioso do asunto é que o director, que forma parte do ENDL, aprobou os contidos do boletín en cuestión, xunto co resto dos membros do equipo. O motivo de retirar o boletín do taboleiro, era, segundo se describe nos "Antecedentes" da resolución, que un pai protestou polo contido dunha páxina, que facía referencia a unha viñeta da revista Retranca, alusiva á política lingüística do actual presidente da Xunta, Núñez Feijoo.

A CIG-Ensino tentou, nunha reunión, acadar unha solución dialogada sen que transcendese do centro. A reunión foi "tensa e infrutuosa".

Finalmente, foi a Xunta de Persoal Docente quen emitiu unha resolución, na que acordou:

1.- Rexeitar a actuación do director pola que retirou o boletín aprobado polo ENDJ.

2.- Defender o seu dereito de liberdade de cátedra.

3.- Amparar a comunidade escolar de recibir libremente información veraz por calquera medio de difusión.

4.- Esixir que se repoña inmediatamente por parte da dirección o boletín no seu lugar.

Velaquí a resolución da Xunta de Persoal Docente

San Simón: De como "aillar" aínda máis a memoria desta illa

Illa de San Simón
Semella que o obxectivo é borrar o rastro do sucedido na illa de San Simón. O proxecto que presenta a Consellaría camiña cara a incompatibilidade da súa dinamización cultural e turística co feito incuestionábel de que "San Simón" foi o corredor da morte de milleiros de persoas que agardaron sentenza nese paradisíaco lugar e que vivían cada segundo coma se fóra o último, saboreando cada mirada, cada conversa, cada sorriso, cada bágoa...

Sen entrar nas causas políticas de quen obedece a unha pesada herdanza ideolóxica que parece incapaz de superar, simplemente desde a perspectiva puramente comercial, mesmo excluíndo todas as outras consideracións que para moitos teñen máis importancia, esta decisión é un despropósito.

Certamente, o anterior goberno soubo demostrar que era compatíbeis e rendíbeis o uso deste espazo como lugar da memoria coa súa promoción turística e aínda que quedou a medias o seu desenvolvemento, é concluínte que desprezar este aspecto é empobrecer a oferta e o atractivo deste "produto". Poñéndose xa na posición dos que só teñen unha concepción economicista, queda en evidencia o carácter militante, exclusivamente partidista, de quen desbota esta dimensión.

Se Auschwitz recibe ao ano 1 millón 300 mil visitantes non é pola súa beleza natural, e se manteñen enchufado o mausoleo de Lenin non é porque os gobernantes actuais de Rusia lle teñan simpatía, senón porque recibe mais de un millón de visitas (3000 diarias). A memoria vende. E administracións de moi diferente signo teñen iso claro, só desde unha cegueira ideoloxista moi torpe se podería caer na tentación de mudar de política a respecto da illa de San Simón, desprezando un reclamo máis ao que só se lle fai unha referencia obrigada sen ningún contido detrás.

Isto, o beneficio crematístico, para asociacións sen "animo de lucro" como as que se dedican a recuperación da memoria histórica non é obviamente a razón do seu desasosego, máis si que lle resulta preocupante pois aínda que houbese distancia ideolóxica entre os novos administradores da Illa e estas entidades, si que cabía, cando menos, poder chegar a un punto de encontro entre uns e outros pola posibilidade de confluír o interese económico e o memorialista.

O 18 de xullo do ano pasado, como xa é tradicional fíxose unha homenaxe na Illa aos presos que alí estiveran e aproveitouse para ter unha xuntanza entre diversas asociacións que manifestaron a súa inquietude, facendo pública unha declaración na que se alertaba sobre o cambio de política que se viña detectando sobre este asunto. Diante do curso dos acontecementos, o día 5 de xaneiro de 2010, 18 colectivos asinaron un manifesto que a respecto da Illa dicía o seguinte:

"Perante o cambio de usos para a Illa de San Simón, demandamos que a mencionada illa sexa considerada "Lugar da Memoria" de especial significación na historia de Galicia e como tal debe ser sinalizado, patrimonializado e promovido, de maneira que alí se poidan desenvolver todo tipo de actos de recoñecemento, homenaxe e difusión da memoria de todas aquelas persoas que sufriron a perda da vida e da liberdade por ser demócratas".

Finalmente, no día 28 de maio fíxose unha presentación do proxecto que a Consellaría de Cultura ten para a Illa de San Simón, e confirmouse as sospeitas que apuntaban na dirección de relegar a memoria histórica a unha cita baleira. Diante disto acordouse urxentemente enviar un comunicado e solicitar unha entrevista co novo xerente da Fundación "Illa de San Simón" que se concreta nas seguintes demandas mínimas:

1º) Se respecte a musealización xa acometida na Illa en lembranza da Colonia Penitenciaria, incluíndo a exposición, as placas de homenaxe e as distintas propostas estéticas xa realizadas.

2º) Se facilitan as visitas de grupos promovidas polas asociacións memorialísticas.

3º) Se leva a cabo o Centro Documental sobre a Memoria da Colonia Penitenciaria da Illa de San Simón nun prazo razoable de tempo.

4º) Se permite realizar o acto que, dende o ano 2006, se ven celebrando o día 18 de Xullo na Illa como homenaxe nacional ás vítimas do franquismo en Galiza.

É de agardar unha resposta favorable da Fundación e da Consellaría, e que os que ocupan hoxe esas responsabilidades asuman unha postura institucional e non exconcluintemente partidista, tal como están dispostas a facer as diferentes asociacións de recuperación da memoria histórica, polo ben dun patrimonio común que sería unha irresponsabilidade dilapidar.

Terra e Tempo Dixital

Em caminho o X Festival da Terra e da Língua!

O Festival da Terra e da Língua de este ano adiánta-se e decorrerá os próximos 25 e 26 de Junho, como sempre desde o 2001, no Moinho de Pedroso em Narom.

Continua:

Dez anos em galego é a legenda escolhida nesta décima ediçom, ( e já vam dez!) dedicando a temática do festival à defesa dos nossos direitos lingüísticos.

Embora o calendário de actividades nom esteja fechado, podemos adiantar parte da agenda desta décima ediçom.

Na sexta-feira, 25 de Junho, contaremos com Boj, grupo ferrolano de folque com ritmos trazidos da Irlanda, Bretanha, Escócia e como nom da Galiza; Estimaba que viñeras grupo também da nossa Comarca que mistura peças da gaita tradicional e do poemário galego com temas próprios com toques de blues; Maghúa será o grupo de cantareiros que chegarám desde as terras da Corunha para fechar o programa desta noite folque.

Na noite do sábado haverá diferentes estilos musicais para escolher. Desde o grind-core dos ferrolanos Wisdom, passando polo hip-hop do viguês KaveGz até um dos grupos mais importantes do actual panoráma musical galego: Lamatumbá.
Os de Ourense estarám em Pedroso apresentando o seu novo trabalho "A órbita da banda hipnótica".

Mas além do apartado musical completaremos esta décima ediçom com debates, o Festivalzinho para as crianças, e a exposiçom que terá como temática os dez anos de Festival.

Sem esquecermos o ámbito desportivo, haverá por segundo ano consecutivo o Campeonato de Futebol 3x3.

Nos próximos dias apresentaremos o programa completo e toda a informaçom do festival. Estai atent@s!

terça-feira, junho 01, 2010

Chávez oferece "aliança estratégica" a Sócrates e agradece inspiração do 25 de Abril

A sala era pequena e os jornalistas, portugueses e venezuelanos, ficaram todos na sala de imprensa do palácio presidencial. Imagem e som vinham de televisões. Só José Sócrates e Hugo Chávez falaram. Perguntas de jornalistas não houve. E, para o que é habitual, Chávez até nem falou muito: uma hora e cinco minutos.

O Presidente da Venezuela falou duas vezes, agradeceu a inspiração da revolução dos cravos e até declamou o poema de Adolfo Casaes Monteiro “Surpresa”. Ambos falaram da amizade. Um, Chávez, com um discurso mais apaixonado. Sócrates, num estilo mais sóbrio, também prometeu: “Tem aqui um Governo amigo do Governo da Venezuela”.

Chávez fala numa “aliança estratégica” entre os dois países, mas que vai além dos acordos comerciais de cerca de 1700 milhões de euros assinados este sábado, último dia da visita de Sócrates à Venezuela, após uma passagem pelo Brasil. “É uma amizade eterna”, arriscou dizer.

O Presidente venezuelano não falou apenas dos acordos e da comunidade portuguesa – “los portuguesitos”. Lembrou como a revolução de 1974 em Portugal foi uma inspiração para ele, hoje próximo dos 60 anos. E de como está a ser construído um novo socialismo não só na Venezuela, mas noutros países da América Latina. Um socialismo “de inspiração cristã”, numa altura de “crise global” depois da “noite longa neoliberal”.

José Sócrates teve de atrasar quatro horas o encontro com o comandante Chávez, para deixar concluir as negociações dos acordos assinados horas mais tarde no palácio presidencial.

Cultura gastou máis de 14 mil euros en tres billetes de avión

A Consellaría de Cultura gastou un total de 14.137 euros en tres billetes de avión a Xangai para que o conselleiro, Roberto Varela, e a súa equipa se desprazasen á Exposición Internacional de Xangai Así o denunciaron tanto PSdeG como BNG, quen puxeron en cuestión o discurso de “austeridade” defendido pola Xunta.

En concreto, segundo os datos confirmados, o Goberno destinou 5.486 euros ao billete do conselleiro, a mesma cantidade que inverteu no pase aéreo da súa xefa de prensa. A maiores, o billete do director de Agadic, Xoan Carlos Fernández Fasero, custou 3.165 euros. A portavoz de Turismo do PSdeG, María Quintás, quen presentou varias iniciativas parlamentarias preguntando polo “custe real” desta viaxe, asegurou que en internet o prezo non supera os 1.060 euros polo que estimou que os representantes galegos viaxaron, “polo menos, en primeirísima clase”.

A maiores, outra das participacións máis importantes nesta Exposición Internacional foi a da Deputación de Ourense, que desprazou a outras 52 persoas, os 50 gaiteiros da Real Banda de Gaitas, un responsábel de turismo e un representante municipal. Este desprazamento custou un total de 91.950 euros dos que 26.500 foron sufragados pola Xunta. No seu conxunto, descoñécese a cifra exacta do gasto galego nesta viaxe e da composición da comitiva, mais o portavoz do grupo parlamentario do BNG, Carlos Aymerich, estimou que ascende a uns 300 mil euros.

Ademais deste gasto, considerado “escandaloso” pola oposición, ambos os dous grupos denunciaron que na viaxe non estivo presente “ningún tour-operador galego”, se ben “se supoñía que un dos obxectivos era o de asinar convenios”. Asemade, os socialistas preguntaron cantos concellos do Camiño de Santiago participaron nesta acción de promoción, así como os motivos polos que o de Compostela non formase parte da comitiva.

O PPdeG replica coa viaxe do bipartito a Cuba
Dende as filas populares, o portavoz Antonio Rodríguez Miranda, rexeitou falar de “dispendio” para referirse á viaxe e xustificou o gasto “porque Xangai está onde está” e pola eficacia dos resultados. Replicou que “para ver se o custe foi ou non o axeitado habería que comparalo con outros realizados polo bipartito”, e nomeou o feito pola ex-conselleira de Cultura, Anxela Bugallo, á Habana para asistir á Feira do Libro.


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